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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Resenha: Histórias de Arrepiar de Robert Westall



Sinopse:


Casa Vazia: Ele nunca tinha matado uma aula. Um dia foge da escola e descobre uma casa vazia. Abre a porta e entra, mergulhando no desconhecido.

Dia da Caça: Era um caçador cruel, um verdadeiro predador. Mas de repente a coisa mudou: chegou o dia da caça. 

Linha Cruzada com a Morte: Na noite de Natal, "Os Samaritanos" recebem chamadas de vozes solitárias e desesperadas. Mas desta vez, quando o telefone tocou, era uma ligação direta com a morte.

Warren, Sharon e Darren: Um casal está tentando construir uma boa vida juntos, mas o problema é que o rapaz não gosta muito de trabalhar e de repente se torna muito responsável e trabalhador. O mais interessante é o porque e como de o rapaz ter mudado.

Tio Otto: Um conto estranho em que em um parque animais e estátuas aparecem do nada e depois disso tudo fica ainda mais sinistro.

O Relógio da Casa Vermelha: Diz sobre quando na infância o narrador trabalhava com um amigo de seu pai que fazia leilões de objetos variados. A história fica mesmo interessante quando o menino se depara com um impressionante relógio quebrado. 

Assim são as histórias de Robert Westall, um dos mais populares autores ingleses do século passado, premiado duas vezes com a "Carnegie Medal".


Opinião:

Histórias de Arrepiar foi escrito por Robert Westall em 1989, e publicado por aqui em 1991 pela editora Paulicéia com o total de 135 páginas.

Não tem como se aprofundar muito no conteúdo dos seis contos na sinopse, pois por serem todos curtos revelaria mais do que os leitores gostariam, prejudicando assim o proveito da leitura.

O autor escreve bem, e as histórias são criativas e bem desenvolvidas, permeando sempre um suspense misterioso que deveria prender o leitor durante toda a leitura, porém, não prendeu minha atenção tanto quanto eu gostaria, em razão das histórias, bem diferentes por sinal, não terem me agradado muito. Questão de gosto mesmo. 

O meus contos preferidos foram Linha Cruzada com a Morte e Warren, Sharon e Darren, devido as histórias terem me agradado mais. 

Histórias de Arrepiar é recomendado aos que apreciam obras de suspense e mistério com toques de terror, e que por ser curto e não tomar muito tempo dos leitores, vale a pena arriscar.


Minha nota: 8

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Resenha: Revival de Stephen King



"A ideia para este livro está na minha cabeça desde que eu era criança. Frankenstein, de Mary Shelley, foi uma grande inspiração para mim. Eu queria criar uma história o mais humana possível, porque a melhor maneira de assustar o leitor é fazê-lo gostar dos personagens." - Stephen King em entrevista para a revista Rolling Stone

"Ler Revival é ver um grande contador de histórias se divertindo ao máximo. Todos os elementos favoritos de King estão presentes: uma cidade pequena no Maine, o sobrenatural, o mal, o vício e o poder de se transformar uma vida." - The New York Times

"Um livro que fala sobre o que acontece quando somos traídos por nossa fé. E se o único sentido do universo for sua crueldade ? E se só existir tormento do outro lado da vida? Revival nos diz que, quando se passa pelo inferno, todo cumplicidade e esperança é vã." - Los Angeles Times


Sinopse:

Em uma cidadezinha na Nova Inglaterra, mais de meio século atrás, uma sombra recai sobre um menino que brinca com seus soldadinhos de plástico no quintal. Jamie Morton olha para o alto e vê a figura impressionante do novo reverendo. Charles Jacobs, junto com a bela esposa e o filho, chegam para reacender a fé no local. Homens e meninos, mulheres e garotas, todos ficam encantados pela família perfeita e os sermões contagiantes.

Jamie e o reverendo passam a compartilhar um elo ainda mais forte, baseado em uma obsessão secreta.

Décadas depois, Jamie carrega os próprios demônios. Integrante de uma banda que vive na estrada, ele leva uma vida nômade no mais puro estilo sexo, drogas e rock and roll, fugindo da própria tragédia familiar. Com trinta e poucos anos, viciado em heroína, perdido, desesperado, Jamie reencontra o antigo reverendo. O elo que os unia se transforma em um pacto que assustaria até o diabo, com sérias consequências para os dois, e Jamie percebe que "reviver" pode adquirir vários significados.


Opinião:

Revival, do autor Stephen King, foi publicado originalmente em 2014, e é um lançamento da editora SUMA de letras deste mês de outubro, contendo 373 páginas.

Mais uma vez King nos presenteou com uma obra contendo personagens críveis, convincentes e cativantes, uma narrativa de alto nível, e diálogos deliciosos de se ler, resultando assim em uma obra que li em apenas três dias, pois eu queria sempre saber o que iria acontecer nas páginas seguintes. Se eu pudesse teria lido ainda mais rapidamente.

Por volta de quase metade do livro que temos indícios de algo sobrenatural, e por isso, ao menos para mim, o livro melhora ainda mais. Aconselho aos leitores a lerem as últimas trinta páginas aterrorizantes de uma vez só, porque nelas se encontram um dos melhores momentos finais de um livro do King que já li até hoje de quase vinte livros devorados. 

Outro conselho ao leitores: Para um melhor aproveitamento da obra, leiam antes de Revival alguns trabalhos de H.P. Lovecraft, mais especificamente os mitos de Cthulhu.

Depois de muitos livros lidos do autor, mesmo com todas qualidades que ele possui, o que mais gosto em suas obras é o grande sentimento nostálgico proporcionado. Quem leu IT A Coisa sabe do que estou falando.

Revival é altamente recomendado ao fãs do gênero. Nota máxima !


Minha nota: 10

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Resenha: A Semente do Diabo de Dean Koontz



Sinopse:

Cansada da vida, desencantada pelo casamento frustado, traumatizada pelo divórcio, Susan prefere isolar-se para sempre. Uma casa superequipada, comandada por um computador, eis um refúgio inexpugnável. Mas será mesmo inexpugnável ?

Ao lado da supercasa de Susan está o campus de uma universidade americana, onde vivem e trabalham alunos, professores, funcionários e... Proteus, o mais avançado computador do mundo.


Opinião:

A Semente do Diabo, do autor Dean Koontz, foi lançado originalmente em 1973, sendo publicado por aqui em 1978 pela editora Francisco Alves contendo 150 páginas.

Podemos dizer que esta obra contém uma história no mínimo incomum e diferente, e que pra época que foi escrita poderia até representar um avanço tecnológico, mas que hoje em dia não é uma história tão surpreendente assim.

No início a leitura é um pouco cansativa, e a medida que a história vai se desenvolvendo temos uma melhora, principalmente nas últimas dezenas de páginas.

Pelo que andei lendo em outros blogs, assim como outros livros, foi proibida pelo autor a republicação desta obra, porque segundo ele pertence a sua fase "imatura" da carreira.

Não recomendo a leitura de A Semente do Diabo aos fão do gênero que não conhecem outras obras consagradas do autor, agora aos fãs de Koontz com certeza vale a leitura, ainda mais por ser concluída rapidamente pelo número pequeno de páginas.


Minha nota: 8

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Resenha: O Endemoniado de Olinto J.



Sinopse:

Um caso fantástico de magia e violência sexual. Mais forte que "O Anticristo". Tudo isso pode estar acontecendo agora.


Opinião:

O Endemoniado, do autor Olinto J. é uma publicação da editora Edipan, contendo 131 páginas. Não possui no livro a data de publicação, porém na capa há uma assinatura do autor como sendo 1978.

Ao ler O Endemoniado, esperem por uma história original criativa, com rituais satânicos misturados com elementos religiosos do Candomblé e Umbanda, e uma narrativa pesada, tendo assim como resultado uma obra perturbadora e indigesta, que vai direito ao ponto sem enrolações. 

Esta obra não agradará a todos devido ao seu conteúdo macabro. Leitura recomendada aos fãs do terror pesado e chocante !


Minha nota: 9

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Resenha: A Casa das Bruxas de H.P. Lovecraft



"Deixa-nos uma profunda impressão de temor e mistério." - Colin Wilson


Sinopse:

A vastidão nua e gelada do Platô Antártico, varrida pelos ventos, parecia jamais ter visto alguma forma de vida - pelo menos era o que pensavam os membros da Expedição da Universidade de Miskatonic... até que descobriram os estranhos fósseis de criaturas das quais nunca se tinha ouvido falar... até encontrarem monumentos que datavam de milhões e milhões de anos, quando na terra só havia dinossauros... até que as suas mentes fossem invadidas pelo terror da Cidade dos Antigos, onde os gelos eternos haviam preservado os fósseis de uma espantosa raça não humana.


Opinião:

Finalizando o Desafio Halloween Literário 2015 que estou participando com a categoria O horror onírico de H.P. Lovecraft.

A Casa das Bruxas possui três contos e uma novela do autor H.P. Lovecraft criados na primeira metade do século XX, e esta edição brasileira com as quatro histórias reunidas, foi publicada pela editora Francisco Alves na coleção Mestres do Horror e da Fantasia em 1983.

Nesta edição se encontra a novela que corresponde à sinopse, Nas Montanhas da Loucura, que é uma das criações mais famosas do autor, e também faz parte dos Mitos de Cthulhu. 

A Casa Abandonada, diz sobre uma macabra propriedade onde segundo dizem ocorreram várias mortes misteriosas.

Os Sonhos na Casa das Bruxas, um personagem faz estudos científicos no sótão de uma velha casa, o tornando obsessivo e trazendo assim pesadelos terríveis e resultados assustadores.

O Depoimento de Randolph Carter, o narrador nos conta sobre uma incursão apavorante de um amigo à um cemitério subterrâneo antigo. 


Confesso que não sou dos maiores fãs do autor, pois até agora posso dizer que gostei muito somente de alguns contos que li. Acho a escrita do Lovecraft um pouco cansativa, e talvez por isso os contos de A Casa das Bruxas não me prenderam a atenção o suficiente para eu não querer parar de ler. A exceção foi a novela Nas Montanhas da Loucura, que possui uma história aterrorizante, e eletrizantes momentos finais, pecando somente em algumas passagens muito descritivas. 

Leitura recomendada aos fãs do autor ! E para quem não conhece os trabalhos do Lovecraft, com certeza vale a leitura, pois creio que sou um dos poucos que curte o gênero mas não tanto assim o criador dos Mitos de Cthulhu.


Minha nota: 8

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Resenha: Lobisomem - Um Tratado Sobre Casos de Licantropia de Sabine Baring-Gould



Sinopse:

Não vivemos mais nas brumosas florestas de outrora nem nossa casa é mais as profundas cavernas da Mãe-Terra. Vivemos enclausurados, prisioneiros de nossas criações: as cidades. Mas nem por isso deixamos de nos abismar com o selvagem, o primitivo e o brutal. Por que com todas essa tecnologia, tantos avanços, mapeamentos genéticos não nos livramos dos crimes bestiais, da violência e das mortes ? A resposta talvez esteja em nós mesmos. A fera hoje em dia usa roupas, mas nem por isso deixou de ser um monstro.

Neste livro, Lobisomem, de Sabine Baring-Gould, são tratados inúmeros casos de Licantropia, bem como sua distribuição geográfica. O autor coletou inúmeras histórias sobre essa fera mitológica. Algumas delas podem deixar o leitor estarrecido devido à sua ferocidade. O lobisomem entre os nórdicos, na Grécia, na Roma antiga, durante a Idade Média e ainda casos de Serial-Killers associados à Licantropia nesta obra são apresentados.


Opinião:

Lobisomem - Um Tratado Sobre Casos de Licantropia, escrito por Sabine Baring - Gould, publicado em terras brasileiras pela da editora Madras em 2003 com 166 páginas, e publicado originalmente em 1889 com outro título, sendo posteriormente aumentado o conteúdo do livro que resultou nesta obra da resenha de hoje. 

Continuando o Desafio Halloween Literário 2015 com a categoria Criaturas Sobrenaturais: Monstros que nos assustam. 


O autor Sabine Baring - Gould criou uma espécie de livro de estudo, com citações de outros autores, contendo vários casos de licantropia ocorridos ao redor do mundo, sendo que muitos são lendas locais e outros que possivelmente são verdadeiros. 

A escrita do autor não é densa como muitos dos livros da época, e também por se tratar de um livro curto é possível lê-lo em apenas um dia.

No geral o livro não me prendeu muito, pois possui poucas passagens que me interessaram o suficiente pra não querer parar de ler, mas mesmo assim se trata de uma obra válida para conhecimento dos fãs desta criatura assustadora.


Minha nota: 8 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Resenha: Necrópole - Histórias de Vampiros de Alexandre Heredia e outros autores




Sinopse:

Há séculos os vampiros povoam o imaginário popular, desafiando ciência e lógica, graças à inexplicável atração que temos pelo assustador, pelo grotesco, pela amoralidade e pela imortalidade que o vampiro sintetiza de maneira tão completa. Mesmo que o preço seja nossa própria humanidade. 

Em cada uma das cinco histórias que fazem parte deste volume, um vampiro tentará se ocultar de você. Eles vivem da aposta de que ninguém os descobrirá. Eles fazem parte do cenário. Estão misturados às sombras das vielas sujas ou aos convidados das festas mais chiques. E, caso você se encontre com um, não adianta gritar com socorro. Nesta Necrópole fria e cruel, ninguém virá para salvá-lo.


Opinião:

Necrópole - Histórias de Vampiros, dos autores Alexandre Heredia, Camila Fernandes, Gianpaolo Celli, Giorgio Capelli e Richard Diegues, é uma publicação da editora Alaúde, lançado em 2005 com 158 páginas.

Continuando o Desafio Halloween Literário 2015 com a categoria O horror nacional.

O cenário dos cinco contos apresentados é a Necrópole, com suas ruas e vielas sombrias onde os seres da noite espreitam suas vítimas.

No geral são contos criativos e bem escritos, que proporcionam ao leitor alguns momentos de tensão e horror, com uma linguagem simples e direta, e a leitura flui rapidamente pois possuem menos de trinta páginas cada história.

O meu conto preferido foi Rogai por nós de Richard Diegues, por sua criatividade e capacidade de prender o leitor por toda as história, e com uma conclusão satisfatória.

Para quem gosta destas criaturas da noite, vale a pena conferir Necrópole - Histórias de Vampiros.



Minha nota: 8

domingo, 11 de outubro de 2015

Resenha: Hellraiser - Renascido do Inferno de Clive Barker


Sinopse:

Frank está entendiado com a vida que tem levado e está à procura de uma prazer superior ao que tem conseguido, e é quando certo dia ele adquire o quebra-cabeça da caixa de Lemarchand, que é um enigma tridimensional que ao ser resolvido proporciona maravilhas. Frank trabalha continuamente afim de resolver o quebra-cabeça, e quando ele obtém sucesso, sua recompensa não é nada do que esperava.


Opinião:

Hellraiser - Renascido do Inferno, do autor Clive Barker, é um lançamento deste mês de outubro da editora DarkSide Books, contendo 150 páginas. A obra originalmente foi publicada em 1986 com o título The Hellbound Heart. 

Continuando o Desafio Halloween Literário 2015 com a categoria Os clássicos assombrados.


Eu esperava uma obra contendo mais de quinhentas páginas, como várias do autor, e não apenas 150. Mas isto não significa um enredo raso e não envolvente, pelo contrário, Clive Barker, como sempre, criou uma história original e muito bem escrita, que mesmo com pouco mais de três horas para terminar a leitura, Hellraiser é uma obra marcante que prende o leitor do início ao fim.

Como não poderia faltar em uma obra de Clive Barker, tem-se no enredo doses de erotismo e horror gore, mas nem tanto quanto em Livros de Sangue 3, que ao terminar a leitura, me senti como se estivesse fazendo algo de errado, mas por outro lado gostando muito daquilo.

Quero muito saber mais sobre os Cenobitas, pois acho que eles poderiam ter sido mais explorados, e que segundo andei lendo em outros blogs, eles possuem maior ênfase no filme, principalmente nos momentos finais. Falando em momentos finais, a conclusão é altamente satisfatória.

O ponto negativo da obra ao meu ver é somente por ser tão curta, pois por apresentar uma história tão criativa, poderia facilmente ser um calhamaço de centenas de páginas, e como resultando teríamos um livro ainda melhor. 

Hellraiser - Renascido do Inferno com certeza é uma leitura recomendada aos fãs do gênero.


Minha nota: 9

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Resenha: A Profecia de David Seltzer




Sinopse:

Thorn é um homem  apaixonado, seu maior desejo é fazer sua esposa a mulher mais feliz do mundo, mas depois de tentarem ter um filho com resultados insatisfatórios ele vê a chance de uma possível ruína de seu casamento quando descobre que a única gestação que a esposa conseguiu levar até o fim resultou em um bebê que veio a falecer após seu primeiro suspiro. Mas o padre do hospital lhe dá uma chance de mudar sua história, oferecendo uma criança que nasceu no mesmo momento que seu falecido filho e que perdeu a mãe após o parto. Em uma atitude inesperada Thorn adota a criança como sua, sem saber que estava adotando um enviado das trevas.


Opinião:

A Profecia, do autor David Seltzer, foi publicada primeiramente em 1976 com o título original The Omen. A minha edição brasileira foi publicada pela editora Círculo do Livro, que contém a capa acima, e possui 204 págs. A Profecia se enquadra na categoria O horror nos cinemas do Desafio Halloween Literário 2015 do qual estou participando.

Não é a toa que A Profecia é um clássico tão famoso desde sempre, e confesso que fui surpreendido pela alta qualidade da obra, que possui um suspense de primeira do início ao fim, deixando o leitor tenso a todo momento, e as cenas que algo impactante acontece são muito bem descritas e construídas, resultando assim em um dos livros mais aterrorizantes que li até o hoje.  


As melhores cenas da obra são as protagonizadas por Damien, que primeiramente parece uma criança indefesa e inocente, sendo assim, as cenas com ele são as mais chocantes.

Os momentos finais da obra me surpreenderam, pois não foi o que eu esperava e que achava que estava encaminhando para acontecer, tendo como resultado um final excelente. 

A Profecia é uma leitura altamente recomendada aos fãs de terror, mas estejam preparados para muitos momentos de tensão ! Nota máxima para A Profecia. 


Minha nota: 10

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Resenha: O Vilarejo de Raphael Montes



"O Vilarejo é um livro para ler numa sentada só, enquanto o habilidoso narrador nos carrega pela psique e pelo engenho criminoso de suas personagens. Montes sabe contar suas histórias." - André Vianco

"A escrita de Raphael Montes lembra o trabalho de um bom cirurgião: bastante precisa, repleta de sangue e com todos os pontos bem costurados ao final. Uma voz que traz o frescor necessário ao terror nacional." - Raphael Draccon

"Raphael Montes nos oferece um texto apavorante. Mostra que a distância entre tensão e terror é menor que um órgão vital largado sobre a mesa de jantar. Deliciosamente assustador !" - Rosa Amanda Strausz

"Uma estrela em ascensão." - Ellery Queen's Mystery Magazine

"O príncipe dos horrores." - O Globo


Sinopse:

No vilarejo, falar que o pecado mora ao lado é mais do que um dito popular: é uma verdade ameaçadora da qual os moradores se dão conta pouco a pouco. E, para alguns, é tarde demais. Como resistir ao mal ? À luxúria, à ganância, à ira ? Como não ceder aos pecados da carne quando a guerra chega e o inverno castiga, quando o frio e a fome tomam conta, quando uma força maior parece conspirar e rodear os moradores para que eles se entreguem a seus piores instintos ?

A cada capítulo, conheça a história de um habitante, e como elas se entrelaçam para formar uma narrativa perturbadora e fascinante sobre nossa infinita capacidade de crueldade e compaixão. 


Opinião:

Devido ao início do mês do halloween, fui convidado a participar do Desafio Halloween Literário 2015 pelo Rafa do blog Biblioteca do Terror, que contêm as seguintes categorias:

1 - O horror onírico de H.P. Lovecraft

2 - Criaturas sobrenaturais: Monstros que nos assustam

3 - Os clássicos assombrados

4 - Antologias macabras

5 - O horror nos cinemas

6 - Páginas de sangue: Serial Killers

7 - O horror nacional  

O objetivo é ler ao menos três livros no total que englobem todas as categorias, preferencialmente durante este mês de outubro. Farei o possível para ler um livro para cada categoria, tendo o total de sete obras lidas. Optei por iniciar o desafio literário pela categoria Antologias Macabras.

O Vilarejo, "traduzido" por Raphael Montes, foi publicado em nossas terras neste mês de agosto pela editora SUMA de letras.



No início da obra o escritor Raphael Montes diz que chegou em suas mãos contos antigos escritos em cimério, e que ao finalizar a tradução, teve como resultado sete contos macabros que retratam os sete pecados capitais, tendo como palco um vilarejo que hoje está sumido do mapa. Esta introdução já é o suficiente para prender a atenção do leitor, e conforme o passar das páginas a ansiedade de saber o que está por trás dos fatos ocorridos no vilarejo aumenta mais e mais.

A obra possui uma escrita direta e de fácil entendimento, indo direto ao ponto, sem enrolações. Os contos são curtos, totalizando noventa páginas de atrocidades perturbadoras, e talvez o ponto negativo do livro seja ser muito curto, pois assim nem dá tempo de nos identificarmos com os personagens. Não é necessário ler os contos em ordem, porém aconselho aos leitores a deixarem a última história para o final, pois assim o impacto final será maior e mais surpreendente. Todos os contos se passam no tal vilarejo, e muitas vezes os personagens se repetem.


Para os leitores que estão procurando algo sinistro e chocante, com uma escrita simples e de fácil entendimento, O Vilarejo é altamente recomendado. 


Minha nota: 9

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Resenha: Galilee de Clive Barker


"Galilee salta no tempo e no espaço para revelar uma visão impressionante e majestosa narrada em altíssimo nível. Em resumo: uma fantástica e envolvente batalha entre os mundos." - People Magazine

"Um escritor poderoso e fascinante com uma imaginação fantástica... Um magnífico contador de histórias." - J.G. Ballard


Sinopse:

Os Geary não são nenhuma exceção. Tão rica quanto os Rockfeller e tão glamourosa quanto os Kennedy, a dinastia Geary tem exercido uma influência sutil sobre a vida americana desde a Guerra da Secessão, ocultando de forma brilhante os profundos laços de corrupção e a severa hostilidade contra os etéreos Barbarossa. Mas tudo está prestes a mudar. Quando o príncipe pródigo do clã Barbarossa se apaixona pela recém casada Rachel Geary, o ódio reprimido entre as famílias emerge numa intensidade mutuamente destrutiva. 


Opinião:

Clive Barker criou uma história única, detalhista e complexa, e ainda narrada de forma brilhante. Em se tratando do gênero terror/suspense, sem exagero algum, o autor atingiu um nível de escrita tão alto ao escrever Galilee, que somente alguns dos livros do Stephen King que li e Os Mortos Vivos de Peter Straub, que ao meu ver são tão bem escritos.

A obra possui elementos de fantasia urbana, terror e suspense, e como não poderia faltar em um livro de Barker, várias passagens eróticas perturbadoras.

A princípio o foco da trama são as intrigas que se alastram por mais de um século entre a família Geary e Barbarossa, mas conforme a história vai se desenvolvendo, torna-se em primeiro plano o romance singular entre os personagens mais interessantes do livro, Galilee e Rachel.

O que há de melhor na obra são as últimas dezenas de páginas, pois temos vários segredos revelados de ambas as famílias, concluindo assim com um final satisfatório.

Galilee se trata de um ótimo livro que somente a mente deturpada de Clive Barker poderia criar. Aconselho aos leitores que não conhecem ainda os trabalhos do autor que não iniciem por Galilee, e sim por Livros de Sangue, por serem bem menos complexos e possuírem uma menor profundidade narrativa. 


Minha nota: 9

domingo, 23 de agosto de 2015

Resenha: Medo, Mistério e Morte de Carlos Orsi


Resenha:

     O livro Medo, Mistério e Morte é de autoria do escritor nacional Carlos Orsi, e foi publicado pela editora Didática Paulista.

      A obra possui sete contos principalmente voltados para o terror: A Maldição do Ang Mbai-Aiba, Noite de Samhain, A Fábrica, Estranhos no Ninho, Projeto Cassandra, Ora Pro Nobis, e por último o conto Aprendizado; e neles, nos deparamos com mortos vivos, criaturas parecidas com vampiros, e até alienígenas. Tendo como base a capa da obra, tem-se a impressão de conter histórias infanto-juvenis, mas na verdade acredito que se enquadra melhor em literatura adulta, pois os contos possuem assassinatos violentos e sangrentos, ambientes macabros e sinistros.

     Na introdução feita pelo próprio autor, é citado seus escritores favoritos, que ao fim da leitura dos contos percebe-se uma clara fonte de inspiração em obras destes autores, principalmente Lovecraft; mas não pensem que é uma cópia descarada como algumas que vemos por aí, não mesmo; são contos de qualidade acima da média, que não ficam devendo nada para obras de escritores internacionais famosos, possuindo personalidade própria, sendo bem escritos e convincentes, e na maioria finais trágicos e tensos.

     Como diz o título, Medo, Mistério, e Morte cumpre o que promete com sete ótimos contos. Leitura recomendada para os fão do gênero.


Minha nota: 9

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Resenha: Joyland de Stephen King


"Uma das histórias mais bem escritas de King... Profunda, divertida, cheia de reviravoltas, despretensiosa e, por fim, arrasadoramente triste." - Entertainment Weekly

"Intenso e cativante... A narrativa promissora e a montanha-russa emocional na vida de um jovem rapaz fazem de Joyland um prêmio que vale todas as suas fichas." - Usa Today

"Emocionante, imensamente atraente...O verdadeiro apelo de Joyland vem da habilidade de King de criar vínculos diretos e viscerais com seus personagens. É esse laço emocional que marca a diferença entre livros de mero entretenimento e livros que nos tocam de maneira mais profunda. King tem escrito com aparente facilidade e constância impressionante histórias essenciais por mais de quarenta anos. Em Joyland, ele repete o feito mais uma vez." - The Washington Post

"Com uma pegada pulp proposital, Joyland é, em última análise, uma história contundente, o que faz deste um dos trabalhos mais pessoais e comovente de King." - Time Out London

"Um livro imperdível para os fãs de King." - Library Journal

Sinopse:

    Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. 
   Linda Gray foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado.
    O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer, e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

Opinião:

    Joyland, do escritor Stephen King, foi lançado este mês de julho por aqui pela editora Suma de letras.



    O mestre King presenteou os leitores com uma história muito bem escrita, comovente, um realismo bem acima da média, e ainda contém um mistério em torno dos assassinatos que prende o leitor do início ao fim da história. O livro possui apenas 240 páginas, e talvez por isso não foi possível se aprofundar no assassino e nos crimes cometidos, resultando assim em pouco terror e suspense, mas os momentos que possuem estes elementos são excelentes.

     Talvez por ser um livro bem curto, em se tratando do King, os personagens em sua maioria não foram muito aprofundados, mas não significa que são desinteressantes, pois muitos para mim serão inesquecíveis, como por exemplo o protagonista e narrador da história, Devin Jones; e o menino Mike, que possui uma doença grave e um dom especial, que já se encontra entre os personagens mais marcantes e carismáticos do autor que tive conhecimento até agora.

     Os momentos finais do livro são excelentes, talvez não muito surpreendentes, mas sim plausíveis e muito bem escritos, e claro... bem tristes. 

    Com certeza Joyland é leitura obrigatória para os fãs de Stephen King, e para os leitores que curtem histórias comoventes, com um pouco de terror/suspense, e um toque do gênero policial.

Minha nota: 9

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Resenha: A Casa do Mal de Dean Koontz


Sinopse:

    Frank Pollard desperta em uma vila, sem lembrar-se de nada além de seu nome. Mas ele sabe perfeitamente que está correndo um enorme perigo. Refugia-se num hotel e, mais de uma vez, acorda com as mãos manchadas de sangue. E, a cada noite que passa, encontra nas mãos e nos bolsos estranhos objetos aterrorizantes...
    A ajuda a Frank vem da dupla de detetives Bobby e Julie Dakota, que, por compaixão e curiosidade, concordam em ir até o fundo e desvendar essas misteriosas e amnésicas fugas. Mas, à medida que os Dakota começam a descobrir para onde se dirige seu cliente, eles são atraídos a reinos sombrios, onde uma sinistra figura...

Opinião:

    A Casa do Mal do autor americano Dean Koontz, foi publicado em terras brasileiras há mais de duas décadas pela editora Record.

   O autor criou uma história assustadora que prende o leitor da primeira a última página, e o mistério em torno do vilão que desde o início da narrativa desperta uma curiosidade e ansiedade imensa é genial. Este é o segundo livro do autor que leio, e confesso que achei superior a Fantasmas, que teve um início espetacular, porém, quando houve a descoberta do "ser" que estava assassinando as pessoas fiquei decepcionado. Diferentemente de A Casa do Mal, que possui um bom início, e conforme o decorrer das páginas o livro só melhora, resultando nas últimas dezenas de páginas frenéticas deliciosas de se ler.

    A escrita de Koontz  é fluída, possibilitando assim ler o livro rapidamente se possível. Tenho vários livros do autor que ainda não li, e depois deste estou ansioso para devorá-los.

   Os personagens, que não são muitos, são muito bem construídos. Destaque para o carismático casal de protagonistas, os detetives Bobby e Julie Dakota, que se completam tanto no relacionamento pessoal quanto no profissional. São eles os responsáveis pelos diálogos mais bem humorados da narrativa. Thomas, irmão de Julie, que é deficiente mental,  é um personagem sensacional. Me lembrou muito um personagem do livro Dança da Morte do escritor Stephen King. O vilão, que é A Casa do Mal, com suma mente extremamente perturbada e doentia é fascinante. O mais impressionante é que o autor conseguiu criar uma personalidade muito convincente para ele, que imagina com total certeza que suas atrocidades são o certo a se fazer. Com certeza é um dos vilões mais assustadores e bem construídos que tive conhecimento até agora. 

    Aconselho aos leitores a lerem as últimas dezenas de páginas de uma só vez para um melhor aproveitamento do ponto alto do livro, pois é desvendado todo o mistério do passado do cruel vilão. E que passado ! A Casa do Mal é altamente recomendado para os fãs do gênero.

Minha nota: 9

sábado, 6 de junho de 2015

Resenha: Lugares Escuros de Gillian Flynn


"Ame ou odeie Libby Day, mas você não vai conseguir esquecê-la." - The New York Times

"Perturbador e original. Flynn criou uma protagonista mordaz, desagradável e sem amor-próprio, mas que vai fazer você torcer por ela." - New York Magazine

"Uma história de horror arrebatadora." - Chicago Tribune

Sinopse:
  Libby tinha sete anos quando a mãe e as duas irmãs foram assassinadas no "Sacrifício a Satanás de Kinnakee, no Kansas". Enquanto a família jazia agonizante, Libby fugiu da pequena casa onde viviam e mergulhou na neve gelada de janeiro. Perdeu alguns dedos das mãos e dos pés, mas sobreviveu e ficou célebre por testemunhar contra Ben, o irmão de quinze anos, que acusou de ser o assassino. Passados vinte cinco anos, Ben encontra-se na prisão e Libby vive com o pouco dinheiro de um fundo criado por pessoas caridosas que há muito se esqueceram dela. 
  O Kill Club é uma macabra sociedade secreta obcecada por crimes extraordinários. Quando localizam Libby e lhe tentam sacar os pormenores do crime (provas que esperam vir a libertar Ben), Libby engendra um plano para lucrar com sua história trágica. Por uma determinada maquinação, estabelecerá contato com os intervenientes daquela noite e contará as suas descobertas ao clube... e talvez venha a admitir que afinal o seu testemunho não era assim tão sólido. 
  À medida que a busca de Libby a leva de clubes de striptease no Missouri a vilas turísticas de Oklahoma agora abandonadas, a narrativa vai voltando atrás à noite de 2 de janeiro de 1985. Os acontecimentos desse dia são recontados através de Libby, sua mãe, e Ben, um menino solitário e aparentemente assassino.
  Peça a peça, a verdade inimaginável começa a vir. 

Opinião:
  E assim começa esta macabra história:

  Os Day eram um clã que poderia viver à beça
  Mas Ben Day perdeu a cabeça
  O poder de Satanás o garoto queria
  E matou a família em meio a uma gritaria

  Da pequena Michelle torceu o pescocinho
  Depois de Debby fez picadinho
  A mãe, Patty, guardou para o final
  E, sem piedade, em sua cabeça deu um tiro fatal

  A bebê Libby conseguiu viva permanecer
  Mas passar por aquilo de modo algum é viver

- Cantiga de roda nas escolas em 1985

  Lugares Escuros é um lançamento deste mês de maio da editora Intrínseca.
  Mais uma vez a autora Gillian Flynn conseguiu me impactar, pois depois da excelente leitura de Objetos Cortantes, Lugares Escuros o supera em ser chocante e perturbador. Méritos para a autora que por sua maneira de escrever, a história é tão verossímil que grande parte de mim acredita que os fatos narrados na obra realmente aconteceram com alguma família em algum lugar do planeta. Desde o início da leitura me veio a cabeça a semelhança com Escuridão Total Sem Estrelas de Estephen King, pois a escrita de ambos achei semelhante.
  A autora criou um mistério complexo e muito bem desenvolvido, e utilizou do recurso narrativo de alternar entre presente e passado, prendendo o leitor de uma maneira ímpar. Esta história é daquelas que quanto mais avançamos e fazemos descobertas, mais queremos ler, e quando percebemos o livro acabou.
 Os personagens são muito interessantes, destacando a sobrevivente Libby, que é cleptomaníaca, preguiçosa e que segundo ela mesma possui uma maldade dentro de si; e mesmo com todos estes "defeitos" é muito difícil não nos simpatizar e torcer por ela. Seu irmão Ben é um tanto misterioso e sombrio, e no decorrer de todo o livro ficamos em dúvida se foi ele mesmo o autor do massacre de sua família.
  As últimas páginas é o que há de melhor no livro, pois a conclusão é surpreendente e muito bem desenvolvida. Apesar de estar cheio de negativismo, Lugares Escuros é uma excelente obra que provavelmente ficará na mente dos leitores por muito tempo. Livro com certeza recomendado para os que apreciam leituras pesadas e impactantes. Nota máxima para Lugares Escuros.
  
Minha nota: 10

domingo, 10 de maio de 2015

Resenha: O Demonologista de Andrew Pyper

"Um romance inteligente, emocionante e absolutamente enervante. O dom de Pyper é que ele respeita profundamente seus leitores." - Gillian Flynn, autora de Garota Exemplar.

"Muito bem elaborado, delirantemente assustador e uma leitura compulsiva do começo ao fim. Imagine O Exorcista e o Código Da Vinci escrito por Daphne du Maurier. Não perca de jeito nenhum !" - Jeffery Deaver, autor de O Colecionador de Ossos.

"Muitos livros afirmam ser assustadores, mas este é realmente aterrorizante, do tipo não-leia-tarde-da-noite. Emocionante, convincente e muito bem escrito, O Demonologista faz o Bebê de Rosemary parecer um passeio no parque." - S.J.Watson, autor de Antes de Dormir.

"A história mais convincente e assustadora que você irá encontrar este ano. O Demonologista mostra um escritor extremamente talentoso produzindo um romance com uma misteriosa ameaça e profundidade. Aqueles de nós que escrevem histórias sobrenaturais não mencionam os nomes de Ira Levin, William Peter Blatty e Peter Straub em vão. Você vai ouvir todos os três associados a Pyper, e todas essas comparações são honestas, o maior elogio que posso oferecer."  - Michael Koryta, autor de Um Rio Muito Frio.

Sinopse:
 O personagem que dá título ao best-seller internacional é David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo - principalmente na obra prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico. Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas uma boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma. 

Opinião:
  Adquiri este livro, do autor Andrew Pyper achando que seria O Demonologista do casal Ed e Lorraine Warren. Acabei me enganando por o título ser o mesmo. Sorte a minha que acabei com uma ótima obra em mãos. 
  A história é narrada em primeira pessoa, onde vemos e compreendemos todos os acontecimentos pelo ponto de vista do professor David Ullman. Um ponto muito interessante da obra é que o autor deixa o leitor em dúvida se as visões e os acontecimentos que ocorrem com o protagonista sã reais ou talvez esteja com sua sanidade questionável, sendo que o próprio David possui a mesma dúvida de nós leitores. 
  As cenas de horror são muito bem construídas e convincentes, e por a narrativa ser em primeira pessoa o leitor sente na pele a tensão e a agonia do protagonista, sendo assim, a história nos prende do começo ao fim.
  Em relação aos personagens, que não são muitos, além do professor Ullman, destaque para sua amiga Elaine O'Brien, uma mulher muito forte e corajosa que não abandona David quando mais ele precisa de sua ajuda; um homem misterioso e frio chamado de Perseguidor; e o ser macabro e amedrontador, também conhecido por "Inominável". 
   O autor Andrew Pyper escreve muito bem, pois mesmo em várias páginas que possui apenas as reflexões do protagonista, que não são poucas, a narrativa não se torna  em momento algum massante e desinteressante. 
  O final não agradará a todos, sendo que ao concluir a leitura percebe-se pontas soltas, dando a entender que talvez tenha uma continuação desta ótima obra. 

Minha nota: 9