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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Resenha: Millennium - A Rainha do Castelo de Ar de Stieg Larsson - volume 3


Pode conter spoilers

Sinopse:

     Mikael Blomkvist está furioso. Furioso com o serviço secreto sueco, que, para proteger um assassino, internou Lisbeth Salander - na época com apenas doze anos - num hospital psiquiátrico e depois deu um jeito de declará-la incapaz. Furioso com a polícia que agora quer indiciar Lisbeth por uma série de crimes que ela não cometeu. Furioso com a imprensa, que se compraz em pintar a moça como psicopata e lésbica satânica. Furioso com a promotoria pública, que pretende pedir que ela seja internada de novo, desta vez - ao que parece - para sempre.
      Enquanto Lisbeth recupera-se, num hospital, de ferimentos que quase lhe tiraram a vida. Mikael procura conduzir uma investigação paralela que prove a inocência de sua amiga. Mas a jovem não fica parada, e muito mais do que uma chance para defender-se, ela quer uma oportunidade para dar o troco. Com a ajuda de Mikael, Lisbeth está muito perto de desmantelar um plano sórdido que durante anos se articulou nos subterrâneos do Estado sueco, um complô em cujo centro está o pai dela, um perigoso espião russo que ela já tentou matar. Duas vezes.

Opinião:


      A Rainha do Castelo de Ar, do autor Stieg Larsson, é o terceiro volume da série Millennium, publicado em terras brasileiras pela editora Companhia Das Letras.

      Novamente temos um livro detalhista, bem escrito, e que prende o leitor do início ao fim. Desta vez o autor criou um calhamaço de quase setecentas páginas, tendo como resultado o maior livro da série. No início da leitura temos uma continuação direta do livro anterior, A Menina Que Brincava Com Fogo; e de repente a história foi tomando um rumo que eu não imaginava, tendo como resultado um enredo tão crível que ao meu ver não achei nada surpreendente, comum, digamos assim. 

      O personagem de maior destaque mais uma vez é Lisbeth Salander, que mesmo estando aparentemente impossibilitada na maior parte do livro de utilizar de sua imensa habilidade de hacker, ela ainda da um jeito e mostra ao leitor que é ainda mais habilidosa do que aparentava ser.


      Chegando aos momentos finais do livro, há boas cenas de ação, porém, o final achei muito apático. Ao meu ver, A Rainha do Castelo de Ar está no mesmo nível do livro anterior, e apesar das críticas, se trata de uma ótima obra, que indico para os fãs do gênero. Em breve postarei aqui no blog a resenha da conclusão definitiva da série, A Garota na Teia de Aranha, escrita por David Lagercrantz, em decorrência da morte do escritor Stieg Larsson.

Minha nota: 9

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Resenha: Millennium - A Menina Que Brincava Com Fogo de Stieg Larsson - volume 2


"Larsson é o grande noir da Suécia e Lisbeth Salander, uma heroína diferente de todas as outras. O clímax é um festim sangrento." - The Times

Sinopse:

     Lisbeth Salander é acusada de triplo assassinato, e a polícia está em seu encalço. A jovem hacker é esquiva, egoísta e pode ser muito violenta quando provocada. Mikael Blomkvist, editor-chefe da revista Millennium, sabe muito bem disso. Mas, ao contrário do restante da imprensa, que não se acanha em crucificá-la, ele acredita na inocência da moça. Para ele, os homicídios relacionam-se a uma série de reportagens que a Millennium pretendia publicar sobre o tráfico de mulheres provenientes do Leste Europeu. Um esquema de corrupção cujos tentáculos alcançam promotores, juízes, policiais e jornalistas. 
     Lisbeth livrou Mikael da morte dois anos antes. Agora ele tem como retribuir. 

Opinião:

     A Menina Que Brincava Com Fogo, escrito por Stieg Larsson, é o segundo volume da série Millennium, hoje composta por quatro livros, sendo o último, escrito por David Lagercrantz, devido a morte repentina de Stieg Larsson. 

     Assim como o primeiro livro da série, A Menina Que Brincava Com Fogo possui uma escrita detalhista e uma história um tanto complexa que prende o leitor do início ao fim, resultando assim em um "tijolão" de seiscentas páginas, que não é muito comum no gênero policial. O autor criou uma história muito boa, totalmente independente do primeiro livro da série, mas acho que se a obra fosse um terço menor, se o tema principal desenrolasse mais rápido, acredito que o livro seria ainda melhor. 

    Neste segundo volume o autor incutiu um pouco mais de cenas de ação, porém, algumas passagens não achei muito convincentes, havendo coincidências demais.

       O personagem destaque fica por conta de Lisbeth Salander, que neste livro o foco da narrativa está centralizado quase todo nela, onde descobrimos muito mais do seu passado. Houve todo um mistério muito bem construído em relação a identidade e passado do criminoso Zala, que após tudo ser revelado fui bem surpreendido.

      A conclusão da obra é fechada e satisfatória, sendo que estou curioso para com o terceiro volume da série, A Rainha Do Castelo De Ar, que acreditou eu, terá um novo foco central na história.

     Por enquanto, o meu preferido da série é o primeiro volume, Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, em razão de eu ter gostado mais da história, dos personagens, e no geral, o primeiro livro achei mais convincente, por conta de duas cenas de ação que achei uma coincidência muito grande. 

     Mesmo com estes pontos negativos, A Menina Que Brincava Com Fogo se trata de um ótimo livro, o qual indico para todos os fãs do gênero. Em um futuro próximo, vou ler e postar aqui no blog o terceiro livro da série Millennium, A Rainha Do Castelo De Ar.

Minha nota: 9

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Resenha: Millennium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres de Stieg Larsson - volume 1


"Em Os homens que não amavam as mulheres a riqueza dos personagens, a narrativa ágil e inteligente e os surpreendentes desdobramentos da história formam um conjunto magnífico que revela Stieg Larsson com um grande mestre da literatura de suspense." - Luiz Alfredo Garcia-Roza

"O problema com Larsson é que, se a gente se aventura e entra na história, está perdido: não tem como largar o livro. Talvez seja porque os protagonistas são animados por uma paixão parecida com a que motiva a curiosidade de todos nós: os dois, o jornalista bem-sucedido e a adorável jovem hacker (punk de corpo e espírito), são indivíduos sem família (ou quase), decididos a desvendar, justamente, um segredo de família." - Contardo Calligaris

Sinopse:

   Os homens que não amavam as mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvendam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca.
    Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e os diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henriq Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henriq está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.
   Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henriq lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger. E que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois .... até um momento presente, desconfortavelmente presente.

Opinião:

   Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, de autoria do sueco Stieg Larsson, é o primeiro livro da série Millennium, série esta lançada em terras brasileiras pela editora Companhia Das Letras. Está previsto o lançamento aqui no Brasil do quarto livro da série para o mês de agosto deste ano, intitulado A Garota Na Teia De Aranha, e que devido a morte de Stieg Larsson, foi escrito por David Lagercrantz. 
    
   Faz tempo que esta série estava na minha lista de leituras, e tendo como base várias resenhas que li deste primeiro livro, minhas expectativas estavam altas, e confesso que foram totalmente correspondidas.

    Mesmo o livro sendo um calhamaço de mais de quinhentas páginas, que não é muito comum no gênero policial, e ainda possuir uma história densa e detalhista, a leitura não foi cansativa em momento algum. Méritos para o autor Stieg Larsson, que escreve de uma maneira simples e agradável. 
   
    Senti falta de mais ação no decorrer do livro, porém, na falta deste elemento o leitor é recompensado com uma excelente história, que é convincente e contém muito suspense e mistério que gira em torno da família Vanger. E que família excepcional !

    Os personagens, que não são poucos, são o ponto forte da obra, pois eles são bem descritos e carismáticos, com uma personalidade muito bem definida. Fica até difícil de destacar alguns, sendo os mais importantes para a narrativa os protagonistas Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander; o mais poderoso da família Vanger, Henriq Vanger; e a assassinada ou desaparecida Harriet Vanger.

   O final é fechado e muito satisfatório, e confesso que já estou com saudade dos personagens marcantes da obra. Em breve lerei e postarei a resenha aqui no blog do segundo livro da série, A Menina Que Brincava Com Fogo, que para muitos leitores é o melhor dos três primeiros livros. Os Homens Que Não Amavam As Mulheres é totalmente recomendado para os fãs do gênero !

Minha nota: 9