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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Resenha: Revival de Stephen King



"A ideia para este livro está na minha cabeça desde que eu era criança. Frankenstein, de Mary Shelley, foi uma grande inspiração para mim. Eu queria criar uma história o mais humana possível, porque a melhor maneira de assustar o leitor é fazê-lo gostar dos personagens." - Stephen King em entrevista para a revista Rolling Stone

"Ler Revival é ver um grande contador de histórias se divertindo ao máximo. Todos os elementos favoritos de King estão presentes: uma cidade pequena no Maine, o sobrenatural, o mal, o vício e o poder de se transformar uma vida." - The New York Times

"Um livro que fala sobre o que acontece quando somos traídos por nossa fé. E se o único sentido do universo for sua crueldade ? E se só existir tormento do outro lado da vida? Revival nos diz que, quando se passa pelo inferno, todo cumplicidade e esperança é vã." - Los Angeles Times


Sinopse:

Em uma cidadezinha na Nova Inglaterra, mais de meio século atrás, uma sombra recai sobre um menino que brinca com seus soldadinhos de plástico no quintal. Jamie Morton olha para o alto e vê a figura impressionante do novo reverendo. Charles Jacobs, junto com a bela esposa e o filho, chegam para reacender a fé no local. Homens e meninos, mulheres e garotas, todos ficam encantados pela família perfeita e os sermões contagiantes.

Jamie e o reverendo passam a compartilhar um elo ainda mais forte, baseado em uma obsessão secreta.

Décadas depois, Jamie carrega os próprios demônios. Integrante de uma banda que vive na estrada, ele leva uma vida nômade no mais puro estilo sexo, drogas e rock and roll, fugindo da própria tragédia familiar. Com trinta e poucos anos, viciado em heroína, perdido, desesperado, Jamie reencontra o antigo reverendo. O elo que os unia se transforma em um pacto que assustaria até o diabo, com sérias consequências para os dois, e Jamie percebe que "reviver" pode adquirir vários significados.


Opinião:

Revival, do autor Stephen King, foi publicado originalmente em 2014, e é um lançamento da editora SUMA de letras deste mês de outubro, contendo 373 páginas.

Mais uma vez King nos presenteou com uma obra contendo personagens críveis, convincentes e cativantes, uma narrativa de alto nível, e diálogos deliciosos de se ler, resultando assim em uma obra que li em apenas três dias, pois eu queria sempre saber o que iria acontecer nas páginas seguintes. Se eu pudesse teria lido ainda mais rapidamente.

Por volta de quase metade do livro que temos indícios de algo sobrenatural, e por isso, ao menos para mim, o livro melhora ainda mais. Aconselho aos leitores a lerem as últimas trinta páginas aterrorizantes de uma vez só, porque nelas se encontram um dos melhores momentos finais de um livro do King que já li até hoje de quase vinte livros devorados. 

Outro conselho ao leitores: Para um melhor aproveitamento da obra, leiam antes de Revival alguns trabalhos de H.P. Lovecraft, mais especificamente os mitos de Cthulhu.

Depois de muitos livros lidos do autor, mesmo com todas qualidades que ele possui, o que mais gosto em suas obras é o grande sentimento nostálgico proporcionado. Quem leu IT A Coisa sabe do que estou falando.

Revival é altamente recomendado ao fãs do gênero. Nota máxima !


Minha nota: 10

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Resenha: Joyland de Stephen King


"Uma das histórias mais bem escritas de King... Profunda, divertida, cheia de reviravoltas, despretensiosa e, por fim, arrasadoramente triste." - Entertainment Weekly

"Intenso e cativante... A narrativa promissora e a montanha-russa emocional na vida de um jovem rapaz fazem de Joyland um prêmio que vale todas as suas fichas." - Usa Today

"Emocionante, imensamente atraente...O verdadeiro apelo de Joyland vem da habilidade de King de criar vínculos diretos e viscerais com seus personagens. É esse laço emocional que marca a diferença entre livros de mero entretenimento e livros que nos tocam de maneira mais profunda. King tem escrito com aparente facilidade e constância impressionante histórias essenciais por mais de quarenta anos. Em Joyland, ele repete o feito mais uma vez." - The Washington Post

"Com uma pegada pulp proposital, Joyland é, em última análise, uma história contundente, o que faz deste um dos trabalhos mais pessoais e comovente de King." - Time Out London

"Um livro imperdível para os fãs de King." - Library Journal

Sinopse:

    Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. 
   Linda Gray foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado.
    O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer, e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

Opinião:

    Joyland, do escritor Stephen King, foi lançado este mês de julho por aqui pela editora Suma de letras.



    O mestre King presenteou os leitores com uma história muito bem escrita, comovente, um realismo bem acima da média, e ainda contém um mistério em torno dos assassinatos que prende o leitor do início ao fim da história. O livro possui apenas 240 páginas, e talvez por isso não foi possível se aprofundar no assassino e nos crimes cometidos, resultando assim em pouco terror e suspense, mas os momentos que possuem estes elementos são excelentes.

     Talvez por ser um livro bem curto, em se tratando do King, os personagens em sua maioria não foram muito aprofundados, mas não significa que são desinteressantes, pois muitos para mim serão inesquecíveis, como por exemplo o protagonista e narrador da história, Devin Jones; e o menino Mike, que possui uma doença grave e um dom especial, que já se encontra entre os personagens mais marcantes e carismáticos do autor que tive conhecimento até agora.

     Os momentos finais do livro são excelentes, talvez não muito surpreendentes, mas sim plausíveis e muito bem escritos, e claro... bem tristes. 

    Com certeza Joyland é leitura obrigatória para os fãs de Stephen King, e para os leitores que curtem histórias comoventes, com um pouco de terror/suspense, e um toque do gênero policial.

Minha nota: 9

sábado, 18 de abril de 2015

Resenha: Escuridão Total Sem Estrelas de Stephen King


"Contos que fazem mais do que jus à qualidade literária desse autor prolífico. Instigantes ? Sim. Brutais ? Nem queira saber." - The New York Times

"Reviravoltas sombrias guiam os quatro contos, que mostram como um talentoso contador de histórias pode fazer um livro inquietante e impossível de largar." - Publishers Weekly

"King oferece quatro olhares que vão direto ao ponto, mostrando os limites da ganância, da vingança e do auto engano." - Booklist  

Sinopse:
  Na ausência da luz, o mundo assume formas sombrias, distorcidas, tenebrosas. Os crimes parecem inevitáveis; as punições, insuportáveis; as cumplicidades, misteriosas. Os personagens destes quatro contos passam por momentos de escuridão total, quando não existe nada - bom senso, piedade, justiça ou estrelas - para guiá-los. Suas histórias representam o modo como lidamos com o mundo e como o mundo lida conosco. São narrativas fortes e, cada uma a seu modo, profundamente chocantes. 

Opinião:

1922
  O agricultor Wilfred e o filho, Hank, precisam decidir do que é mais fácil abrir mão: das terras da família ou da esposa e mãe. 
  King conseguiu transmitir para o leitor com maestria como era a vida no campo na década de vinte. Os personagens como sempre são muito críveis, e a maneira como o menino Hank é afetado em decorrência da decisão tomada por ele e seu pai é muito interessante de se acompanhar. A narrativa tem como foco o quanto a ganância pode cegar e transformar uma pessoa. De todos os contos este foi o que apresenta a melhor conclusão, e a mais surpreendente e macabra.

Gigante do Volante
  Tess, uma escritora que viaja somente de carro, é chamada de última hora para realizar uma palestra na cidade de Chicopee, que fica a menos de 100 quilômetros de onde reside. O convite foi enviado por Ramona Norville, bibliotecária-chefe da Biblioteca Pública de Chicopee. Após terminar a palestra, Ramona aconselha Tess a pegar um atalho para a viagem de volta e, após furar um pneu no caminho, é aí que os problemas da escritora começam.
  Este conto apresenta as páginas mais tensas que li do autor até hoje, mais até do que Misery, tendo como foco a vingança. Em relação aos personagens, destaque para a corajosa e inteligente escritora e o cruel vilão. Fiquei surpreso com o rumo que tomou a narrativa, vindo a concluir muito bem. 

Extensão Justa:
  Dave Streeter tem um câncer terminal e faz um pacto com um estranho vendedor que se encontrava nas margens da estrada. Mas será que para salvar a própria vida vale a pena destruir a de outra pessoa ?
  Esta é o melhor conto do livro, pena que possui apenas pouco mais de trinta páginas. A história é muito criativa e tem como foco a maldade humana. O "estranho vendedor é muito misterioso e macabro", fiquei muito curioso para saber mais sobre ele. Por conter poucas páginas, a história flui muito rapidamente e conclui excelentemente. Possui o segundo melhor final dos contos apresentados. 

Um Bom Casamento
  Uma caixa na garagem pode dizer mais a Darcy Anderson sobre seu marido do que os vinte e sete anos que eles passaram juntos. 
  O autor foi brilhante ao explorar na história que não conhecemos totalmente as pessoas que nos cercam, por mais que pareça o contrário. Os diálogos entre Darcy e seu marido Bob são magníficos e muitas vezes de uma alta tensão. Mais uma vez o desfecho foi muito satisfatório.

  Escuridão Total Sem Estrelas, não tomou o posto de melhor coletânea de contos do King, que pra mim continua sendo Sombras da Noite, mas com certeza são as histórias mais tensas, macabras e críveis que li. Os personagens malvados que contém a mente deturpada e  cruel que o autor criou são memoráveis. Diferentemente dos livros sangrentos de Clive Barker, esta obra possui bem menos derramamento de sangue, porém por conter pessoas normais, que em um momento estão se divertindo com a família e em outro estão assassinando crianças brutalmente, o impacto psicológico que o leitor recebe é imenso. O título Escuridão Total Sem Estrelas não poderia combinar melhor. Com certeza recomendado para quem aprecia história intensas, com personagens profundos e altamente marcantes como somente Stephen King poderia criar.

Minha nota: 9
  

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Resenha: A Dança da Morte de Stephen King


Sinopse:
  Aclamado pela crítica e pelo público, o romance é considerado uma das melhores  obras de Stephen King. 
  Após um erro de computador no Departamento de Defesa, um milhão de contatos casuais formam uma cadeia de morte: é assim que o mundo acaba. O que surge é um árido lugar, privado de suas instituições e esvaziado de 99% de sua população. Um lugar onde sobreviventes em pânico escolhem seus lados - ou são escolhidos por eles. Onde os bons se apoiam nos ombros frágeis de Mãe Abigail, com seus 108 anos de idade, e os piores pesadelos do mal estão incorporados em um indivíduo de poderes indivisíveis: Randall Flagg, o homem escuro. King criou uma história épica sobre o fim da civilização e a eterna batalha entre o bem e o mal. 
  
Opinião:
  Primeiramente aconselho aos leitores que não leram nenhum livro do King que não comecem por este, pois por apresentar quase mil e trezentas páginas pode assustar muita gente.
  A Dança da Morte possui, como muitos livros do autor, uma incrível profundidade e variedade de personagens, e uma trama pós apocalíptica muito plausível. Me chamou muito a atenção (positivamente) a maneira como o King descreveu as cidades sucumbindo perante o caos que o vírus provocou, com saqueamentos, assassinatos, o governo tentando controlar a sociedade seja pela força ou pela imprensa, foi tudo muito magnífico. As pessoas que aparentemente são imunes ao vírus presenciarem sua família e amigos morrendo e não poderem fazer nada para ajudar é bem impactante. Após restar pouquíssimos sobreviventes, a história se encaminha para os personagens escolherem entre fazer parte do grupo do bem ou do mal, para assim começar a batalha.
  Temos muitos personagens nesta obra de grande relevância para a história, sendo os que eu mais gostei foi o Nick, um surdo mudo muito carismático e inteligente; Tom, que possui um retardo mental e um coração enorme; O Homem da Lata de Lixo, com sua loucura hilária; e o vilão Raldall Flagg, que possui uma manipulação formidável perante as pessoas que quer manter ao seu lado, e uma crueldade imensa. 
  O final de A Dança da Morte não foi o que eu esperava, mas mesmo assim foi muito bom. Altamente recomendado este clássico da literatura contemporânea, que está entre os melhores livros que li na vida.

Minha nota: 10 - Favoritado 


sábado, 4 de abril de 2015

Resenha: Doutor Sono de Stephen King


"A criatividade de King não falha: Doutor Sono tem tudo para ser sua melhor obra." - The New York Times

"Uma obra prima, provavelmente o melhor romance sobrenatural do século." -  The Guardian

"Uma leitura intensa e emocionante, que nos dá uma ótima conclusão para a história de Danny Torrance." - Publishers Weekly

Sinopse:
  Certa vez, quando criança, Danny Torrance quase foi engolfado pelos espíritos malignos do Hotel Overlook por causa de seus poderes especiais de Iluminado. Agora, anos depois, Danny, ou melhor, Dan, já está crescido e usando seus poderes para o bem, ao ajudar os moribundos de um hospital a atravessar para a pós-vida em paz. Entretanto, uma antiga raça de seres que sugam a energia psíquica das pessoas iluminadas está a solta e em busca de novas vítimas para poderem se alimentar.

Opinião:
  Diferentemente de O Iluminado, este livro possui menos terror e mais suspense, e digo desde já que gostei mais de Doutor Sono por um diferencial. Os vilões. A tribo do Verdadeiro Nó, como se autodenominam, são fantásticos. São vampiros psíquicos que viajam pelo país com seus enormes trailers a procura de crianças iluminadas para alimentar de seu "vapor', que exalam na hora da morte e que quanto mais causam sofrimento às vítimas, se tornam mais saborosas. O interessante é que os integrantes da tribo possuem habilidades próprias e ainda são bem organizados e discretos, com uma espécie de hierarquia. A líder é a temível Rose, A Cartola, que lidera o grupo há caça de Abra Stone, uma iluminada que é a mais poderosa já vista, que forneceria muito "alimento" por um longo tempo. Abra precisa de ajuda, e é aí que entra o carismático Dan para fazer o possível para a menina não cair nas mãos do Verdadeiro Nó.
  Dan Torrance luta contra o mesmo vício que seu pai, a bebida. É interessante ver como ele amadurece e se esforça para se libertar do vício, mas acho que não era necessário frisar quase a todo momento seu problema com a bebida no primeiro terço do livro.
  Enfim, a história conclui muito bem, e com certeza faz jus a fama que vem recebendo de uma das melhores obras de terror/suspense deste novo século. Nota máxima para Doutor Sono.

Minha nota: 10
    

sábado, 21 de março de 2015

Resenha: Sob a Redoma de Stephen King


"Apurado e vigoroso desde o início. Difícil de deixar de lado." - New York Times

"Sob a Redoma se move com tanta rapidez e prende o leitor tão absolutamente que o deixa quase paralisado." - Newsday

"Propulsivamente intrigante . Surpreendentemente viciante." Usa Today

Sinopse: 
   Assim que a pequena cidade de Chester's Mill se vê envolta por um misterioso campo de força, os moradores percebem que terão de lutar por sua sobrevivência. Pessoas morrem e são separadas de suas famílias com a repentina aparição da redoma. A situação fica ainda mais grave quanto são expostas às consequências ecológicas da barreira e às maquinações de James "Big Jim" Rennie, um político dissimulado que usa a redoma como um meio de dominar a cidade. No entanto, o principal adversário dos moradores é a própria redoma, pois ninguém entra e ninguém sai da cidade. Encerradas ali, sem possibilidade de escapar, as pessoas serão obrigadas a enfrentar seus medos e impulsos, e darão voz a seus instintos mais primordiais.

Opinião:
   Sob a Redoma é um livro imenso como muitos do King, e por possuir suas quase mil páginas, muitos leitores podem achar que é um livro massante e com muita enrolação, sendo assim recusado por muitos; mas digo que este livro é muito dinâmico, crível, contendo muitas mortes, e que possui um vilão, Big Jim, que com seu poder político ele tenta manipular o maior número de pessoas para alcançar seu maior objetivo, que é dominar a cidade. Big Jim  muita vezes utiliza da religião para persuadir as pessoas, dizendo que os atos dele são conforme a vontade de Deus, e ainda distorce a verdade; enfim o cara é muito mau.
    Acho que ninguém descreve tão bem seus personagens como King escreve, sendo que o fato de a redoma estar em volta de Cherter's Mill fica em segundo plano, pois o conflito entre os personagens, que são muitos, é prazeroso demais de se ler. Dale Bárbara com a ajuda de alguns adultos e crianças tentam impedir o controle da cidade de cair totalmente nas mãos de Big Jim, ao mesmo tempo que tentam desvendar o porque de a redoma estar em torno da cidade e também alguma maneira de destruí la.
   Um livro eletrizante, com personagens que somente King conseguiria descrever de tão complexos, humanos e críveis, com destaque para o ótimo vilão James Rennie. Os finais de King geralmente são criticados, mas digo que gostei do final de Sob a Redoma, achei bem criativa a explicação de como foi parar uma redoma em volta da cidade, mas acho que não irá agradar a todos. Finalizo esta curta resenha, que devem ter percebido não contou quase nada sobre o livro, pois quis evitar spoilers. Nota máxima para este excelente livro.

Minha nota: 10