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sábado, 14 de novembro de 2015

Resenha: O Inimigo Secreto de Agatha Christie



"Trama original. Um dos livros que impulsionou a carreira de Agatha Christie, apresentando o casal de detetives Tommy e Tuppence." - Times Literary Supplement


Sinopse:

Cansados da rotina, dois jovens decidem fundar uma empresa nada convencional, especializada em investigações, a Jovens Aventureiros Ltda. O primeiro caso era um desafio que intrigava a Scotland Yard: o desaparecimento da americana Jane Finn, levando com ela documentos secretos que poderiam comprometer o governo inglês. Mas Thomas Beresford e Prudence Cowley - ou simplesmente Tommy e Tuppence - não são os únicos interessados em descobrir o paradeiro desses papéis. A mesma busca é empreendida por um homem misterioso e perigoso, conhecido como Sr. Brown, um mestre na arte do disfarce, que pode aparecer do nada e desaparecer em seguida sem deixar qualquer rastro.


Opinião:

O Inimigo Secreto é a primeira aventura dos detetives Tommy e Tuppence, de autoria de Agatha Christie, lançado originalmente em 1922. Esta edição da BestBolso possui o total de 319 páginas.


Eis mais uma obra da Rainha do Crime que flui rapidamente, sendo possível ler em um final de semana tranquilamente. Vale destacar que para a época em que O Inimigo Secreto foi lançado, quase cem anos atrás, a maneira da autora escrever era diferenciada, pois sua habilidade de nos contar suas histórias de uma maneira rápida e direta sem parecer uma trama rasa é de se elogiar. 

Novamente Agatha leva o leitor a duvidar sobre a identidade do vilão, nos induzindo a mudar de opinião várias vezes, e mesmo nesta obra sendo poucas as alternativas, digo que mais uma vez errei a identidade do inimigo secreto. 

Os ousados protagonistas Tommy e Tuppence apresentados nesta obra possuem um carisma que conquista o leitor, mas por enquanto ainda prefiro ver Poirot por para funcionar suas células cinzentas.

Mais uma vez, mesmo se tratando de uma boa história, ao meu ver algumas atitudes dos personagens não me convenceram, sendo isto o único ponto negativo do livro.

Enfim, O Inimigo Secreto é no mínimo uma boa obra, pois a maioria das resenhas que andei lendo possuem opiniões muito positivas. Tenho muitos outros livros da autora na estante, e ao olhar para eles tenho a esperança de ao menos um eu gostar tanto quanto do espetacular E Não Sobrou Nenhum.

Para os fãs da autora é uma leitura altamente recomendada, e para os que ainda não conhecem seus trabalhos, O Inimigo Secreto é uma boa opção.


Minha nota: 8

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Resenha: Sangue na Lua de James Ellroy



"Ellroy é um expoente da literatura pós moderna." - O Globo

"A escrita de Ellroy é uma sequência de curtos circuitos." - Carta Capital

"James Ellroy é nome central da ficção policial americana." - Veja

"Ellroy tem um domínio completo da ação." - Folha de São Paulo


Sinopse:

Sangue na Lua é o primeiro de uma série de três romances protagonizados por um dos maiores detetives da literatura policial americana surgidos nas últimas décadas: o sargento da polícia de Los Angeles Lloyd Hopkins. Um tira inteligente, com QI 170, um raro talento para a leitura dinâmica, muita força e uma grande compulsão para perseguir assassinos, mesmo que para isso tenha de quebrar algumas regras. Segundo Ellroy, "um antídoto para os combatentes do crime sensíveis, um anti-herói."

Em sua primeira aparição, Hopkins enfrenta o casa mais difícil de sua vida. Ao investigar o violento homicídio de uma mulher, descobre, entre centenas de casos antigos não resolvidos, que o assassino, há anos, vem atuando na região, deixando um rastro de crimes hediondos. Ao aprofundar suas investigações, Hopkins vai descobrido semelhanças entre as vítimas e percebe estar diante de um grande oponente, um matador calculista que não deixa traços.

A investigação transforma-se em obsessão e implode o casamento de Hopkins, deixando o detetive à beira de um colapso, que põe em risco sua vida e sua carreira dentro do departamento de polícia. Em crise, ele encontra conforto na cama de suas amantes. Mas ao se aproximarem dele, elas passam a correr grande risco, tornando-se vítimas em potencial do perigoso maníaco. 


Opinião:

Sangue na Lua, de autoria de James Ellroy, é uma uma obra de suspense policial noir, publicada por aqui pela Coleção Negra da editora Record. Sangue na Lua se enquadra na categoria Páginas de sangue: Serial Killers, lembrando aos leitores que estou participando do Desafio Halloween Literário 2015, o qual fui convidado. 

Eis um livro de boa qualidade que não deve agradar a todos fãs do gênero, pois possui uma linguagem chula, cenas fortes, e um protagonista racista, violento, infiel, e que ainda é paranoico, talvez até tanto quanto o assassino que ele está caçando. Mas talvez por estes ingredientes a obra tenha uma trama convincente mesmo com alguns clichês típicos da literatura policial. 

A escrita de James Ellroy é direta, sem rodeios, tanto que algumas cenas fortes de repente acontecem, tendo como resultado um choque maior ao leitor. Méritos para o autor que conseguiu manter o suspense conforme o desenrolar da trama, sendo assim o leitor quer sempre avançar as páginas o mais rápido possível pra saber o que de impactante virá do serial killer ou até mesmo do nosso protagonista Lloyd Hopkins.

A conclusão da obra poderia ser melhor, mas mesmo assim é satisfatória. Com certeza pretendo ler futuramente os demais livros com o paranoico Hopkins e outros mais do autor, sendo que provavelmente terá outras obras ainda melhores que esta, pois Ellroy é muito bom escritor, sendo que tive a impressão que ele não se importa muito em querer agradar a grande massa e sim ele escreve como tem vontade. Recomendo Sangue na Lua ao leitores que gostem de uma leitura violenta, e que estejam preparados para um protagonista anti-herói que poderá ser odiado mais até que o seria killer.


Minha nota: 9

sábado, 19 de setembro de 2015

Resenha: Millennium - A Garota na Teia de Aranha de David Lagercrantz - volume 4


Sinopse: 

Uma muralha virtual impenetrável: é assim que se pode definir a rede da NSA, a temida agência de segurança americana. Quando a mensagem "Você foi invadido" piscou na tela de Ed Needham, responsável pelos computadores que guardam alguns dos maiores segredos do mundo, ele custou a acreditar. A tentativa de localizar o criminoso também não trazia frutos, as pistas não levavam a lugar nenhum, cada indício terminava num beco sem saída. Que hacker seria capaz de algo assim ?

Para o leitor que acompanha a série Millennium, criada por Stieg Larsson, só há uma resposta possível: a genial e atormentada justiceira Lisbeth Salander está de volta. Mas por que Lisbeth, uma hacker fria e calculista que nunca dá um passo sem pesar as consequências, teria cometido um crime gravíssimo e ainda provocado de forma quase infantil um dos maiores especialistas em segurança dos Estados Unidos ? Depois de finalmente se livrar da polícia sueca e de todas as acusações que pesavam sobre si, que motivo ela teria para se atirar em outro lamaceiro político ?

É o que se pergunta Mikael Blomkvist, principal repórter da explosiva revista Millennium, além de amigo e eventual amante de Lisbeth. Mas Blomkvist precisa lidar com seus próprios demônios: afundada numa crise sem precedentes, a revista foi comprada por um grupo que pretende modernizá-la. Nada mais repulsivo ao jornalista que prefere apurar e pesquisar suas histórias a ceder às demandas e ao ruído das redes sociais. Ainda assim, há tempos o repórter não emplaca um de seus furos, e por isso não hesita em sair no meio da madrugada para atender a um chamado que promete ser a grande história de sua carreira. 

Presos a uma teia de aranha mortífera. Lisbeth e Blomkvist terão mais uma vez que unir forças, agora contra uma perigosa conspiração internacional.


Opinião:

A Garota na Teia de Aranha é o quarto volume da série Millennium, e devido a morte de Stieg Larsson, foi escrito por David Lagercrantz, sendo publicado por aqui pela editora Companhia Das Letras.

Primeiramente já adianto um ponto positivo da obra, que é possuir apenas 465 páginas; e digo "apenas" porque este é o menor livro da série, sendo que o maior é o livro anterior, que possui quase 700 páginas, que ao meu ver é muita coisa para uma obra de suspense policial, sendo assim muito maçante e cansativo para o leitor. Já li dois livros do Stephen King de mais de mil páginas, A Dança da Morte e It A Coisa, e que por sinal são obras primas em minha opinião, e ainda, além de ser outro gênero literário, a habilidade de escrita do King é extraordinária. Talvez se Michael Connelly escrevesse um livro de suspense policial de 700 páginas não seria maçante e cansativo.

O autor utilizou como um dos focos do enredo elementos do passado da fantástica Lisbeth, proporcionando assim um sentimento de nostalgia que chega até o leitor. O livro possui várias cenas de ação, que até são convincentes em sua maioria. A impressão que tive é que Lagercrantz se esforçou ao máximo para criar uma continuação da tão afamada série Millennium no mesmo estilo dos livros anteriores, tendo como resultado uma obra do mesmo nível das outras, com exceção do primeiro livro da série, que ao meu ver é o melhor.


O final deixou a desejar, sendo deixado mais uma vez margem para continuações, sendo que andei lendo por aí que Lagercrantz pretende escrever ao menos mais um livro deste universo protagonizado por Lisbeth Salander.


Minha nota: 9

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Resenha: Millennium - A Rainha do Castelo de Ar de Stieg Larsson - volume 3


Pode conter spoilers

Sinopse:

     Mikael Blomkvist está furioso. Furioso com o serviço secreto sueco, que, para proteger um assassino, internou Lisbeth Salander - na época com apenas doze anos - num hospital psiquiátrico e depois deu um jeito de declará-la incapaz. Furioso com a polícia que agora quer indiciar Lisbeth por uma série de crimes que ela não cometeu. Furioso com a imprensa, que se compraz em pintar a moça como psicopata e lésbica satânica. Furioso com a promotoria pública, que pretende pedir que ela seja internada de novo, desta vez - ao que parece - para sempre.
      Enquanto Lisbeth recupera-se, num hospital, de ferimentos que quase lhe tiraram a vida. Mikael procura conduzir uma investigação paralela que prove a inocência de sua amiga. Mas a jovem não fica parada, e muito mais do que uma chance para defender-se, ela quer uma oportunidade para dar o troco. Com a ajuda de Mikael, Lisbeth está muito perto de desmantelar um plano sórdido que durante anos se articulou nos subterrâneos do Estado sueco, um complô em cujo centro está o pai dela, um perigoso espião russo que ela já tentou matar. Duas vezes.

Opinião:


      A Rainha do Castelo de Ar, do autor Stieg Larsson, é o terceiro volume da série Millennium, publicado em terras brasileiras pela editora Companhia Das Letras.

      Novamente temos um livro detalhista, bem escrito, e que prende o leitor do início ao fim. Desta vez o autor criou um calhamaço de quase setecentas páginas, tendo como resultado o maior livro da série. No início da leitura temos uma continuação direta do livro anterior, A Menina Que Brincava Com Fogo; e de repente a história foi tomando um rumo que eu não imaginava, tendo como resultado um enredo tão crível que ao meu ver não achei nada surpreendente, comum, digamos assim. 

      O personagem de maior destaque mais uma vez é Lisbeth Salander, que mesmo estando aparentemente impossibilitada na maior parte do livro de utilizar de sua imensa habilidade de hacker, ela ainda da um jeito e mostra ao leitor que é ainda mais habilidosa do que aparentava ser.


      Chegando aos momentos finais do livro, há boas cenas de ação, porém, o final achei muito apático. Ao meu ver, A Rainha do Castelo de Ar está no mesmo nível do livro anterior, e apesar das críticas, se trata de uma ótima obra, que indico para os fãs do gênero. Em breve postarei aqui no blog a resenha da conclusão definitiva da série, A Garota na Teia de Aranha, escrita por David Lagercrantz, em decorrência da morte do escritor Stieg Larsson.

Minha nota: 9

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Resenha: Millennium - A Menina Que Brincava Com Fogo de Stieg Larsson - volume 2


"Larsson é o grande noir da Suécia e Lisbeth Salander, uma heroína diferente de todas as outras. O clímax é um festim sangrento." - The Times

Sinopse:

     Lisbeth Salander é acusada de triplo assassinato, e a polícia está em seu encalço. A jovem hacker é esquiva, egoísta e pode ser muito violenta quando provocada. Mikael Blomkvist, editor-chefe da revista Millennium, sabe muito bem disso. Mas, ao contrário do restante da imprensa, que não se acanha em crucificá-la, ele acredita na inocência da moça. Para ele, os homicídios relacionam-se a uma série de reportagens que a Millennium pretendia publicar sobre o tráfico de mulheres provenientes do Leste Europeu. Um esquema de corrupção cujos tentáculos alcançam promotores, juízes, policiais e jornalistas. 
     Lisbeth livrou Mikael da morte dois anos antes. Agora ele tem como retribuir. 

Opinião:

     A Menina Que Brincava Com Fogo, escrito por Stieg Larsson, é o segundo volume da série Millennium, hoje composta por quatro livros, sendo o último, escrito por David Lagercrantz, devido a morte repentina de Stieg Larsson. 

     Assim como o primeiro livro da série, A Menina Que Brincava Com Fogo possui uma escrita detalhista e uma história um tanto complexa que prende o leitor do início ao fim, resultando assim em um "tijolão" de seiscentas páginas, que não é muito comum no gênero policial. O autor criou uma história muito boa, totalmente independente do primeiro livro da série, mas acho que se a obra fosse um terço menor, se o tema principal desenrolasse mais rápido, acredito que o livro seria ainda melhor. 

    Neste segundo volume o autor incutiu um pouco mais de cenas de ação, porém, algumas passagens não achei muito convincentes, havendo coincidências demais.

       O personagem destaque fica por conta de Lisbeth Salander, que neste livro o foco da narrativa está centralizado quase todo nela, onde descobrimos muito mais do seu passado. Houve todo um mistério muito bem construído em relação a identidade e passado do criminoso Zala, que após tudo ser revelado fui bem surpreendido.

      A conclusão da obra é fechada e satisfatória, sendo que estou curioso para com o terceiro volume da série, A Rainha Do Castelo De Ar, que acreditou eu, terá um novo foco central na história.

     Por enquanto, o meu preferido da série é o primeiro volume, Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, em razão de eu ter gostado mais da história, dos personagens, e no geral, o primeiro livro achei mais convincente, por conta de duas cenas de ação que achei uma coincidência muito grande. 

     Mesmo com estes pontos negativos, A Menina Que Brincava Com Fogo se trata de um ótimo livro, o qual indico para todos os fãs do gênero. Em um futuro próximo, vou ler e postar aqui no blog o terceiro livro da série Millennium, A Rainha Do Castelo De Ar.

Minha nota: 9

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Resenha: Millennium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres de Stieg Larsson - volume 1


"Em Os homens que não amavam as mulheres a riqueza dos personagens, a narrativa ágil e inteligente e os surpreendentes desdobramentos da história formam um conjunto magnífico que revela Stieg Larsson com um grande mestre da literatura de suspense." - Luiz Alfredo Garcia-Roza

"O problema com Larsson é que, se a gente se aventura e entra na história, está perdido: não tem como largar o livro. Talvez seja porque os protagonistas são animados por uma paixão parecida com a que motiva a curiosidade de todos nós: os dois, o jornalista bem-sucedido e a adorável jovem hacker (punk de corpo e espírito), são indivíduos sem família (ou quase), decididos a desvendar, justamente, um segredo de família." - Contardo Calligaris

Sinopse:

   Os homens que não amavam as mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvendam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca.
    Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e os diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henriq Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henriq está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.
   Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henriq lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger. E que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois .... até um momento presente, desconfortavelmente presente.

Opinião:

   Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, de autoria do sueco Stieg Larsson, é o primeiro livro da série Millennium, série esta lançada em terras brasileiras pela editora Companhia Das Letras. Está previsto o lançamento aqui no Brasil do quarto livro da série para o mês de agosto deste ano, intitulado A Garota Na Teia De Aranha, e que devido a morte de Stieg Larsson, foi escrito por David Lagercrantz. 
    
   Faz tempo que esta série estava na minha lista de leituras, e tendo como base várias resenhas que li deste primeiro livro, minhas expectativas estavam altas, e confesso que foram totalmente correspondidas.

    Mesmo o livro sendo um calhamaço de mais de quinhentas páginas, que não é muito comum no gênero policial, e ainda possuir uma história densa e detalhista, a leitura não foi cansativa em momento algum. Méritos para o autor Stieg Larsson, que escreve de uma maneira simples e agradável. 
   
    Senti falta de mais ação no decorrer do livro, porém, na falta deste elemento o leitor é recompensado com uma excelente história, que é convincente e contém muito suspense e mistério que gira em torno da família Vanger. E que família excepcional !

    Os personagens, que não são poucos, são o ponto forte da obra, pois eles são bem descritos e carismáticos, com uma personalidade muito bem definida. Fica até difícil de destacar alguns, sendo os mais importantes para a narrativa os protagonistas Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander; o mais poderoso da família Vanger, Henriq Vanger; e a assassinada ou desaparecida Harriet Vanger.

   O final é fechado e muito satisfatório, e confesso que já estou com saudade dos personagens marcantes da obra. Em breve lerei e postarei a resenha aqui no blog do segundo livro da série, A Menina Que Brincava Com Fogo, que para muitos leitores é o melhor dos três primeiros livros. Os Homens Que Não Amavam As Mulheres é totalmente recomendado para os fãs do gênero !

Minha nota: 9

terça-feira, 23 de junho de 2015

Resenha: Jogadas de Abertura de Steven James - volume 0.5


Sinopse:
   Milwaukee, 1997. Em uma cidade ainda assombrada pelos crimes de Jeffrey Dahmer, uma série de terríveis sequestros e mutilações leva as autoridades para um caso nunca antes visto. A polícia acredita que um imitador de Dahmer está à solta. 
   Mas Patrick Bowers, então um investigador de homicídios da polícia, suspeita de que exista algo além do que apenas uma homenagem ao infame canibal. Quando descobre que os crimes assombrosos fazem referência a alguns dos assassinos mais macabros e notórios dos Estados Unidos, a investigação se desenrola em uma espiral de pesadelos, manipulações, brutalidade e terror.
   Valendo-se de avançadas técnicas de investigação, Bowers precisa desmascarar um assassino que não irá parar até que sua mensagem seja ouvida pelo mundo. 

Opinião:
   Jogadas de Abertura é um lançamento deste primeiro semestre da Companhia Editora Nacional, e é o sexto volume lançado por aqui da série Os Arquivos Bowers, porém, em ordem cronológica dos acontecimentos este volume é anterior ao primeiro da série.
   Este é o primeiro livro de Steven James que leio, e nele já conheci sua habilidade incrível para criar tramas complexas e muito convincentes, e ainda em Jogadas de Abertura os policiais trabalham na investigação de vários crimes, sendo assim, sempre tem algo importante acontecendo, dando ao leitor muitas cenas de ação. A genial trama criada pelo autor me prendeu de tal maneira que se eu tivesse tempo teria lido o livro em um único dia. Esta obra me lembrou um pouco os livros que li do meu autor favorito do gênero, Donato Carrisi, com o diferencial que os livros de Steven James a leitura é mais acelerada.
  Os personagens são convincentes e bem descritos, tendo como destaque além do competente detetive Bowers, seu parceiro de trabalho Radar e o detetive Ralph, pertencente ao FBI, que foi designado para ajudar Bowers em relação aos crimes de um possível serial killer. Falando em assassino em série, no início do livro não fica claro se é apenas um assassino, ou se são dois, ou ainda três. Os crimes cometidos são violentos e cruéis ao extremo, e são reservadas várias páginas para mostrar ao leitor a visão do assassino, aprofundando o leitor em sua mente, em sua maneira de pensar, tornando o livro ainda mais impactante, semelhante ao livro O Canto das Sereias de Val McDermid.
  As ultimas dezenas de páginas o ritmo da narrativa que já era acelerado aumenta ainda mais, tendo como resultado um final excelente. Com certeza recomendo esta obra espetacular para os fãs do gênero que gostam de histórias violentas e chocantes.

Minha nota: 10 - Favoritado

domingo, 14 de junho de 2015

Resenha: Que Falta Você Me Faz de Harlan Coben


"Mais uma vez, Coben utiliza um tema atual de forma brilhante para criar um thriller que você não vai conseguir parar de ler." - Publishers Weekly 

"Coben é um dos melhores autores de todos os tempos. Pegue qualquer um dos seus livros e você encontrará uma história surpreendente, excitante e cheia de reviravoltas com um grande coração pulsante." - Gillian Flynn, autora de Garota Exemplar

Sinopse:
  Dezoito anos se passaram desde que a detetive Kat Donovan sofreu as maiores perdas de sua vida: a morte do pai e o fim do relacionamento com o noivo. Foram dois acontecimentos muito bruscos que ela não conseguiu superar totalmente, mas, no dia a dia prefere não pensar muito nisso. 
  Contudo, de uma só vez, essas duas feridas voltam a se abrir. Ao saber que o assassino do seu pai será executado, Kat resolve ter uma conversa com ela para esclarecer o caso. Mas o homem nega a autoria, dizendo que foi obrigado a confessar o crime, e ela acaba ficando com mais dúvidas. 
  Ao mesmo tempo, a detetive é procurada por um garoto que acredita que mãe está desaparecida. Sem entender por que o adolescente insiste que ela, e não um outro policial, investigue o caso, Kat descobre que o sumiço está relacionado a seu ex noivo e a um site de relacionamentos.
  Lidando com dois casos simultâneos, ela decide seguir em frente com as investigações, mesmo que todos a seu redor, tentem dissuadi-la disso. Determinada, Kat trabalha segundo suas emoções, e a intuição lhe diz que ela não deve desistir.

Opinião:
  Que Falta Você Me Faz do escritor Harlan Coben foi lançado neste mês de maio pela editora arqueiro, e diferente de muitos livros do autor, este é independente. Com tantas séries no mercado, sempre estou a procura mais e mais por bons livros únicos, caso contrário não terei onde guardar tantos livros se eu não acabar resistindo a algumas boas séries, como por exemplo as do próprio autor.
   Logo ao iniciar a leitura, a história estava se encaminhando para um romance meloso, o qual não gosto, mas conforme a história foi se desenvolvendo foi se revelando uma onda de crimes muito bem arquitetados ligados a internet, e mesmo o romance continuando, a história me prendeu do início ao fim. Méritos para o autor, que com seus diálogos soberbos e uma leitura rápida, conseguirá agradar os leitores que apreciam muita ação e violência (meu caso),  e agradará também os que gostam de um romance até certo ponto meloso, mas que não chega a prejudicar a obra, pois pelos moldes da história os momentos românticos se encaixaram perfeitamente.
  Os personagens são muito bem construídos e convincentes, com destaque para a protagonista Kat Donovan, que é  forte, corajosa, implacável, bondosa, competente, etc etc... Sendo este modelo de mulher certinha, tinha tudo para ser uma personagem chata e nada interessante, mas Coben conseguiu que Kat cative o leitor e que ele torça por ela. Temos também o cruel, frio e calculista Titus, chefe de um grupo muito organizado e difícil de ser rastreado. Coben definitivamente está entre os autores que melhor constrói diálogos. O esquizofrênico Aqua que  muitas vezes está bem paranoico e outras consegue manter uma conversa inteligente e coerente mostra a genialidade do autor.
   As últimas setenta páginas o ritmo da narrativa acelera e prende o leitor ainda mais, e após o final um pouco morno e aparentemente concluído, tem-se uma surpresa chocante ligando as pontas soltas que parecia que iria ficar sem explicação. Recomendo para os leitores fãs do autor e os que apreciam uma leitura rápida, personagens críveis e uma história convincente com um tema atual muito interessante. O meu livro preferido de Coben continua sendo Não Conte a Ninguém, devido a conter mais cenas de ação e um final contendo muito mais revelações, mas mesmo assim não consigo dar outra nota que não seja a máxima para Que Falta Você Me Faz.

Minha nota: 10
  

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Resenha: A Princesa de Gelo de Camilla Läckberg - livro 1


" A Rainha do crime" - Paris Match

"Com muito suspense e talento, Camilla Läckberg detalha como importantes segredos podem nunca ser esquecidos e como o silêncio pode matar a alma." - Publishers Weekly

Sinopse:
  A biógrafa Erica Falck volta à sua cidade natal, a pequena Fjällbacka, em busca de um lugar sossegado para concluir seu próximo livro e resolver algumas questões referentes ao inventário da morte de seus pais. Em pouco tempo, Erica percebe que a cidade em que cresceu já não é mais uma tranquila vila de pescadores, por estar sendo invadida por um crescente número de turistas. 
  Ao mesmo tempo em que tenta adaptar-se às transformações da cidade, Erica Falck recebe uma dura notícia: Alexandra Wijkner, sua amiga de infância, é encontrada morta na banheira da casa onde morou quando criança despertando a suspeita de suicídio. Porém, nem tudo se encaixa. Por que alguém atraente, confiante e tão cheia de vida como Alex daria fim à própria vida ? Por que Alexandra estava em Fjälbacka e não em Göteborg com seu marido ? 
  Erica parte, então, em uma busca por respostas que a levará a desvendar mentiras e segredos guardados a sete chaves e capazes de mudar o destino de muitos.  

Opinião:
  Este é o primeiro volume desta série ainda inacabada, que por aqui conta por enquanto com quatro livros. Apesar de a sinopse não ser muito instigante, a ótima escrita da autora sueca prende a atenção do leitor do início ao fim, pois se trata de um suspense policial muito convincente e realista. Também vale ressaltar que é não é uma leitura muito pesada e violenta, como muitas obras do gênero.
  Os personagens, que não são poucos, são muito bem caracterizados, possuindo uma personalidade própria bem definida. Além de Erica e o competente investigador de polícia Patrik, destaque para o chefe de polícia local Mellberg; um personagem relaxado, que só quer saber de dar ordens e tomar a glória dos casos revolvidos por seus comandados toda para si, e ainda na cabeça oca dele, ele se imagina um excelente policial, chega a ser até engraçado, simplesmente hilário.  
  O livro melhora ainda mais nas últimas dezenas de páginas, que é onde tudo se encaixa, sanando assim as dúvidas e curiosidades do leitor, obtendo como resultado um final fechado muito bom. Com certeza pretendo continuar esta série nórdica, que com o talento de Camilla Läckberg, provavelmente os próximos volumes serão a altura deste ou até melhores. 

Minha nota: 9
  

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Resenha: Assassinato no Campo de Golfe de Agatha Christie


"Poirot é o melhor detetive de todos os tempos." -  The New York Times

"Agatha Christie está acima de críticas." - New Statesman and Nation

Sinopse:
  Uma carta de um desconhecido, com um pedido e socorro, leva o detetive belga Hercule Poirot e seu ajudante Hastings à França, em busca de respostas para uma série de perguntas. Qual seria a relação entre os dois assassinatos cometidos em um intervalo de mais de 20 anos ? Qual a ligação entre a mulher de um misterioso milionário e sua amante ? Qual a conexão entre um fio de cabelo, uma espátula ensanguentada, um cano de chumbo e um campo de golfe ? Após desvendar o misterioso caso de Styles, Poirot embarca nesta segunda aventura repleta de suspense, lindas jovens e amores frustados, e ainda precisa enfrentar seu melhor amigo apaixonado pela mulher que pode ser uma perigosa assassina.

Opinião:
  Assassinato no Campo de Golfe é a segunda aparição do investigador belga Hercule Poirot, da tão consagrada rainha/dama do crime, como é conhecida Agatha Christie.
  A trama da obra é bem construída, possuindo várias reviravoltas plausíveis, ficando difícil para o leitor identificar o culpado (os) entre vários suspeitos. A história é narrada por Hastings, sendo muito interessante a visão que ele tem de Poirot. 
  Me incomodou um pouco algumas atitudes de alguns personagens não serem muito convincente e também o romance contido na história não gostei, na verdade não gostei do romance incutido em nenhum dos livros da autora que li até agora, digamos que acho muito "meloso", mas há quem goste e respeito.
 Além do detetive belga e seu amigo Hastings, há alguns outros personagens interessantes, como a misteriosa "Cinderela"; e o detetive Giraud, que se torna uma espécie de rival de Poirot.
   Esta obra não se encontra entre os preferidos dos fãs da autora, porém é um bom livro para quem gosta do gênero investigação/suspense policial, sendo uma leitura leve, rápida e fluída. 
  A conclusão do livro é satisfatória, pois tudo se encaixa no final com algumas surpresas. 

Minha nota: 8


sábado, 11 de abril de 2015

Resenha: A Loira de Concreto de Michael Connelly - livo 3

Sinopse:
  A trama começa quando o policial Harry Bosch mata o homem que ele acredita ser o sádico serial killer conhecido como Dollmaker - Fabricante de Bonecas -. Acusado pela morte do assassino, sua situação se agrava com os indícios de que o serial killer está vivo e fez mais uma vítima. Começa aí a frenética corrida de Bosch para desvendar os crimes e ser absolvido pelo júri, enquanto tenta responder à questão que tanto o atormenta: teria matado o homem errado ?

Opinião:
  Principalmente depois que li o espetacular O Poeta de Connelly, gostei tanto de seus livros que adquiri todas suas obras publicadas por aqui.
  A Loira de Concreto é o terceiro da série protagonizada pelo detetive Harry Bosch, e o primeiro pulicado em terras brasileiras. Espero que um dia tragam os dois primeiros, pois assim conheceríamos melhor o passado do protagonista, além é claro de que quanto mais livros bons as editoras traduzirem melhor. 
  O livro não possui quase nada de cenas de ação no decorrer da narrativa, nem explosões e perseguições alucinantes. Em decorrer disso, muitos leitores não gostariam do livro, porém, a escrita e os diálogos excelentes dos demais livros que li do autor estão presentes neste, as cenas de tribunal beiram a perfeição, e a história alcançou um patamar de realismo muito grande, que no geral, não fica devendo nada para outras obras mais famosas do autor. 
 Em relação aos personagens, além do protagonista Harry Bosch, destaque para a advogada criminal Chandler, uma mulher forte e muito inteligente que não da moleza para Bosch no tribunal.
  As últimas setenta páginas, que temos a descoberta da identidade do serial killer e uma conclusão muito boa, o ritmo da narrativa cresce e o livro fica ainda melhor.
  A Loira de Concreto não agradará a todos, mas para os leitores acostumados com os livros mais "pés no chão" de Connelly provavelmente irão gostar. 

Minha nota: 10
  

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Resenha: Tríptico de Karin Slaughter - livro 1


Sinopse:
  Um assassino cruel e frio está aterrorizando Atlanta. Atacando jovens, ricos ou pobres, nos subúrbios chiques ou nos conjuntos habitacionais, ele parece não ter nenhuma fronteira.
  Os detetives que investigam o caso talvez precisem não ter barreiras também para encontrá-lo. Entre ele está o veterano detetive Michael Ormewood - cujo casamento está por um fio e cuja arrogância está ameaçando sua carreira - e Angie Polaski, uma linda policial de narcóticos que, foi amante de Michael antes de se tornar sua maior inimiga. Para a surpresa de ambos a chave para resolver o caso pode estar nas mãos de um ex-condenado, que se depara com o rastro do assassino.

Opinião:
  Faz tempo que eu estava querendo ler Tríptico, o primeiro livro de uma série, pois todas as resenhas que lia o colocava entre os melhores do gênero. Confesso que não achei isso tudo, mas o livro é ao menos muito bom. A escrita da autora Karin Slaughter é ótima, a história é convincente e os personagens são críveis, mas me incomodou a identidade do assassino ser óbvia, e quando eu imaginava que iria ter alguma reviravolta espetacular, um final surpreendente, não teve nada disso, porém, a conclusão foi satisfatória. 
  Em relação aos personagens, além dos policiais Michael e Angie citados na sinopse, destaque para Will Trent, agente da GBI (Georgia Bureau Investigation), que é bom policial, dedicado e esperto, porém apresenta dificuldade na leitura por ser disléxico. Há também o personagem mais interessante da trama em minha opinião: John Shelley, que se encontra em liberdade condicional depois de cumprir 22 anos de prisão, pois foi condenado por estuprar e matar uma jovem moça. Achei muito interessante a dificuldade que John encontra para se socializar depois de tantos anos preso. 
  O potencial da autora é enorme, e digo que pretendo ler Fissura, o segundo volume desta série, e os demais livros publicados por aqui, pois possivelmente serão melhores que Tríptico. Mesmo com os pontos negativos que mencionei, ainda assim achei Tríptico um ótimo livro.

Minha nota: 9


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Resenha: O Canto das Sereias de Val McDermid - livro 1


Sinopse:
  Inspirado pelo acervo de um museu dedicado a aparelhos de tortura, o Assassino de Bonecas - como é conhecido por abandonar suas "obras de arte" em locais de público gay - parece ter descoberto a grande vocação de sua vida. E suas mortes são planejadas com tamanha frieza e impiedade que não deixam nenhum rastro para trás. Por causa de ausência de pistas, o psicólogo Tony Hill é convocado para ajudar na investigação. Com a ajuda da detetive Carol Jordan, sua missão é entrar na mente do criminoso e estabelecer um perfil que possibilite desvendar sua identidade. No entanto, mesmo para um profissional experiente como ele, a série de mutilações sexuais seguidas de assassinato é diferente de tudo que já viu antes. 

Opinião:
  O Canto das Sereias da escocesa Val McDermid superou minhas expectativas. Uma história macabra e perturbadora, com uma narrativa convincente, e ainda contendo cenas de tortura  medieval descritas detalhadamente que chocam o leitor mais acostumado a passagens fortes. 
 Os protagonistas Tony Hill e Carol Jordan são marcantes e carismáticos, e as habilidades de ambos se completam.em suas funções para tentarem capturar o Assassino de Bonecas. Destaque para o misterioso Tony, que trabalhou anos em hospitais psiquiátricos e possui uma inteligência fora do comum.
 O diferencial desta obra é que possui capítulos contendo a visão do assassino, sendo ele o narrador, explanando os motivos de suas atitudes, a escolha das vítimas e como ele as captura, e ainda passo a passo seus atos de violência, sendo as partes mais impactantes do livro;  simplesmente fenomenal.
  Fiquei surpreso quanto a identidade do serial killer, que com certeza entra para o time dos assassinos mais brutais. Em relação a conclusão, achei muito boa e com certeza indico este excelente livro. Nota máxima para O Canto das Sereias. 

Minha nota: 10
  

quinta-feira, 26 de março de 2015

Resenha : Duas Vidas Por Um Fio de Janet Evanovich - livro 2



Sinopse:
   A caçadora de recompensa mais sexy e atrapalhada de Trenton, Nova Jersey, está de volta em Duas Vidas Por Um Fio. Desta vez, Stephanie Plum precisa seguir a trilha de Kenny Mancuso, um rapaz que desaparece do mapa depois de atirar em seu melhor amigo e enriquecer misteriosamente. Como serviço extra, ainda tem que investigar o sumiço de um carregamento de caixões comprados pela funerária local.

Opinião:
   A maioria dos livros que leio possuem um conteúdo denso e pesado, e muitos ainda são complexos, que exigem mais esforço do leitor. Duas Vidas Por Um Fio, que é o segundo de uma série contendo por volta vinte livros, é uma leitura leve e descontraída, com muito humor e cenas de ação.
  Com uma narrativa fluída e uma boa história, Janeth Evanovich cativa o leitor que procura dar muitas risadas, pois Stephanie Plum e sua família são uma verdadeira comédia. Mas não pensem que só de humor vive este livro, pois as investigações e caçadas que a protagonista tenta dar conta são muitas vezes perigosas e pessoas acabam morrendo.
   O romance do livro fica por conta de Stephanie e o policial Joe Morelli, que segundo a protagonista não o suporta, mas na verdade é caidinha por ele. Eu que geralmente não gosto de romances em livros, achei bem legal acompanhar a relação de amor e ódio desses dois.
  Para concluir, o livro possui um final muito satisfatório, e com certeza pretendo acompanhar os próximos volumes desta descontraída série, que por aqui já foram publicados por volta de seis livros. Lia há algum tempo o primeiro livro das aventuras de Stephanie, e posso dizer que o achei tão bom quanto este ou até melhor.

Minha nota: 9 
   
  

segunda-feira, 23 de março de 2015

Resenha: O Sono Eterno de Raymond Chandler - livro 1


Sinopse:
   Philip Marlowe, um detetive particular, recebe uma tarefa do general aposentado Sternwood para ir atrás de um homem que o está chantageando, e ainda o detetive percebe que o general quer descobrir o paradeiro do marido de sua filha Vivian, Rusty Regan, um traficante de bebidas que desaparece de repente. As investigações de Marlowe se dá no submundo do crime na Califórnia, onde é obrigado a lidar com marginais barra pesada.

Opinião:
   Raymond Chandler foi um dos pioneiros do gênero policial noir, sendo seu primeiro romance O Sono Eterno, publicado no final da década de trinta, onde foi apresentado seu protagonista carismático Philip Marlowe, que não faz deduções surpreendentes para solucionar os crimes, e não tem a elegância de investigadores clássicos, e sim, resolve seu casos na porrada e no tiro, e ainda com um linguajar ríspido e irônico, tudo isso torna o livro com uma narrativa muito convincente e agradável de se ler.
   Este foi meu primeiro e único policial noir que li até agora, e digo que gostei muito do estilo carismático de Marlowe. Esta obra é a primeira de uma série deste detetive, e com certeza lerei os próximos e outros livros do gênero.
   Não vou revelar mais nada da trama para não acabar soltando algum spoiler, pois acho que a sinopse já diz o suficiente. Pra quem quer conhecer um livro policial diferente dos de Donato Carrisi e Michael Connelly por exemplo, recomendo o ótimo O Sono Eterno.

Minha nota: 9

domingo, 22 de março de 2015

Resenha: O Tribunal das Almas de Donato Carrisi


"Um thriller complexo e perfeito" - Corriere Della Sera



Sinopse:

   Marcus é um homem sem passado. A sua especialidade: analisar as cenas de crime para reconhecer o Mal nos pequenos detalhes e solucionar homicídios aparentemente perfeitos. Há um ano, foi gravemente ferido e perdeu a memória. Hoje, é o único que poderá salvar uma jovem desaparecida. Este peculiar investigador enfrenta, porém, um desafio ainda maior: alguém está a usar o arquivo criminal da Igreja para revelar a verdade sobre crimes nunca oficialmente resolvidos. Assassinos são colocados perante os familiares das vítimas. Será, passado tanto tempo, saciado o desejo de vingança ? Passarão os inocentes a culpados ? Ou será, finalmente, feita a justiça ?

Opinião:
   Em se tratando de livros policiais, Donato Carrisi é o cara. Ano passado li seu genial e espetacular O Aliciador, que até hoje é o melhor livro do gênero que alguma vez li. O Tribunal das Almas não fica atrás; com uma trama intrincada e complexa a ponto de que é necessário ler devagar e as vezes voltar à algumas passagens, pois caso contrário não irá compreender algo importante. Foi pra mim uma leitura lenta por possuir muitos detalhes importantes, mas tão instigante quanto um thriller de Harlan Coben. Muitos livros policiais não vemos a hora de chegar ao final, mas com O Tribunal das Almas é o contrário, o livro todo é muito bom e quase a todo o momento tem algo revelado para o leitor, tudo muito convincente e bem escrito.
   Geralmente não gosto da inclusão de religião em livros, mas neste o autor explora alguns segredos do Vaticano e da Igreja Católica que achei bem interessantes.
  São várias estórias paralelas que apresentam uma conexão fantástica em um final convincente e excelente. Acho que a sinopse já revelou o suficiente, pois quanto menos sabemos do desenrolar da estória dos livros policiais melhor. Recomendo a todos esta obra prima do gênero, um livro que pede um esforço maior do leitor e muita atenção a cada página, pois muitas surpresas virão. Nota máxima para o espetacular O Tribunal das Almas.

Minha nota: 10 - Favoritado
   

sábado, 21 de março de 2015

Resenha: Toda a Verdade de David Baldacci - livro 1

Sinopse:
   Shaw trabralha para uma agência secreta de inteligência e sua vida se resume a viajar pelo mundo à caça de bandidos perigosos. Abandonado ainda bebê, sem laços afetivos e nem mesmo um nome próprio, ele nunca se importou com o fato de não saber se chegaria vivo ao fim do dia. Até agora. Envolvido com a Alemã Anna Fischer, especialista em assuntos internacionais que trabalha para o Phoenix Group, em Londres, tudo o que Shaw quer é deixar essa vida para trás e se estabelecer tranquilamente ao lado da mulher que ama. Mas seus planos estão prestes a ser frustados. Ao ver seus lucros diminuírem a cada mês, Nicholas Creel, dono da maior fornecedora de armamento militar do mundo , decide que é hora de provocar  uma guerra. Para isso, contrata um especialista em manipular fatos e "criar a verdade".

Opinião:
   Toda a Verdade é o primeiro livro de David Baldacci que leio. Um livro eletrizante, com uma narrativa muito fluída, e que prende o leitor do começo ao fim. O autor criou uma estória excelente que não cai o ritmo em momento algum. Destaque para o bom protagonista, Shaw, e um vilão melhor ainda, Nicholas Crel (geralmente acho os vilões os melhores personagens rsrs). Achei muito criativa esta ideia de ser criada uma guerra manipulando a verdade, sendo que o objetivo de Nicholas Crel é na verdade reproduzir a guerra fria e ainda criar sua própria conspiração.
   O romance do livro é focado basicamente em Shaw e Anna, que pretendem se casar, mas Shaw está tendo dificuldades para conseguir a aposentadoria.
   Contendo ainda um ótimo final, Toda a Verdade é indispensável para todos que curtem o gênero, e somente não dou nota máxima porque achei algumas cenas pouco críveis comparadas a outros livros policiais que li. O segundo volume da série de Shaw, Livrai-nos do Mal, já foi traduzido por aqui e estou ansioso pra lê-lo.

Minha nota: 9