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sábado, 19 de setembro de 2015

Resenha: Millennium - A Garota na Teia de Aranha de David Lagercrantz - volume 4


Sinopse: 

Uma muralha virtual impenetrável: é assim que se pode definir a rede da NSA, a temida agência de segurança americana. Quando a mensagem "Você foi invadido" piscou na tela de Ed Needham, responsável pelos computadores que guardam alguns dos maiores segredos do mundo, ele custou a acreditar. A tentativa de localizar o criminoso também não trazia frutos, as pistas não levavam a lugar nenhum, cada indício terminava num beco sem saída. Que hacker seria capaz de algo assim ?

Para o leitor que acompanha a série Millennium, criada por Stieg Larsson, só há uma resposta possível: a genial e atormentada justiceira Lisbeth Salander está de volta. Mas por que Lisbeth, uma hacker fria e calculista que nunca dá um passo sem pesar as consequências, teria cometido um crime gravíssimo e ainda provocado de forma quase infantil um dos maiores especialistas em segurança dos Estados Unidos ? Depois de finalmente se livrar da polícia sueca e de todas as acusações que pesavam sobre si, que motivo ela teria para se atirar em outro lamaceiro político ?

É o que se pergunta Mikael Blomkvist, principal repórter da explosiva revista Millennium, além de amigo e eventual amante de Lisbeth. Mas Blomkvist precisa lidar com seus próprios demônios: afundada numa crise sem precedentes, a revista foi comprada por um grupo que pretende modernizá-la. Nada mais repulsivo ao jornalista que prefere apurar e pesquisar suas histórias a ceder às demandas e ao ruído das redes sociais. Ainda assim, há tempos o repórter não emplaca um de seus furos, e por isso não hesita em sair no meio da madrugada para atender a um chamado que promete ser a grande história de sua carreira. 

Presos a uma teia de aranha mortífera. Lisbeth e Blomkvist terão mais uma vez que unir forças, agora contra uma perigosa conspiração internacional.


Opinião:

A Garota na Teia de Aranha é o quarto volume da série Millennium, e devido a morte de Stieg Larsson, foi escrito por David Lagercrantz, sendo publicado por aqui pela editora Companhia Das Letras.

Primeiramente já adianto um ponto positivo da obra, que é possuir apenas 465 páginas; e digo "apenas" porque este é o menor livro da série, sendo que o maior é o livro anterior, que possui quase 700 páginas, que ao meu ver é muita coisa para uma obra de suspense policial, sendo assim muito maçante e cansativo para o leitor. Já li dois livros do Stephen King de mais de mil páginas, A Dança da Morte e It A Coisa, e que por sinal são obras primas em minha opinião, e ainda, além de ser outro gênero literário, a habilidade de escrita do King é extraordinária. Talvez se Michael Connelly escrevesse um livro de suspense policial de 700 páginas não seria maçante e cansativo.

O autor utilizou como um dos focos do enredo elementos do passado da fantástica Lisbeth, proporcionando assim um sentimento de nostalgia que chega até o leitor. O livro possui várias cenas de ação, que até são convincentes em sua maioria. A impressão que tive é que Lagercrantz se esforçou ao máximo para criar uma continuação da tão afamada série Millennium no mesmo estilo dos livros anteriores, tendo como resultado uma obra do mesmo nível das outras, com exceção do primeiro livro da série, que ao meu ver é o melhor.


O final deixou a desejar, sendo deixado mais uma vez margem para continuações, sendo que andei lendo por aí que Lagercrantz pretende escrever ao menos mais um livro deste universo protagonizado por Lisbeth Salander.


Minha nota: 9

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Resenha: Millennium - A Rainha do Castelo de Ar de Stieg Larsson - volume 3


Pode conter spoilers

Sinopse:

     Mikael Blomkvist está furioso. Furioso com o serviço secreto sueco, que, para proteger um assassino, internou Lisbeth Salander - na época com apenas doze anos - num hospital psiquiátrico e depois deu um jeito de declará-la incapaz. Furioso com a polícia que agora quer indiciar Lisbeth por uma série de crimes que ela não cometeu. Furioso com a imprensa, que se compraz em pintar a moça como psicopata e lésbica satânica. Furioso com a promotoria pública, que pretende pedir que ela seja internada de novo, desta vez - ao que parece - para sempre.
      Enquanto Lisbeth recupera-se, num hospital, de ferimentos que quase lhe tiraram a vida. Mikael procura conduzir uma investigação paralela que prove a inocência de sua amiga. Mas a jovem não fica parada, e muito mais do que uma chance para defender-se, ela quer uma oportunidade para dar o troco. Com a ajuda de Mikael, Lisbeth está muito perto de desmantelar um plano sórdido que durante anos se articulou nos subterrâneos do Estado sueco, um complô em cujo centro está o pai dela, um perigoso espião russo que ela já tentou matar. Duas vezes.

Opinião:


      A Rainha do Castelo de Ar, do autor Stieg Larsson, é o terceiro volume da série Millennium, publicado em terras brasileiras pela editora Companhia Das Letras.

      Novamente temos um livro detalhista, bem escrito, e que prende o leitor do início ao fim. Desta vez o autor criou um calhamaço de quase setecentas páginas, tendo como resultado o maior livro da série. No início da leitura temos uma continuação direta do livro anterior, A Menina Que Brincava Com Fogo; e de repente a história foi tomando um rumo que eu não imaginava, tendo como resultado um enredo tão crível que ao meu ver não achei nada surpreendente, comum, digamos assim. 

      O personagem de maior destaque mais uma vez é Lisbeth Salander, que mesmo estando aparentemente impossibilitada na maior parte do livro de utilizar de sua imensa habilidade de hacker, ela ainda da um jeito e mostra ao leitor que é ainda mais habilidosa do que aparentava ser.


      Chegando aos momentos finais do livro, há boas cenas de ação, porém, o final achei muito apático. Ao meu ver, A Rainha do Castelo de Ar está no mesmo nível do livro anterior, e apesar das críticas, se trata de uma ótima obra, que indico para os fãs do gênero. Em breve postarei aqui no blog a resenha da conclusão definitiva da série, A Garota na Teia de Aranha, escrita por David Lagercrantz, em decorrência da morte do escritor Stieg Larsson.

Minha nota: 9

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Resenha: Millennium - A Menina Que Brincava Com Fogo de Stieg Larsson - volume 2


"Larsson é o grande noir da Suécia e Lisbeth Salander, uma heroína diferente de todas as outras. O clímax é um festim sangrento." - The Times

Sinopse:

     Lisbeth Salander é acusada de triplo assassinato, e a polícia está em seu encalço. A jovem hacker é esquiva, egoísta e pode ser muito violenta quando provocada. Mikael Blomkvist, editor-chefe da revista Millennium, sabe muito bem disso. Mas, ao contrário do restante da imprensa, que não se acanha em crucificá-la, ele acredita na inocência da moça. Para ele, os homicídios relacionam-se a uma série de reportagens que a Millennium pretendia publicar sobre o tráfico de mulheres provenientes do Leste Europeu. Um esquema de corrupção cujos tentáculos alcançam promotores, juízes, policiais e jornalistas. 
     Lisbeth livrou Mikael da morte dois anos antes. Agora ele tem como retribuir. 

Opinião:

     A Menina Que Brincava Com Fogo, escrito por Stieg Larsson, é o segundo volume da série Millennium, hoje composta por quatro livros, sendo o último, escrito por David Lagercrantz, devido a morte repentina de Stieg Larsson. 

     Assim como o primeiro livro da série, A Menina Que Brincava Com Fogo possui uma escrita detalhista e uma história um tanto complexa que prende o leitor do início ao fim, resultando assim em um "tijolão" de seiscentas páginas, que não é muito comum no gênero policial. O autor criou uma história muito boa, totalmente independente do primeiro livro da série, mas acho que se a obra fosse um terço menor, se o tema principal desenrolasse mais rápido, acredito que o livro seria ainda melhor. 

    Neste segundo volume o autor incutiu um pouco mais de cenas de ação, porém, algumas passagens não achei muito convincentes, havendo coincidências demais.

       O personagem destaque fica por conta de Lisbeth Salander, que neste livro o foco da narrativa está centralizado quase todo nela, onde descobrimos muito mais do seu passado. Houve todo um mistério muito bem construído em relação a identidade e passado do criminoso Zala, que após tudo ser revelado fui bem surpreendido.

      A conclusão da obra é fechada e satisfatória, sendo que estou curioso para com o terceiro volume da série, A Rainha Do Castelo De Ar, que acreditou eu, terá um novo foco central na história.

     Por enquanto, o meu preferido da série é o primeiro volume, Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, em razão de eu ter gostado mais da história, dos personagens, e no geral, o primeiro livro achei mais convincente, por conta de duas cenas de ação que achei uma coincidência muito grande. 

     Mesmo com estes pontos negativos, A Menina Que Brincava Com Fogo se trata de um ótimo livro, o qual indico para todos os fãs do gênero. Em um futuro próximo, vou ler e postar aqui no blog o terceiro livro da série Millennium, A Rainha Do Castelo De Ar.

Minha nota: 9

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Resenha: Millennium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres de Stieg Larsson - volume 1


"Em Os homens que não amavam as mulheres a riqueza dos personagens, a narrativa ágil e inteligente e os surpreendentes desdobramentos da história formam um conjunto magnífico que revela Stieg Larsson com um grande mestre da literatura de suspense." - Luiz Alfredo Garcia-Roza

"O problema com Larsson é que, se a gente se aventura e entra na história, está perdido: não tem como largar o livro. Talvez seja porque os protagonistas são animados por uma paixão parecida com a que motiva a curiosidade de todos nós: os dois, o jornalista bem-sucedido e a adorável jovem hacker (punk de corpo e espírito), são indivíduos sem família (ou quase), decididos a desvendar, justamente, um segredo de família." - Contardo Calligaris

Sinopse:

   Os homens que não amavam as mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvendam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca.
    Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e os diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henriq Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henriq está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.
   Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henriq lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger. E que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois .... até um momento presente, desconfortavelmente presente.

Opinião:

   Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, de autoria do sueco Stieg Larsson, é o primeiro livro da série Millennium, série esta lançada em terras brasileiras pela editora Companhia Das Letras. Está previsto o lançamento aqui no Brasil do quarto livro da série para o mês de agosto deste ano, intitulado A Garota Na Teia De Aranha, e que devido a morte de Stieg Larsson, foi escrito por David Lagercrantz. 
    
   Faz tempo que esta série estava na minha lista de leituras, e tendo como base várias resenhas que li deste primeiro livro, minhas expectativas estavam altas, e confesso que foram totalmente correspondidas.

    Mesmo o livro sendo um calhamaço de mais de quinhentas páginas, que não é muito comum no gênero policial, e ainda possuir uma história densa e detalhista, a leitura não foi cansativa em momento algum. Méritos para o autor Stieg Larsson, que escreve de uma maneira simples e agradável. 
   
    Senti falta de mais ação no decorrer do livro, porém, na falta deste elemento o leitor é recompensado com uma excelente história, que é convincente e contém muito suspense e mistério que gira em torno da família Vanger. E que família excepcional !

    Os personagens, que não são poucos, são o ponto forte da obra, pois eles são bem descritos e carismáticos, com uma personalidade muito bem definida. Fica até difícil de destacar alguns, sendo os mais importantes para a narrativa os protagonistas Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander; o mais poderoso da família Vanger, Henriq Vanger; e a assassinada ou desaparecida Harriet Vanger.

   O final é fechado e muito satisfatório, e confesso que já estou com saudade dos personagens marcantes da obra. Em breve lerei e postarei a resenha aqui no blog do segundo livro da série, A Menina Que Brincava Com Fogo, que para muitos leitores é o melhor dos três primeiros livros. Os Homens Que Não Amavam As Mulheres é totalmente recomendado para os fãs do gênero !

Minha nota: 9