terça-feira, 29 de setembro de 2015

Resenha: Galilee de Clive Barker


"Galilee salta no tempo e no espaço para revelar uma visão impressionante e majestosa narrada em altíssimo nível. Em resumo: uma fantástica e envolvente batalha entre os mundos." - People Magazine

"Um escritor poderoso e fascinante com uma imaginação fantástica... Um magnífico contador de histórias." - J.G. Ballard


Sinopse:

Os Geary não são nenhuma exceção. Tão rica quanto os Rockfeller e tão glamourosa quanto os Kennedy, a dinastia Geary tem exercido uma influência sutil sobre a vida americana desde a Guerra da Secessão, ocultando de forma brilhante os profundos laços de corrupção e a severa hostilidade contra os etéreos Barbarossa. Mas tudo está prestes a mudar. Quando o príncipe pródigo do clã Barbarossa se apaixona pela recém casada Rachel Geary, o ódio reprimido entre as famílias emerge numa intensidade mutuamente destrutiva. 


Opinião:

Clive Barker criou uma história única, detalhista e complexa, e ainda narrada de forma brilhante. Em se tratando do gênero terror/suspense, sem exagero algum, o autor atingiu um nível de escrita tão alto ao escrever Galilee, que somente alguns dos livros do Stephen King que li e Os Mortos Vivos de Peter Straub, que ao meu ver são tão bem escritos.

A obra possui elementos de fantasia urbana, terror e suspense, e como não poderia faltar em um livro de Barker, várias passagens eróticas perturbadoras.

A princípio o foco da trama são as intrigas que se alastram por mais de um século entre a família Geary e Barbarossa, mas conforme a história vai se desenvolvendo, torna-se em primeiro plano o romance singular entre os personagens mais interessantes do livro, Galilee e Rachel.

O que há de melhor na obra são as últimas dezenas de páginas, pois temos vários segredos revelados de ambas as famílias, concluindo assim com um final satisfatório.

Galilee se trata de um ótimo livro que somente a mente deturpada de Clive Barker poderia criar. Aconselho aos leitores que não conhecem ainda os trabalhos do autor que não iniciem por Galilee, e sim por Livros de Sangue, por serem bem menos complexos e possuírem uma menor profundidade narrativa. 


Minha nota: 9

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Resenha: Golem e o Gênio de Helene Wecker


"Um passeio místico e profundamente original pelas calçadas de Nova York." - Booklist


Sinopse:

O premiado romance de estréia de Helene Wecker é uma viagem fascinante através das culturas árabe e judaica e reúne mitologia popular, ficção histórica e fábula mágica, com uma narrativa inventiva e inesquecível, escrita de maneira primorosa. 

Chava é uma golem, criatura feita de barro, trazida à vida por um estranho rabino envolvido com os estudos alquímicos da Cabala. 

Ahmad é um gênio, ser feito de fogo, nascido no deserto sírio, preso em uma antiga garrafa de cobre por um beduíno, séculos atrás. 

Atraídos pelo destino à parte mais pobre de uma Manhattan construída por imigrantes na virada do século XX, os dois se tornam improváveis companheiros de alma, desafiando suas naturezas opostas. Até a noite em que um terrível incidente os espera.


Opinião:

Golem e o Gênio foi lançado em nossas terras em julho deste ano pela editora DarkSide Books.

A ambientação se passa no final do século XIX, e é uma fábula moderna com elementos de fantasia e ficção histórica. O foco do enredo é a convivência com a sociedade da época, de um Gênio que se encontrava aprisionado a muitos séculos e uma Golem recém criada. A narrativa é intercalada entre a visão dos dois protagonistas, sendo que a autora Helene Wecker escreve de uma maneira muito crível, tendo como resultado uma obra convincente.


Em relação aos personagens, os mais interessantes são os protagonistas, principalmente o gênio, por ter me deixado muito curioso sobre seu passado.

De ponto negativo ao meu ver foi que até a última centena de páginas não houve muitas cenas de ação e momentos surpreendentes, sendo assim fiquei entediado, e quando houve uma guinada na trama eu já me encontrava desinteressado. 

Mesmo com o ponto negativo citado acima, Golem e o Gênio não me cativou o suficiente para uma releitura, mas mesmo assim se trata de no mínimo um bom livro.


Minha nota: 8

sábado, 19 de setembro de 2015

Resenha: Millennium - A Garota na Teia de Aranha de David Lagercrantz - volume 4


Sinopse: 

Uma muralha virtual impenetrável: é assim que se pode definir a rede da NSA, a temida agência de segurança americana. Quando a mensagem "Você foi invadido" piscou na tela de Ed Needham, responsável pelos computadores que guardam alguns dos maiores segredos do mundo, ele custou a acreditar. A tentativa de localizar o criminoso também não trazia frutos, as pistas não levavam a lugar nenhum, cada indício terminava num beco sem saída. Que hacker seria capaz de algo assim ?

Para o leitor que acompanha a série Millennium, criada por Stieg Larsson, só há uma resposta possível: a genial e atormentada justiceira Lisbeth Salander está de volta. Mas por que Lisbeth, uma hacker fria e calculista que nunca dá um passo sem pesar as consequências, teria cometido um crime gravíssimo e ainda provocado de forma quase infantil um dos maiores especialistas em segurança dos Estados Unidos ? Depois de finalmente se livrar da polícia sueca e de todas as acusações que pesavam sobre si, que motivo ela teria para se atirar em outro lamaceiro político ?

É o que se pergunta Mikael Blomkvist, principal repórter da explosiva revista Millennium, além de amigo e eventual amante de Lisbeth. Mas Blomkvist precisa lidar com seus próprios demônios: afundada numa crise sem precedentes, a revista foi comprada por um grupo que pretende modernizá-la. Nada mais repulsivo ao jornalista que prefere apurar e pesquisar suas histórias a ceder às demandas e ao ruído das redes sociais. Ainda assim, há tempos o repórter não emplaca um de seus furos, e por isso não hesita em sair no meio da madrugada para atender a um chamado que promete ser a grande história de sua carreira. 

Presos a uma teia de aranha mortífera. Lisbeth e Blomkvist terão mais uma vez que unir forças, agora contra uma perigosa conspiração internacional.


Opinião:

A Garota na Teia de Aranha é o quarto volume da série Millennium, e devido a morte de Stieg Larsson, foi escrito por David Lagercrantz, sendo publicado por aqui pela editora Companhia Das Letras.

Primeiramente já adianto um ponto positivo da obra, que é possuir apenas 465 páginas; e digo "apenas" porque este é o menor livro da série, sendo que o maior é o livro anterior, que possui quase 700 páginas, que ao meu ver é muita coisa para uma obra de suspense policial, sendo assim muito maçante e cansativo para o leitor. Já li dois livros do Stephen King de mais de mil páginas, A Dança da Morte e It A Coisa, e que por sinal são obras primas em minha opinião, e ainda, além de ser outro gênero literário, a habilidade de escrita do King é extraordinária. Talvez se Michael Connelly escrevesse um livro de suspense policial de 700 páginas não seria maçante e cansativo.

O autor utilizou como um dos focos do enredo elementos do passado da fantástica Lisbeth, proporcionando assim um sentimento de nostalgia que chega até o leitor. O livro possui várias cenas de ação, que até são convincentes em sua maioria. A impressão que tive é que Lagercrantz se esforçou ao máximo para criar uma continuação da tão afamada série Millennium no mesmo estilo dos livros anteriores, tendo como resultado uma obra do mesmo nível das outras, com exceção do primeiro livro da série, que ao meu ver é o melhor.


O final deixou a desejar, sendo deixado mais uma vez margem para continuações, sendo que andei lendo por aí que Lagercrantz pretende escrever ao menos mais um livro deste universo protagonizado por Lisbeth Salander.


Minha nota: 9

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Resenha: Millennium - A Rainha do Castelo de Ar de Stieg Larsson - volume 3


Pode conter spoilers

Sinopse:

     Mikael Blomkvist está furioso. Furioso com o serviço secreto sueco, que, para proteger um assassino, internou Lisbeth Salander - na época com apenas doze anos - num hospital psiquiátrico e depois deu um jeito de declará-la incapaz. Furioso com a polícia que agora quer indiciar Lisbeth por uma série de crimes que ela não cometeu. Furioso com a imprensa, que se compraz em pintar a moça como psicopata e lésbica satânica. Furioso com a promotoria pública, que pretende pedir que ela seja internada de novo, desta vez - ao que parece - para sempre.
      Enquanto Lisbeth recupera-se, num hospital, de ferimentos que quase lhe tiraram a vida. Mikael procura conduzir uma investigação paralela que prove a inocência de sua amiga. Mas a jovem não fica parada, e muito mais do que uma chance para defender-se, ela quer uma oportunidade para dar o troco. Com a ajuda de Mikael, Lisbeth está muito perto de desmantelar um plano sórdido que durante anos se articulou nos subterrâneos do Estado sueco, um complô em cujo centro está o pai dela, um perigoso espião russo que ela já tentou matar. Duas vezes.

Opinião:


      A Rainha do Castelo de Ar, do autor Stieg Larsson, é o terceiro volume da série Millennium, publicado em terras brasileiras pela editora Companhia Das Letras.

      Novamente temos um livro detalhista, bem escrito, e que prende o leitor do início ao fim. Desta vez o autor criou um calhamaço de quase setecentas páginas, tendo como resultado o maior livro da série. No início da leitura temos uma continuação direta do livro anterior, A Menina Que Brincava Com Fogo; e de repente a história foi tomando um rumo que eu não imaginava, tendo como resultado um enredo tão crível que ao meu ver não achei nada surpreendente, comum, digamos assim. 

      O personagem de maior destaque mais uma vez é Lisbeth Salander, que mesmo estando aparentemente impossibilitada na maior parte do livro de utilizar de sua imensa habilidade de hacker, ela ainda da um jeito e mostra ao leitor que é ainda mais habilidosa do que aparentava ser.


      Chegando aos momentos finais do livro, há boas cenas de ação, porém, o final achei muito apático. Ao meu ver, A Rainha do Castelo de Ar está no mesmo nível do livro anterior, e apesar das críticas, se trata de uma ótima obra, que indico para os fãs do gênero. Em breve postarei aqui no blog a resenha da conclusão definitiva da série, A Garota na Teia de Aranha, escrita por David Lagercrantz, em decorrência da morte do escritor Stieg Larsson.

Minha nota: 9

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Resenha: Trilogia dos Espinhos - Emperor of Thorns de Mark Lawrence - volume 3


" Mark Lawrence é a melhor coisa que aconteceu à fantasia nos últimos anos." - Peter V. Brett

Sinopse:

    "O mundo está dividido e o tempo se esgotou, deixando-nos presos aos dias finais. Estes são os dias que nos esperaram por todas as nossas vidas. Estes são os meus dias. Vou estar diante da Centena e eles vão ouvir. Vou tomar o trono, não importa que está contra mim, se vivo ou morto. E se eu devo ser o último imperador, farei disso um final e tanto."
     
Resenha:

     Emperor of Thorns é a conclusão da Trilogia dos Espinhos, publicada em terras brasileiras pela editora DarksideBooks.

     Este terceiro e último livro da saga de Jorg Ancrath apresenta o mesmo molde dos livros anteriores, a escrita em primeira pessoa e a alternância dos acontecimentos no presente e passado.

    Mesmo se tratando de um livro muito bom, acredito que o autor Mark Lawrece, poderia ter apresentado um desenvolvimento maior para o protagonista Jorg, tendo em vista que é notório seu amadurecimento em relação aos livros anteriores. 

     O livro todo é muito bem escrito, porém o autor poderia ter criado uma conclusão mais arrebatadora, digamos assim, para a série. O melhor da obra ficou mesmo para o final, que ao mesmo tempo que me surpreendeu, acredito ter sido uma conclusão ideal para a saga. 

     O meu livro preferido da saga é Prince of Thorns, que é onde conhecemos Jorg. O motivo deste primeiro livro ser meu favorito, é que fui surpreendido por um protagonista cruel e impiedoso, que não pensa duas vezes em eliminar seu inimigos, e muitas vezes bastava Jorg simplesmente ser contrariado que começava o derramamento de sangue.

    Emperor of Thorns poderia ter sido melhor, mas mesmo assim se trata de um ótimo livro, que merece ser lido pelos fãs da série para terem conhecimento do fim desta singular trilogia.

Minha nota: 9

domingo, 23 de agosto de 2015

Resenha: Medo, Mistério e Morte de Carlos Orsi


Resenha:

     O livro Medo, Mistério e Morte é de autoria do escritor nacional Carlos Orsi, e foi publicado pela editora Didática Paulista.

      A obra possui sete contos principalmente voltados para o terror: A Maldição do Ang Mbai-Aiba, Noite de Samhain, A Fábrica, Estranhos no Ninho, Projeto Cassandra, Ora Pro Nobis, e por último o conto Aprendizado; e neles, nos deparamos com mortos vivos, criaturas parecidas com vampiros, e até alienígenas. Tendo como base a capa da obra, tem-se a impressão de conter histórias infanto-juvenis, mas na verdade acredito que se enquadra melhor em literatura adulta, pois os contos possuem assassinatos violentos e sangrentos, ambientes macabros e sinistros.

     Na introdução feita pelo próprio autor, é citado seus escritores favoritos, que ao fim da leitura dos contos percebe-se uma clara fonte de inspiração em obras destes autores, principalmente Lovecraft; mas não pensem que é uma cópia descarada como algumas que vemos por aí, não mesmo; são contos de qualidade acima da média, que não ficam devendo nada para obras de escritores internacionais famosos, possuindo personalidade própria, sendo bem escritos e convincentes, e na maioria finais trágicos e tensos.

     Como diz o título, Medo, Mistério, e Morte cumpre o que promete com sete ótimos contos. Leitura recomendada para os fão do gênero.


Minha nota: 9

domingo, 16 de agosto de 2015

Resenha: A Tumba e Outras Histórias de H. P. Lovecraft


Sinopse:

     Este volume reúne exemplares dos variados estilos de narrativa que tornaram o escritor norte-americano H. P. Lovecraft um dos autores cult mais apreciados em todo o mundo. De "A Tumba", um verdadeiro conto clássico de horror, a "Entre as Paredes de Eryx", uma história de ficção científica passada em Vênus, o leitor terá uma amostra do melhor da fantasia gótica, do flerte com o sobrenatural e com o oculto, de personagens que são jogados no coração da loucura. As horripilantes histórias de Lovecraft seduzem pelo crescente medo que inspiram e emergem, quase todas, num clímax surpreendente. 
   O livro traz, também, fragmentos e alguns dos primeiros contos escritos pelo autor, durante a adolescência. Os conhecedores de Lovecraft ficarão impressionados com a precocidade do estilo - que consagraria o artista maduro - e o tratamento de temas que tornariam célebre a sua obra posterior. Para os fãs do gênero, uma razão para comemorar. Para os não iniciados, uma ótima porta de entrada.

* Sinopse contida nesta edição.

Opinião:

    A Tumba e Outras Histórias, do escritor H. P. Lovecraft, é um livro de terror publicado em terras brasileiras pela editora L&PM Pocket. 

      O livro é dividido em três partes, sendo:
     Os contos: A Tumba, O Festival, Aprisionado com os Faraós, Ele, O Horror em Red Hook, A Estranha Casa que Pairava na Névoa, Entre as Paredes de Eryx, e O Clérigo Diabólico.  

     Primeiras histórias: A Fera da Caverna, O Alquimista, Poesia e os Deuses, A Rua, e A Transição de Juan Romero.

     Quatro fragmentos: Azathoth, O Descendente, O Livro, A Coisa no Luar.



        Comentarei um pouco sobre o que se trata os contos principais do livro.

      Em A Tumba, Jervas Dudley conta uma história de quando era criança e descobre uma tumba abandonada em um mausoléu. E assim começa os momentos apavorantes vividos por Dudley, que deixa o leitor em dúvida da veracidade dos acontecimentos, pois nosso narrador está trancado em um asilo para loucos.

     O Festival é um conto sinistro em que o personagem central foi enviado por seus pais até uma velha cidade para participar de um festival macabro que acontece uma vez a cada século. 

     Em Aprisionado com os Faraós temos um início lento, demorando assim para o conto se desenrolar. Nesta história está presente o ilusionista Houdini, que propõe o desafio de conseguir escapar da tumba de um faraó. E assim Houdini de repente se mete em uma enrascada horrenda.

     O conto Ele, diz sobre um homem que vai até a cidade de Nova York e se depara a noite com um estranho que o leva a revelações incríveis sobre o passado e o futuro.

     O Horror em Red Hook se trata de um ancião que domina o ocultismo, dando assim muito trabalho para a polícia que acaba se vendo obrigada a recorrer a um detetive famoso para dar conta dos acontecimentos.

     Em A Estranha Casa que Pairava na Névoa, um filósofo decide chegar até uma casa muito antiga que se encontra no alto de um penhasco e que não possui um caminho lógico de chegar até ela, e o estranho que supostamente a casa é habitada por alguém misterioso. No caminho o filósofo tem experiências aterradoras.

     Entre as Paredes de Erix conta os momentos desesperadores de um explorador que se encontra no planeta Vênus e está a procura de valiosos cristais, e de repente acaba ficando preso em uma armadilha alienígena. 

     O Clérigo Diabólico achei um conto apenas mediano, que diz sobre a experiência no mínimo sinistra de um homem ao visitar o sótão de uma casa. 

     O conto que mais gostei do livro deixei para o final. O Alquimista, que faz parte das primeiras histórias escritas por Lovecraft. O conto diz sobre uma maldição passada de geração em geração que dura séculos. É meu conto preferido pela criatividade do autor em relação a história narrada.

     Algo muito positivo que achei das histórias em geral é o clima sombrio e angustiante, deixando assim o leitor tenso durante toda a leitura. O problema que tive com algumas histórias é que não prendeu muito minha atenção. Dos contos que li até hoje do autor, ainda prefiro os mitos sobre Cthulhu, mas com certeza a leitura foi válida para eu conhecer um pouco mais das criações de um dos maiores escritores clássicos do gênero. 

Minha nota: 8

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Resenha: O Homem Do Castelo Alto de Philip K. Dick


Sinopse:

    A trama se desenvolve em um cenário sombrio: a Segunda Guerra Mundial foi vencida pelo Eixo - Alemanha, Japão e Itália. O continente africano foi praticamente aniquilado e os negros escravizados. Os judeus também se encontram seriamente ameaçados de extermínio.
      É nesse contexto que se desenvolvem os dramas de vários personagens cujas vidas acabam entrelaçadas pelos ditames do I Ching, o milenar oráculo chinês, e que se descobrem envolvidos em situações além de seu controle: um judeu que se esconde sob uma falsa identidade para não ser levado a um campo de extermínio; um vendedor de antiguidades norte-americano que se esforça para ser aceito pela rígida sociedade japonesa; um burocrata japonês que se envolve em uma intriga política perigosa demais para alguém de sua posição social; uma mulher que, por meio da leitura de um livro clandestino, vislumbra um mundo onde os nazistas perderam a guerra e Hitler está morto.

Opinião:

     O Homem do Castelo Alto, de autoria de Philip K. Dick, considerado um dos maiores escritores de ficção científica, foi publicado por aqui pela editora Aleph.
  
      Esta obra é o primeiro contato que tenho com um livro do autor, e foi com uma alta expectativa que iniciei a leitura desta obra. A premissa de que a Alemanha, juntamente com o Japão e a Itália teriam vencido a segunda guerra mundial é muito interessante, porém, acho que o enredo meio confuso não foi muito bem desenvolvido, e o tema central poderia ter sido melhor explorado. 


    Philip Dick criou um universo totalmente ruim de se viver, um mundo que americanos, judeus e negros, não tinham motivo algum para sorrir; e eu acredito que se Hitler houvesse obtido êxito, teria sido muito ruim, mas nem tanto quanto demonstrado nesta obra. Em contrapartida, em um livro escrito por um personagem do livro, em que os nazistas perderam a guerra e os americanos juntamente com os ingleses reinam soberanos, o mundo é  tudo muito maravilhoso e praticamente perfeito. Outro exagero em minha opinião !

   Os melhores momentos da obra são a reflexão interna dos personagens e os diálogos. Falando em personagens, não houve nenhum que me chamou a atenção, com exceção do tal Homem do castelo alto, que é um tanto misterioso e deixa o leitor curioso para saber mais sobre ele.  


     Chegando ao momentos finais do livro, eu estava esperando algo surpreendente e impactante, e não foi o que aconteceu; não que o final foi ruim, mas é que o livro acabou meio de repente, como se fosse uma história sem fim, com os personagens tendo uma esperança de um mundo melhor. 
     
     Com tantos pontos negativos que mencionei, parece que o livro é ruim e que não gostei, mas a verdade é que é sim no mínimo um bom livro. Aconteceu que mais uma vez iniciei a leitura com uma alta expectativa, e esperava que a história fosse melhor explorada e mais surpreendente, pois com esta premissa interessante e instigante, acredito que o livro poderia ter sido bem melhor. 

Minha nota: 8

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Resenha: Millennium - A Menina Que Brincava Com Fogo de Stieg Larsson - volume 2


"Larsson é o grande noir da Suécia e Lisbeth Salander, uma heroína diferente de todas as outras. O clímax é um festim sangrento." - The Times

Sinopse:

     Lisbeth Salander é acusada de triplo assassinato, e a polícia está em seu encalço. A jovem hacker é esquiva, egoísta e pode ser muito violenta quando provocada. Mikael Blomkvist, editor-chefe da revista Millennium, sabe muito bem disso. Mas, ao contrário do restante da imprensa, que não se acanha em crucificá-la, ele acredita na inocência da moça. Para ele, os homicídios relacionam-se a uma série de reportagens que a Millennium pretendia publicar sobre o tráfico de mulheres provenientes do Leste Europeu. Um esquema de corrupção cujos tentáculos alcançam promotores, juízes, policiais e jornalistas. 
     Lisbeth livrou Mikael da morte dois anos antes. Agora ele tem como retribuir. 

Opinião:

     A Menina Que Brincava Com Fogo, escrito por Stieg Larsson, é o segundo volume da série Millennium, hoje composta por quatro livros, sendo o último, escrito por David Lagercrantz, devido a morte repentina de Stieg Larsson. 

     Assim como o primeiro livro da série, A Menina Que Brincava Com Fogo possui uma escrita detalhista e uma história um tanto complexa que prende o leitor do início ao fim, resultando assim em um "tijolão" de seiscentas páginas, que não é muito comum no gênero policial. O autor criou uma história muito boa, totalmente independente do primeiro livro da série, mas acho que se a obra fosse um terço menor, se o tema principal desenrolasse mais rápido, acredito que o livro seria ainda melhor. 

    Neste segundo volume o autor incutiu um pouco mais de cenas de ação, porém, algumas passagens não achei muito convincentes, havendo coincidências demais.

       O personagem destaque fica por conta de Lisbeth Salander, que neste livro o foco da narrativa está centralizado quase todo nela, onde descobrimos muito mais do seu passado. Houve todo um mistério muito bem construído em relação a identidade e passado do criminoso Zala, que após tudo ser revelado fui bem surpreendido.

      A conclusão da obra é fechada e satisfatória, sendo que estou curioso para com o terceiro volume da série, A Rainha Do Castelo De Ar, que acreditou eu, terá um novo foco central na história.

     Por enquanto, o meu preferido da série é o primeiro volume, Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, em razão de eu ter gostado mais da história, dos personagens, e no geral, o primeiro livro achei mais convincente, por conta de duas cenas de ação que achei uma coincidência muito grande. 

     Mesmo com estes pontos negativos, A Menina Que Brincava Com Fogo se trata de um ótimo livro, o qual indico para todos os fãs do gênero. Em um futuro próximo, vou ler e postar aqui no blog o terceiro livro da série Millennium, A Rainha Do Castelo De Ar.

Minha nota: 9

terça-feira, 28 de julho de 2015

Resenha: Revelações de Riyria - Roubo de Espadas de Michael J. Sullivan - volume 1


"Fugas arrepiantes, duelos grandiosos e amizade verdadeira em uma aventura a moda antiga." - Publishers Weekly

Snopse: 

    Elan vive uma era de instabilidade. O melhor cenário para ladrões obterem bons negócios. E nos reinos não há mercenários mais habilidosos que Royce Melborn e Hadrian Blackwater, conhecidos como Riyria, os únicos que ousam agir livremente, sem se afiliar a nenhuma guilda. 
    Após mais um trabalho bem-sucedido, a dupla é contratada para realizar um novo serviço, ousado e urgente: furtar uma famosa espada do Castelo de Essendon, a morada do rei. Comparado a tudo que já fizeram, essa missão parece simples. Entretanto, quando se veem em meio a uma intrincada conspiração política que envolve a situação é diferente. Não terão de lutar apenas para cumprir um simples contrato, mas para salvar as próprias vidas, enquanto desvendam um misterioso assassinato e enfrentam o Gilarabrywn - uma poderosa criatura mágica.
     Agora, o futuro de todos está nas mãos de dois ladrões, que, por sorte, são bastante competentes no que fazem. É o início de um épico repleto de traição e aventura, espada e magia, mitos e lendas.

Opinião:

     Roubo de Espadas do autor Michael J. Sullivan, publicado em terras brasileiras pela editora Record, é o primeiro volume da trilogia Revelações de Riyria, que originalmente possui seis volumes, e aqui no Brasil a editora resolveu unir dois livros em um só. 

     O autor criou um mundo muito interessante, que contém magos, anões e até elfos, e que mesmo em muitos momentos ser uma série mais do mesmo, ela possui suas características próprias bem definidas.

     Comentando primeiramente sobre a primeira parte do livro, A Conspiração Pela Coroa, ao iniciar a leitura a escrita de Sullivan já me chamou a atenção positivamente por sua fluidez e simplicidade ao escrever, resultando em uma leitura rápida, leve, e de fácil entendimento, que não exige muito do leitor.

     Os personagens que possuem maior destaque são a dupla de protagonistas Hadrian Blackwater e Royce Melborn, que são ótimos no que fazem e muito respeitados por onde passam. O Príncipe Alric e o monge Myron também possuem bons momentos, principalmente este último, que proporciona ao leitor vários momentos engraçados.

       A história desta primeira parte do livro é muito interessante, e logo de cara notei uma certa semelhança com a excelente série Nobres Vigaristas, por causa dos protagonistas e seus "trabalhos" realizados. As cenas de batalhas e os diálogos são bem construídos, e a conclusão de A Conspiração Pela Coroa é muito satisfatória.

     Foi com uma alta expectativa que iniciei a leitura da segunda parte da obra, Avempartha, e confesso que fiquei decepcionado. Começando pela história que não gostei nem um pouco, as cenas de batalhas não foram bem construídas, e até os diálogos achei  que não funcionaram. Além dos interessantes protagonistas, os personagens secundários e o tal monstro deixaram e muito a desejar. Nos momentos finais do livro houve algumas surpresas reveladas interessantes. Estou curioso em relação ao passado dos protagonistas, principalmente no de Royce.  

       Estou na torcida para que os próximos volumes voltem a ser tão bons quanto a primeira parte da obra, que mostrou que o autor Michael Sullivan tem talento de sobra.

          Eu já ia me esquecendo de comentar que o nome Riyria, é como são conhecidos por onde passam os parceiros Adrian e Royce.

Minha nota: 8


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Resenha: Joyland de Stephen King


"Uma das histórias mais bem escritas de King... Profunda, divertida, cheia de reviravoltas, despretensiosa e, por fim, arrasadoramente triste." - Entertainment Weekly

"Intenso e cativante... A narrativa promissora e a montanha-russa emocional na vida de um jovem rapaz fazem de Joyland um prêmio que vale todas as suas fichas." - Usa Today

"Emocionante, imensamente atraente...O verdadeiro apelo de Joyland vem da habilidade de King de criar vínculos diretos e viscerais com seus personagens. É esse laço emocional que marca a diferença entre livros de mero entretenimento e livros que nos tocam de maneira mais profunda. King tem escrito com aparente facilidade e constância impressionante histórias essenciais por mais de quarenta anos. Em Joyland, ele repete o feito mais uma vez." - The Washington Post

"Com uma pegada pulp proposital, Joyland é, em última análise, uma história contundente, o que faz deste um dos trabalhos mais pessoais e comovente de King." - Time Out London

"Um livro imperdível para os fãs de King." - Library Journal

Sinopse:

    Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. 
   Linda Gray foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado.
    O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer, e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

Opinião:

    Joyland, do escritor Stephen King, foi lançado este mês de julho por aqui pela editora Suma de letras.



    O mestre King presenteou os leitores com uma história muito bem escrita, comovente, um realismo bem acima da média, e ainda contém um mistério em torno dos assassinatos que prende o leitor do início ao fim da história. O livro possui apenas 240 páginas, e talvez por isso não foi possível se aprofundar no assassino e nos crimes cometidos, resultando assim em pouco terror e suspense, mas os momentos que possuem estes elementos são excelentes.

     Talvez por ser um livro bem curto, em se tratando do King, os personagens em sua maioria não foram muito aprofundados, mas não significa que são desinteressantes, pois muitos para mim serão inesquecíveis, como por exemplo o protagonista e narrador da história, Devin Jones; e o menino Mike, que possui uma doença grave e um dom especial, que já se encontra entre os personagens mais marcantes e carismáticos do autor que tive conhecimento até agora.

     Os momentos finais do livro são excelentes, talvez não muito surpreendentes, mas sim plausíveis e muito bem escritos, e claro... bem tristes. 

    Com certeza Joyland é leitura obrigatória para os fãs de Stephen King, e para os leitores que curtem histórias comoventes, com um pouco de terror/suspense, e um toque do gênero policial.

Minha nota: 9

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Resenha: A Casa do Mal de Dean Koontz


Sinopse:

    Frank Pollard desperta em uma vila, sem lembrar-se de nada além de seu nome. Mas ele sabe perfeitamente que está correndo um enorme perigo. Refugia-se num hotel e, mais de uma vez, acorda com as mãos manchadas de sangue. E, a cada noite que passa, encontra nas mãos e nos bolsos estranhos objetos aterrorizantes...
    A ajuda a Frank vem da dupla de detetives Bobby e Julie Dakota, que, por compaixão e curiosidade, concordam em ir até o fundo e desvendar essas misteriosas e amnésicas fugas. Mas, à medida que os Dakota começam a descobrir para onde se dirige seu cliente, eles são atraídos a reinos sombrios, onde uma sinistra figura...

Opinião:

    A Casa do Mal do autor americano Dean Koontz, foi publicado em terras brasileiras há mais de duas décadas pela editora Record.

   O autor criou uma história assustadora que prende o leitor da primeira a última página, e o mistério em torno do vilão que desde o início da narrativa desperta uma curiosidade e ansiedade imensa é genial. Este é o segundo livro do autor que leio, e confesso que achei superior a Fantasmas, que teve um início espetacular, porém, quando houve a descoberta do "ser" que estava assassinando as pessoas fiquei decepcionado. Diferentemente de A Casa do Mal, que possui um bom início, e conforme o decorrer das páginas o livro só melhora, resultando nas últimas dezenas de páginas frenéticas deliciosas de se ler.

    A escrita de Koontz  é fluída, possibilitando assim ler o livro rapidamente se possível. Tenho vários livros do autor que ainda não li, e depois deste estou ansioso para devorá-los.

   Os personagens, que não são muitos, são muito bem construídos. Destaque para o carismático casal de protagonistas, os detetives Bobby e Julie Dakota, que se completam tanto no relacionamento pessoal quanto no profissional. São eles os responsáveis pelos diálogos mais bem humorados da narrativa. Thomas, irmão de Julie, que é deficiente mental,  é um personagem sensacional. Me lembrou muito um personagem do livro Dança da Morte do escritor Stephen King. O vilão, que é A Casa do Mal, com suma mente extremamente perturbada e doentia é fascinante. O mais impressionante é que o autor conseguiu criar uma personalidade muito convincente para ele, que imagina com total certeza que suas atrocidades são o certo a se fazer. Com certeza é um dos vilões mais assustadores e bem construídos que tive conhecimento até agora. 

    Aconselho aos leitores a lerem as últimas dezenas de páginas de uma só vez para um melhor aproveitamento do ponto alto do livro, pois é desvendado todo o mistério do passado do cruel vilão. E que passado ! A Casa do Mal é altamente recomendado para os fãs do gênero.

Minha nota: 9

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Resenha: Millennium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres de Stieg Larsson - volume 1


"Em Os homens que não amavam as mulheres a riqueza dos personagens, a narrativa ágil e inteligente e os surpreendentes desdobramentos da história formam um conjunto magnífico que revela Stieg Larsson com um grande mestre da literatura de suspense." - Luiz Alfredo Garcia-Roza

"O problema com Larsson é que, se a gente se aventura e entra na história, está perdido: não tem como largar o livro. Talvez seja porque os protagonistas são animados por uma paixão parecida com a que motiva a curiosidade de todos nós: os dois, o jornalista bem-sucedido e a adorável jovem hacker (punk de corpo e espírito), são indivíduos sem família (ou quase), decididos a desvendar, justamente, um segredo de família." - Contardo Calligaris

Sinopse:

   Os homens que não amavam as mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvendam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca.
    Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e os diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henriq Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henriq está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.
   Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henriq lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger. E que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois .... até um momento presente, desconfortavelmente presente.

Opinião:

   Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, de autoria do sueco Stieg Larsson, é o primeiro livro da série Millennium, série esta lançada em terras brasileiras pela editora Companhia Das Letras. Está previsto o lançamento aqui no Brasil do quarto livro da série para o mês de agosto deste ano, intitulado A Garota Na Teia De Aranha, e que devido a morte de Stieg Larsson, foi escrito por David Lagercrantz. 
    
   Faz tempo que esta série estava na minha lista de leituras, e tendo como base várias resenhas que li deste primeiro livro, minhas expectativas estavam altas, e confesso que foram totalmente correspondidas.

    Mesmo o livro sendo um calhamaço de mais de quinhentas páginas, que não é muito comum no gênero policial, e ainda possuir uma história densa e detalhista, a leitura não foi cansativa em momento algum. Méritos para o autor Stieg Larsson, que escreve de uma maneira simples e agradável. 
   
    Senti falta de mais ação no decorrer do livro, porém, na falta deste elemento o leitor é recompensado com uma excelente história, que é convincente e contém muito suspense e mistério que gira em torno da família Vanger. E que família excepcional !

    Os personagens, que não são poucos, são o ponto forte da obra, pois eles são bem descritos e carismáticos, com uma personalidade muito bem definida. Fica até difícil de destacar alguns, sendo os mais importantes para a narrativa os protagonistas Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander; o mais poderoso da família Vanger, Henriq Vanger; e a assassinada ou desaparecida Harriet Vanger.

   O final é fechado e muito satisfatório, e confesso que já estou com saudade dos personagens marcantes da obra. Em breve lerei e postarei a resenha aqui no blog do segundo livro da série, A Menina Que Brincava Com Fogo, que para muitos leitores é o melhor dos três primeiros livros. Os Homens Que Não Amavam As Mulheres é totalmente recomendado para os fãs do gênero !

Minha nota: 9

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Resenha: Trilogia das Joias Negras - A Filha do Sangue de Anne Bishop - volume 1


"A Filha do Sangue de Anne Bishop é como uma xícara de café: forte, escuro e implacável com os estômagos mais delicados."  -  The Times

"A Trilogia das Joias Negras é uma das leituras mais originais e espetaculares que fiz nos últimos tempos. Mesmo não sendo um grande fã de fantasia, fui fisgado desde o primeiro volume." -  Luc Duplessis

"Tremendamente sensual, rico em detalhes, um mundo em que se subvertem todos os clichês do gênero fantástico. Simplesmente genial." - Library Journal

Sinopse:

   O Reino Distorcido se prepara para o cumprimento de uma antiga profecia: a chegada de uma nova Rainha, a Feiticeira que tem mais poder que o próprio Senhor do Inferno. Mas ela ainda é jovem, e por isso pode ser influenciada e corrompida. Quem a controlar terá domínio sobre o mundo. Três homens poderosos - inimigos viscerais - sabem disso. Saetan, Lucivar e Daemon logo percebem o poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. Assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, no qual as armas são o ódio e o amor. E cujo preço pode ser terrível e inimaginável.
  
Opinião:

   A Filha do Sangue da escritora Anne Bishop é o primeiro volume da Trilogia das Joias Negras, lançado em terras brasileiras pela editora Saída de Emergência.

   Este é mais um livro que eu estava muito empolgado para iniciá-lo, com a expectativa muito alta, e terminada a leitura não foi bem o que eu esperava. Acontece !

    A autora criou um universo muito criativo e original, diferente de tudo o que eu tinha lido até agora, contendo muito erotismo, que me deixou um tanto desconfortável, e um clima um tanto sombrio. Anne Bishop escreve de uma maneira muito fluída, e que mesmo eu não gostando muito do livro, foi possível concluí-lo rapidamente. 

   O meu problema com a obra foi que ao meu ver a autora não soube aproveitar o fantástico universo criado, resultando em uma trama que conforme ia chegando ao fim, a história não desenrolava,  e somente nas últimas dezenas de páginas o livro melhorou, com boas cenas de ação e um bom final. Mas por se tratar de uma trilogia, muito pouco deste mundo complexo foi demonstrado, sendo bem provável que já no segundo volume a história melhore, e muito.

    Os personagens foram muito bem construídos, com destaque para a protagonista Jaenelle Angelline, uma menina de apenas doze anos que está destinada a ser a Rainha das Trevas; Daemon Sadi, escravo sexual da Sacerdotisa Suprema Dorothea e de outras rainhas, que é responsável pelos maiores momentos eróticos do livro; e por último temos Saetan Daemon SaDiablo, pai de Daemon Sadi e Senhor Supremo do Inferno, que se torna uma espécie de mentor de Jaenelle.

    Todas as resenhas que li desta obra foram muito positivas, sendo assim, eu é que sou a exceção por ter achado A Filha do Sangue apenas mediano, porém, com toda a certeza é uma saga que só tem a evoluir nos demais volumes. Talvez eu mude de ideia, mas por enquanto não pretendo continuar a leitura dos próximos livros da série. 

Minha nota: 7

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Resenha: Fúria Lupina Brasil de Alfer Medeiros - volume 1


Sinopse:
     A natureza lupina liberta. A natureza humvana destrói.
    Qual é a origem do mito do lobisomem ? Maldição, doença, dom, herança ou eventos aleatórios ? Ou será que todas essas hipóteses são aplicáveis ?
    Em Fúria Lupina Brasil, as peças do quebra-cabeça são apresentadas no decorrer de algumas décadas. Quando, no ano de 2009, essas peças começam a se encaixar para formar a imagem final, homens e feras aparentemente desconexos entram em uma alucinada rota de colisão, que resultará em sangue, violência e morte.
  Uma organização secreta, um grupo ecoterrorista, mercenários, lobisomens com variações de raça e conflitos de natureza humana permeiam toda a trama, que passa por Estados Unidos, México, Noruega, São Paulo e Mato Grosso, finalmente desembarcando na Amazônia brasileira, onde muitos destinos serão traçados.

Opinião:
   Fúria Lupina Brasil foi publicado por aqui pela Madio Editorial, e é o primeiro livro de uma série, que não sei ao certo de quantos serão.

  Metade do ano já se foi e de repente percebi que ainda não tinha lido nenhum livro nacional este ano, sendo assim, dando uma olhada em minha estante nos títulos nacionais que possuo, o escolhido da vez foi Fúria Lupina Brasil, do escritor Alfer Medeiros, que até então eu não tinha lido obra alguma do autor.


   A obra tem como foco lobisomens, ou homens-lobos como são mais denominados no livro. A história é original, bem diferente das que conhecemos através de outros livros e filmes. A narrativa se passa paralelamente nos Estados Unidos, México, Noruega e no Brasil, sendo que quando a história se passa em nossas terras, o autor incutiu com maestria personagens do folclore brasileiro. Contém ainda no livro muita violência, sendo estas cenas bem descritas pelo autor, e visualizadas pelo leitor com facilidade as cenas de decapitações e desmembramentos, sentindo assim em nossa pele a tensão e sofrimento das vítimas. A escrita de Alfer Medeiros flui com muita facilidade, e em razão dos acontecimentos que são narrados começarem em 1977 e terminarem em 2010, facilitou ao meu ver incutir cenas de ação quase a todo momento, resultando assim em uma história frenética, não sendo massante e monótona em momento algum. Se eu pudesse teria devorado o livro em um único dia, pois a história é muito envolvente e cativante.

   Nota-se que o autor utilizou várias referências na obra, sendo que algumas são identificadas com mais facilidade pelo leitor, outras nem tanto.  Gosto muito de referências em livros quando bem utilizadas e encaixadas no contexto da história, como foi o caso deste livro.
   Os personagens, que não são poucos, são bem verossímeis, pois possuem uma personalidade própria sólida. Muitos personagens são de grande importância para a história, ficando até difícil dar destaque para alguns. Gostei muito do caçador mercenário Joe Hell Vansing, que é muito habilidoso e determinado no que faz. A participação do casal carismático de lobisomens Dante e Caroline são essenciais nos momentos finais da narrativa. Espero vê-los no próximo volume da série. 

   A conclusão do livro sangrenta e com muita ação  foi muito bem executada e descrita, ficando um ótimo gancho para o próximo volume, Fúria Lupina América Central, que provavelmente será tão bom quanto este, e continuação esta que já está na minha estante esperando para ser lida. Ainda este ano, pretendo ler e postar a resenha aqui no blog. Com certeza recomendo Fúria Lupina Brasil, que se encontra entre os melhores livros nacionais que li em minha opinião. 

Minha nota: 9