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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Resenha: Perdido em Marte de Andy Weir



"Não consegui largar este livro ! É a rara combinação de uma ótima trama original, personagens incrivelmente reais e uma precisão técnica fascinante. É como um episódio de MacGyver na Ilha misteriosa." - Astronauta Chris Hadfield, comandante da Estação Espacial Internacional


Sinopse:

Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho.

Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente.

Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate.

Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico - e um senso de humor inabalável -, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. 

Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá.


Opinião:

Perdido em Marte, primeiro livro escrito por Andy Weir, foi lançado originalmente em 2011, e publicado por aqui pela editora Arqueiro, contendo 336 páginas.

E foi com uma altíssima expectativa que iniciei a leitura de Perdido em Marte, pois todas as resenhas que li em vários blogs foram somente elogios.

A maneira que a história foi contada, grande parte em forma de diário, tinha tudo para ser um livro massante e cansativo, pois o autor explicou passo a passo os ajustes e consertos realizados pelo protagonista Mark Watney. Mas é aí que entra as habilidades de escrita de Andy Weir, que com uma linguagem simples e um humor sarcástico excelente contido tanto nos diálogos quanto no diário do protagonista, já fazem desta obra uma leitura acima da média. Mesmo se tratando de uma condição aterrorizante em que o protagonista se encontrava, o autor conseguiu incutir muito humor de uma maneira convincente dentro do contexto. Simplesmente genial !


Este livro se encontra entre os que eu mais estava ansioso/curioso pelos momentos finais, que ao chegar lá, mesmo eu imaginando uma conclusão diferente, foi muito satisfatória.

Perdido em Marte só não ganha nota máxima porque mesmo não sendo maçante as muitas páginas de que possui o passo a passo dos afazeres do protagonista em Marte, acho que poderia ser menos detalhada estas passagens, mas para muitos fãs de ficção científica provavelmente isto não irá incomodar. Leitura recomendada !


Minha nota: 9

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Resenha: O Homem Do Castelo Alto de Philip K. Dick


Sinopse:

    A trama se desenvolve em um cenário sombrio: a Segunda Guerra Mundial foi vencida pelo Eixo - Alemanha, Japão e Itália. O continente africano foi praticamente aniquilado e os negros escravizados. Os judeus também se encontram seriamente ameaçados de extermínio.
      É nesse contexto que se desenvolvem os dramas de vários personagens cujas vidas acabam entrelaçadas pelos ditames do I Ching, o milenar oráculo chinês, e que se descobrem envolvidos em situações além de seu controle: um judeu que se esconde sob uma falsa identidade para não ser levado a um campo de extermínio; um vendedor de antiguidades norte-americano que se esforça para ser aceito pela rígida sociedade japonesa; um burocrata japonês que se envolve em uma intriga política perigosa demais para alguém de sua posição social; uma mulher que, por meio da leitura de um livro clandestino, vislumbra um mundo onde os nazistas perderam a guerra e Hitler está morto.

Opinião:

     O Homem do Castelo Alto, de autoria de Philip K. Dick, considerado um dos maiores escritores de ficção científica, foi publicado por aqui pela editora Aleph.
  
      Esta obra é o primeiro contato que tenho com um livro do autor, e foi com uma alta expectativa que iniciei a leitura desta obra. A premissa de que a Alemanha, juntamente com o Japão e a Itália teriam vencido a segunda guerra mundial é muito interessante, porém, acho que o enredo meio confuso não foi muito bem desenvolvido, e o tema central poderia ter sido melhor explorado. 


    Philip Dick criou um universo totalmente ruim de se viver, um mundo que americanos, judeus e negros, não tinham motivo algum para sorrir; e eu acredito que se Hitler houvesse obtido êxito, teria sido muito ruim, mas nem tanto quanto demonstrado nesta obra. Em contrapartida, em um livro escrito por um personagem do livro, em que os nazistas perderam a guerra e os americanos juntamente com os ingleses reinam soberanos, o mundo é  tudo muito maravilhoso e praticamente perfeito. Outro exagero em minha opinião !

   Os melhores momentos da obra são a reflexão interna dos personagens e os diálogos. Falando em personagens, não houve nenhum que me chamou a atenção, com exceção do tal Homem do castelo alto, que é um tanto misterioso e deixa o leitor curioso para saber mais sobre ele.  


     Chegando ao momentos finais do livro, eu estava esperando algo surpreendente e impactante, e não foi o que aconteceu; não que o final foi ruim, mas é que o livro acabou meio de repente, como se fosse uma história sem fim, com os personagens tendo uma esperança de um mundo melhor. 
     
     Com tantos pontos negativos que mencionei, parece que o livro é ruim e que não gostei, mas a verdade é que é sim no mínimo um bom livro. Aconteceu que mais uma vez iniciei a leitura com uma alta expectativa, e esperava que a história fosse melhor explorada e mais surpreendente, pois com esta premissa interessante e instigante, acredito que o livro poderia ter sido bem melhor. 

Minha nota: 8

terça-feira, 30 de junho de 2015

Resenha: Duna de Frank Herbert - volume 1


"Não conheço nada que se compare a este livro, a não ser O Senhor dos Anéis." - Arthur C. Clarke

Sinopse:
  Arrakis é um dos planetas mais importantes do Imperium. De paisagem estéril e sem expressão política, seu prestígio se resume a uma única riqueza: mélange - uma prodigiosa e disputada especiaria, somente produzida em seu território. Graças a um decreto oficial, o controle desse planeta deserto é concedido a um dos clãs mais poderosos da galáxia, a Casa Atreides. Mas o privilégio, conferido pelo próprio imperador, revela-se uma armadilha, fazendo de Arrakis o palco de um dos maiores golpes da história. Em meio à instabilidade política, o jovem Paul Atreides é preparado para liderar seus pares enquanto se inicia nos mistérios das Bene Gesserit, uma antiga irmandade que vê no rapaz a personificação de seu mais secreto ideal, o futuro da raça humana.

Opinião:
  Duna, publicado por aqui pela editora Aleph, é o primeiro livro de uma série de seis volumes. O filho de Frank Herbert, Brian Herbert, em parceria com o escritor Kevin J. Anderson, lançaram novos livros da série Duna, que até o momento não foram publicados em nossas terras.

  Pode-se dizer que Duna é um livro de ficção científica com traços de fantasia, que se difere da maioria dos livros do gênero, possuindo um mundo original muito criativo, contendo um enredo político e religioso denso, exigindo assim muito esforço e atenção do leitor. Embora o autor escreva muito bem, para um melhor aproveitamento da história a leitura deve ser mais lenta.

  Até por volta de um terço da obra, confesso que achei a história desinteressante, não me prendendo nem um pouco. Lá por volta da página 170 a história melhorou, despertando assim meu interesse e atenção até o fim.

  A narrativa se passa em um mundo futurístico, que possui uma tecnologia muito avançada - viagens interplanetárias em um curtíssimo tempo por exemplo - , mas mesmo assim a raça humana está com a água escassa, obrigando assim as pessoas a preservar o máximo possível a umidade corporal. 

  Os personagens em sua maioria são bem interessantes, sendo o de maior destaque o determinado Paul Atreides, que não mede esforços para a raça humana ter um futuro melhor. 
   
  O meu problema com a obra é que inciei a leitura com a expectativa muito alta, achando que seria um dos melhores livros que li na vida. E mesmo eu não gostando tanto assim da obra, e ainda não sendo quase surpreendido pelos acontecimentos, com certeza se trata de um livro no mínimo muito bom. Duna, com seu universo rico e original é recomendo para os fãs de ficção científica e fantasia que apreciam uma trama inteligente e uma leitura mais densa. Em breve farei a resenha da continuação da série, O Messias de Duna.

Minha nota: 9

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Resenha: A Menina Que Tinha Dons de M. R. Carey


"Original, assustador e poderoso" - Guardian

"Comovente" - Vogue

"Uma obra" - Sun

"Um livro sensível que já chega altamente recomendado" - Scifinow

Sinopse:
  Em um mundo pós-apocalíptico, um evento provocado por um vírus dizimou quase toda a população mundial, mas um pequeno grupo de sobreviventes ainda luta pela vida e pela cura dentro de uma base militar fortificada. É lá que vive Melanie, uma menina de dez anos que adora a escola, ama sua professora Helen Justineau e sonha em ser Pandora, divindade da mitologia grega que possui todos os dons. 
  Inseridos numa rotina rígida de atividades, Melanie e seus colegas de turma são mantidos presos e isolados em celas individuais. Eles podem se deslocar apenas quando os soldados os amarram em cadeiras de rodas e os levam para mais um dia de aula. Melanie não compreende o distanciamento dos militares e o medo em seus olhares, mas não os questiona. Esta realidade é tudo que ela conhece e entende como normal. A menina, porém, é considerada especial pelos professores e pesquisadores da base por causa de sua sede de conhecimento  - ela quer ouvir histórias, aprender equações - e sua vontade de descobrir a realidade do mundo exterior.
  O que ela está prestes a descobrir é que o mundo exterior se mostrará, em toda sua selvageria, bem mais cedo do que ela imagina.

Opinião:
  A Menina Que Tinha Dons foi  uma leitura bem diferente do que eu imaginava, contendo doses de terror, ficção científica e várias cenas de ação, com exceção do início que é um pouco lento, mas que não deixa de ser interessante e instigante.
   A história é muito criativa e original, pois o autor teve a genial ideia de utilizar o fungo microscópico Ophiocordyceps unilatelaris, que geralmente ataca as formigas e as usam como seu hospedeiro, e como resultado suas vítimas são controladas, sendo posteriormente transformadas em uma espécie de zumbis que o único afazer é se alimentar para manter o fungo vivo. Em A Menina Que Tinha Dons, este terrível fungo é o parasita da raça humana, que transformou a grande maioria da população em "famintos", zumbis sedentos por carne humana, sendo que o terror e a dificuldade é muito grande para os poucos sobreviventes pela razão de os infectados serem muitas rápidos, e não lerdos como a maioria dos zumbis que conhecemos em outras obras.
  A narrativa do autor flui muito bem, resultando em uma leitura muito rápida e agradável. 
   De ponto negativo da obra, achei os personagens chatos e irritantes em sua maioria, com exceção do Sargento Parks, que age sempre de maneira inteligente e coerente.
   O final surpreendente da história muitos leitores poderão não gostar, pois não é uma conclusão esperada devido a temática da história. Enfim, recomendo A Menina Que Tinha Dons a todos fãs de zumbis e distopias pós-apocalípticas, pois a história criada pelo autor é excelente.

Minha nota: 9

domingo, 26 de abril de 2015

Resenha: O Mochileiro das Galáxias - O Guia do Mochileiro das Galáxias de Douglas Adams - livro 1


Sinopse:
 Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário.

Opinião:
  Faz muito tempo que eu estava adiando a leitura deste primeiro volume desta série de Douglas Adams, e após a leitura digo que é um livro que não agradará a todos, pois no geral a obra é meio sem noção, mas acredito eu que o objetivo do autor foi justamente criar uma história divertida, que possui um humor sarcástico e irônico, e nisso Adams acertou em cheio. 
 O universo criado pelo autor é muito interessante, e mais interessante ainda são as explicações malucas que o autor apresenta pra muita coisa, como por exemplo durante as aventuras de Arthur, ele chega a descobrir o motivo da criação da Terra. 
  O autor de livros de terror Clive Barker é muito conhecido por sua imaginação sem limites, e no gênero da ficção científica pode-se dizer o mesmo de Douglas Adams, tamanha é sua criatividade.
  O Guia do Mochileiro das Galáxias é uma leitura leve, bem escrita, que contém personagens hilários e que traz ao leitor momentos divertidos com um humor único. Com certeza pretendo continuar a leitura desta séria maluca. Recomendo para adolescentes e adultos fãs de histórias de ficção científica bem humorada. 

Minha nota: 9
  

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Resenha: Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley


Sinopse:
  Ano 634 D.F. (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (precondicionados) têm comportamentos (preestabelecidos) e ocupam lugares (predeterminados) na sociedade - os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime. Os conceitos de 'pai' e 'mãe' são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia - acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo. 
  
Opinião:
  Foi com muito receio que li Admirável Mundo, pois foi a primeira distopia clássica que li. Mas confesso que a leitura foi uma surpresa muito boa. O livro foi escrito em 1937, e quase oitenta anos depois não é um enredo nada ultrapassado. Fico imaginando o quanto a obra foi impactante na época do lançamento.
  A escrita de Aldous Huxley é muito fluída, não sendo maçante em momento algum. Me interessei tanto pela trama futurística que se eu pudesse eu chegaria ao final do livro em um dia só.
  Em relação aos personagens, temos Bernard Marx, que não está nada satisfeito e feliz com este "admirável mundo novo" e não pretende ficar de braços cruzados. Há ainda John, que faz parte de uma espécie de reserva indígena chamada Malpaís, onde os "selvagens" são pessoas isoladas da sociedade, que procriam ao estilo natural e ainda possuem outros costumes parecidos com o nosso. Tudo fica ainda mais interessante quando as duas sociedades se colidem.
  Admirável Mundo Novo  me fez refletir os prós e os contras da sociedade apresentada, e no geral digo que eu não gostaria de viver nela, mesmo se fosse integrante do topo da pirâmide. 
  A conclusão da história foi satisfatória, e confesso que após ler Admirável Mundo Novo, me interessei por outros livro do gênero que antes não notava. 

Minha nota: 9
  

sábado, 21 de março de 2015

Resenha: Sob a Redoma de Stephen King


"Apurado e vigoroso desde o início. Difícil de deixar de lado." - New York Times

"Sob a Redoma se move com tanta rapidez e prende o leitor tão absolutamente que o deixa quase paralisado." - Newsday

"Propulsivamente intrigante . Surpreendentemente viciante." Usa Today

Sinopse: 
   Assim que a pequena cidade de Chester's Mill se vê envolta por um misterioso campo de força, os moradores percebem que terão de lutar por sua sobrevivência. Pessoas morrem e são separadas de suas famílias com a repentina aparição da redoma. A situação fica ainda mais grave quanto são expostas às consequências ecológicas da barreira e às maquinações de James "Big Jim" Rennie, um político dissimulado que usa a redoma como um meio de dominar a cidade. No entanto, o principal adversário dos moradores é a própria redoma, pois ninguém entra e ninguém sai da cidade. Encerradas ali, sem possibilidade de escapar, as pessoas serão obrigadas a enfrentar seus medos e impulsos, e darão voz a seus instintos mais primordiais.

Opinião:
   Sob a Redoma é um livro imenso como muitos do King, e por possuir suas quase mil páginas, muitos leitores podem achar que é um livro massante e com muita enrolação, sendo assim recusado por muitos; mas digo que este livro é muito dinâmico, crível, contendo muitas mortes, e que possui um vilão, Big Jim, que com seu poder político ele tenta manipular o maior número de pessoas para alcançar seu maior objetivo, que é dominar a cidade. Big Jim  muita vezes utiliza da religião para persuadir as pessoas, dizendo que os atos dele são conforme a vontade de Deus, e ainda distorce a verdade; enfim o cara é muito mau.
    Acho que ninguém descreve tão bem seus personagens como King escreve, sendo que o fato de a redoma estar em volta de Cherter's Mill fica em segundo plano, pois o conflito entre os personagens, que são muitos, é prazeroso demais de se ler. Dale Bárbara com a ajuda de alguns adultos e crianças tentam impedir o controle da cidade de cair totalmente nas mãos de Big Jim, ao mesmo tempo que tentam desvendar o porque de a redoma estar em torno da cidade e também alguma maneira de destruí la.
   Um livro eletrizante, com personagens que somente King conseguiria descrever de tão complexos, humanos e críveis, com destaque para o ótimo vilão James Rennie. Os finais de King geralmente são criticados, mas digo que gostei do final de Sob a Redoma, achei bem criativa a explicação de como foi parar uma redoma em volta da cidade, mas acho que não irá agradar a todos. Finalizo esta curta resenha, que devem ter percebido não contou quase nada sobre o livro, pois quis evitar spoilers. Nota máxima para este excelente livro.

Minha nota: 10