domingo, 23 de agosto de 2015

Resenha: Medo, Mistério e Morte de Carlos Orsi


Resenha:

     O livro Medo, Mistério e Morte é de autoria do escritor nacional Carlos Orsi, e foi publicado pela editora Didática Paulista.

      A obra possui sete contos principalmente voltados para o terror: A Maldição do Ang Mbai-Aiba, Noite de Samhain, A Fábrica, Estranhos no Ninho, Projeto Cassandra, Ora Pro Nobis, e por último o conto Aprendizado; e neles, nos deparamos com mortos vivos, criaturas parecidas com vampiros, e até alienígenas. Tendo como base a capa da obra, tem-se a impressão de conter histórias infanto-juvenis, mas na verdade acredito que se enquadra melhor em literatura adulta, pois os contos possuem assassinatos violentos e sangrentos, ambientes macabros e sinistros.

     Na introdução feita pelo próprio autor, é citado seus escritores favoritos, que ao fim da leitura dos contos percebe-se uma clara fonte de inspiração em obras destes autores, principalmente Lovecraft; mas não pensem que é uma cópia descarada como algumas que vemos por aí, não mesmo; são contos de qualidade acima da média, que não ficam devendo nada para obras de escritores internacionais famosos, possuindo personalidade própria, sendo bem escritos e convincentes, e na maioria finais trágicos e tensos.

     Como diz o título, Medo, Mistério, e Morte cumpre o que promete com sete ótimos contos. Leitura recomendada para os fão do gênero.


Minha nota: 9

domingo, 16 de agosto de 2015

Resenha: A Tumba e Outras Histórias de H. P. Lovecraft


Sinopse:

     Este volume reúne exemplares dos variados estilos de narrativa que tornaram o escritor norte-americano H. P. Lovecraft um dos autores cult mais apreciados em todo o mundo. De "A Tumba", um verdadeiro conto clássico de horror, a "Entre as Paredes de Eryx", uma história de ficção científica passada em Vênus, o leitor terá uma amostra do melhor da fantasia gótica, do flerte com o sobrenatural e com o oculto, de personagens que são jogados no coração da loucura. As horripilantes histórias de Lovecraft seduzem pelo crescente medo que inspiram e emergem, quase todas, num clímax surpreendente. 
   O livro traz, também, fragmentos e alguns dos primeiros contos escritos pelo autor, durante a adolescência. Os conhecedores de Lovecraft ficarão impressionados com a precocidade do estilo - que consagraria o artista maduro - e o tratamento de temas que tornariam célebre a sua obra posterior. Para os fãs do gênero, uma razão para comemorar. Para os não iniciados, uma ótima porta de entrada.

* Sinopse contida nesta edição.

Opinião:

    A Tumba e Outras Histórias, do escritor H. P. Lovecraft, é um livro de terror publicado em terras brasileiras pela editora L&PM Pocket. 

      O livro é dividido em três partes, sendo:
     Os contos: A Tumba, O Festival, Aprisionado com os Faraós, Ele, O Horror em Red Hook, A Estranha Casa que Pairava na Névoa, Entre as Paredes de Eryx, e O Clérigo Diabólico.  

     Primeiras histórias: A Fera da Caverna, O Alquimista, Poesia e os Deuses, A Rua, e A Transição de Juan Romero.

     Quatro fragmentos: Azathoth, O Descendente, O Livro, A Coisa no Luar.



        Comentarei um pouco sobre o que se trata os contos principais do livro.

      Em A Tumba, Jervas Dudley conta uma história de quando era criança e descobre uma tumba abandonada em um mausoléu. E assim começa os momentos apavorantes vividos por Dudley, que deixa o leitor em dúvida da veracidade dos acontecimentos, pois nosso narrador está trancado em um asilo para loucos.

     O Festival é um conto sinistro em que o personagem central foi enviado por seus pais até uma velha cidade para participar de um festival macabro que acontece uma vez a cada século. 

     Em Aprisionado com os Faraós temos um início lento, demorando assim para o conto se desenrolar. Nesta história está presente o ilusionista Houdini, que propõe o desafio de conseguir escapar da tumba de um faraó. E assim Houdini de repente se mete em uma enrascada horrenda.

     O conto Ele, diz sobre um homem que vai até a cidade de Nova York e se depara a noite com um estranho que o leva a revelações incríveis sobre o passado e o futuro.

     O Horror em Red Hook se trata de um ancião que domina o ocultismo, dando assim muito trabalho para a polícia que acaba se vendo obrigada a recorrer a um detetive famoso para dar conta dos acontecimentos.

     Em A Estranha Casa que Pairava na Névoa, um filósofo decide chegar até uma casa muito antiga que se encontra no alto de um penhasco e que não possui um caminho lógico de chegar até ela, e o estranho que supostamente a casa é habitada por alguém misterioso. No caminho o filósofo tem experiências aterradoras.

     Entre as Paredes de Erix conta os momentos desesperadores de um explorador que se encontra no planeta Vênus e está a procura de valiosos cristais, e de repente acaba ficando preso em uma armadilha alienígena. 

     O Clérigo Diabólico achei um conto apenas mediano, que diz sobre a experiência no mínimo sinistra de um homem ao visitar o sótão de uma casa. 

     O conto que mais gostei do livro deixei para o final. O Alquimista, que faz parte das primeiras histórias escritas por Lovecraft. O conto diz sobre uma maldição passada de geração em geração que dura séculos. É meu conto preferido pela criatividade do autor em relação a história narrada.

     Algo muito positivo que achei das histórias em geral é o clima sombrio e angustiante, deixando assim o leitor tenso durante toda a leitura. O problema que tive com algumas histórias é que não prendeu muito minha atenção. Dos contos que li até hoje do autor, ainda prefiro os mitos sobre Cthulhu, mas com certeza a leitura foi válida para eu conhecer um pouco mais das criações de um dos maiores escritores clássicos do gênero. 

Minha nota: 8

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Resenha: O Homem Do Castelo Alto de Philip K. Dick


Sinopse:

    A trama se desenvolve em um cenário sombrio: a Segunda Guerra Mundial foi vencida pelo Eixo - Alemanha, Japão e Itália. O continente africano foi praticamente aniquilado e os negros escravizados. Os judeus também se encontram seriamente ameaçados de extermínio.
      É nesse contexto que se desenvolvem os dramas de vários personagens cujas vidas acabam entrelaçadas pelos ditames do I Ching, o milenar oráculo chinês, e que se descobrem envolvidos em situações além de seu controle: um judeu que se esconde sob uma falsa identidade para não ser levado a um campo de extermínio; um vendedor de antiguidades norte-americano que se esforça para ser aceito pela rígida sociedade japonesa; um burocrata japonês que se envolve em uma intriga política perigosa demais para alguém de sua posição social; uma mulher que, por meio da leitura de um livro clandestino, vislumbra um mundo onde os nazistas perderam a guerra e Hitler está morto.

Opinião:

     O Homem do Castelo Alto, de autoria de Philip K. Dick, considerado um dos maiores escritores de ficção científica, foi publicado por aqui pela editora Aleph.
  
      Esta obra é o primeiro contato que tenho com um livro do autor, e foi com uma alta expectativa que iniciei a leitura desta obra. A premissa de que a Alemanha, juntamente com o Japão e a Itália teriam vencido a segunda guerra mundial é muito interessante, porém, acho que o enredo meio confuso não foi muito bem desenvolvido, e o tema central poderia ter sido melhor explorado. 


    Philip Dick criou um universo totalmente ruim de se viver, um mundo que americanos, judeus e negros, não tinham motivo algum para sorrir; e eu acredito que se Hitler houvesse obtido êxito, teria sido muito ruim, mas nem tanto quanto demonstrado nesta obra. Em contrapartida, em um livro escrito por um personagem do livro, em que os nazistas perderam a guerra e os americanos juntamente com os ingleses reinam soberanos, o mundo é  tudo muito maravilhoso e praticamente perfeito. Outro exagero em minha opinião !

   Os melhores momentos da obra são a reflexão interna dos personagens e os diálogos. Falando em personagens, não houve nenhum que me chamou a atenção, com exceção do tal Homem do castelo alto, que é um tanto misterioso e deixa o leitor curioso para saber mais sobre ele.  


     Chegando ao momentos finais do livro, eu estava esperando algo surpreendente e impactante, e não foi o que aconteceu; não que o final foi ruim, mas é que o livro acabou meio de repente, como se fosse uma história sem fim, com os personagens tendo uma esperança de um mundo melhor. 
     
     Com tantos pontos negativos que mencionei, parece que o livro é ruim e que não gostei, mas a verdade é que é sim no mínimo um bom livro. Aconteceu que mais uma vez iniciei a leitura com uma alta expectativa, e esperava que a história fosse melhor explorada e mais surpreendente, pois com esta premissa interessante e instigante, acredito que o livro poderia ter sido bem melhor. 

Minha nota: 8

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Resenha: Millennium - A Menina Que Brincava Com Fogo de Stieg Larsson - volume 2


"Larsson é o grande noir da Suécia e Lisbeth Salander, uma heroína diferente de todas as outras. O clímax é um festim sangrento." - The Times

Sinopse:

     Lisbeth Salander é acusada de triplo assassinato, e a polícia está em seu encalço. A jovem hacker é esquiva, egoísta e pode ser muito violenta quando provocada. Mikael Blomkvist, editor-chefe da revista Millennium, sabe muito bem disso. Mas, ao contrário do restante da imprensa, que não se acanha em crucificá-la, ele acredita na inocência da moça. Para ele, os homicídios relacionam-se a uma série de reportagens que a Millennium pretendia publicar sobre o tráfico de mulheres provenientes do Leste Europeu. Um esquema de corrupção cujos tentáculos alcançam promotores, juízes, policiais e jornalistas. 
     Lisbeth livrou Mikael da morte dois anos antes. Agora ele tem como retribuir. 

Opinião:

     A Menina Que Brincava Com Fogo, escrito por Stieg Larsson, é o segundo volume da série Millennium, hoje composta por quatro livros, sendo o último, escrito por David Lagercrantz, devido a morte repentina de Stieg Larsson. 

     Assim como o primeiro livro da série, A Menina Que Brincava Com Fogo possui uma escrita detalhista e uma história um tanto complexa que prende o leitor do início ao fim, resultando assim em um "tijolão" de seiscentas páginas, que não é muito comum no gênero policial. O autor criou uma história muito boa, totalmente independente do primeiro livro da série, mas acho que se a obra fosse um terço menor, se o tema principal desenrolasse mais rápido, acredito que o livro seria ainda melhor. 

    Neste segundo volume o autor incutiu um pouco mais de cenas de ação, porém, algumas passagens não achei muito convincentes, havendo coincidências demais.

       O personagem destaque fica por conta de Lisbeth Salander, que neste livro o foco da narrativa está centralizado quase todo nela, onde descobrimos muito mais do seu passado. Houve todo um mistério muito bem construído em relação a identidade e passado do criminoso Zala, que após tudo ser revelado fui bem surpreendido.

      A conclusão da obra é fechada e satisfatória, sendo que estou curioso para com o terceiro volume da série, A Rainha Do Castelo De Ar, que acreditou eu, terá um novo foco central na história.

     Por enquanto, o meu preferido da série é o primeiro volume, Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, em razão de eu ter gostado mais da história, dos personagens, e no geral, o primeiro livro achei mais convincente, por conta de duas cenas de ação que achei uma coincidência muito grande. 

     Mesmo com estes pontos negativos, A Menina Que Brincava Com Fogo se trata de um ótimo livro, o qual indico para todos os fãs do gênero. Em um futuro próximo, vou ler e postar aqui no blog o terceiro livro da série Millennium, A Rainha Do Castelo De Ar.

Minha nota: 9

terça-feira, 28 de julho de 2015

Resenha: Revelações de Riyria - Roubo de Espadas de Michael J. Sullivan - volume 1


"Fugas arrepiantes, duelos grandiosos e amizade verdadeira em uma aventura a moda antiga." - Publishers Weekly

Snopse: 

    Elan vive uma era de instabilidade. O melhor cenário para ladrões obterem bons negócios. E nos reinos não há mercenários mais habilidosos que Royce Melborn e Hadrian Blackwater, conhecidos como Riyria, os únicos que ousam agir livremente, sem se afiliar a nenhuma guilda. 
    Após mais um trabalho bem-sucedido, a dupla é contratada para realizar um novo serviço, ousado e urgente: furtar uma famosa espada do Castelo de Essendon, a morada do rei. Comparado a tudo que já fizeram, essa missão parece simples. Entretanto, quando se veem em meio a uma intrincada conspiração política que envolve a situação é diferente. Não terão de lutar apenas para cumprir um simples contrato, mas para salvar as próprias vidas, enquanto desvendam um misterioso assassinato e enfrentam o Gilarabrywn - uma poderosa criatura mágica.
     Agora, o futuro de todos está nas mãos de dois ladrões, que, por sorte, são bastante competentes no que fazem. É o início de um épico repleto de traição e aventura, espada e magia, mitos e lendas.

Opinião:

     Roubo de Espadas do autor Michael J. Sullivan, publicado em terras brasileiras pela editora Record, é o primeiro volume da trilogia Revelações de Riyria, que originalmente possui seis volumes, e aqui no Brasil a editora resolveu unir dois livros em um só. 

     O autor criou um mundo muito interessante, que contém magos, anões e até elfos, e que mesmo em muitos momentos ser uma série mais do mesmo, ela possui suas características próprias bem definidas.

     Comentando primeiramente sobre a primeira parte do livro, A Conspiração Pela Coroa, ao iniciar a leitura a escrita de Sullivan já me chamou a atenção positivamente por sua fluidez e simplicidade ao escrever, resultando em uma leitura rápida, leve, e de fácil entendimento, que não exige muito do leitor.

     Os personagens que possuem maior destaque são a dupla de protagonistas Hadrian Blackwater e Royce Melborn, que são ótimos no que fazem e muito respeitados por onde passam. O Príncipe Alric e o monge Myron também possuem bons momentos, principalmente este último, que proporciona ao leitor vários momentos engraçados.

       A história desta primeira parte do livro é muito interessante, e logo de cara notei uma certa semelhança com a excelente série Nobres Vigaristas, por causa dos protagonistas e seus "trabalhos" realizados. As cenas de batalhas e os diálogos são bem construídos, e a conclusão de A Conspiração Pela Coroa é muito satisfatória.

     Foi com uma alta expectativa que iniciei a leitura da segunda parte da obra, Avempartha, e confesso que fiquei decepcionado. Começando pela história que não gostei nem um pouco, as cenas de batalhas não foram bem construídas, e até os diálogos achei  que não funcionaram. Além dos interessantes protagonistas, os personagens secundários e o tal monstro deixaram e muito a desejar. Nos momentos finais do livro houve algumas surpresas reveladas interessantes. Estou curioso em relação ao passado dos protagonistas, principalmente no de Royce.  

       Estou na torcida para que os próximos volumes voltem a ser tão bons quanto a primeira parte da obra, que mostrou que o autor Michael Sullivan tem talento de sobra.

          Eu já ia me esquecendo de comentar que o nome Riyria, é como são conhecidos por onde passam os parceiros Adrian e Royce.

Minha nota: 8


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Resenha: Joyland de Stephen King


"Uma das histórias mais bem escritas de King... Profunda, divertida, cheia de reviravoltas, despretensiosa e, por fim, arrasadoramente triste." - Entertainment Weekly

"Intenso e cativante... A narrativa promissora e a montanha-russa emocional na vida de um jovem rapaz fazem de Joyland um prêmio que vale todas as suas fichas." - Usa Today

"Emocionante, imensamente atraente...O verdadeiro apelo de Joyland vem da habilidade de King de criar vínculos diretos e viscerais com seus personagens. É esse laço emocional que marca a diferença entre livros de mero entretenimento e livros que nos tocam de maneira mais profunda. King tem escrito com aparente facilidade e constância impressionante histórias essenciais por mais de quarenta anos. Em Joyland, ele repete o feito mais uma vez." - The Washington Post

"Com uma pegada pulp proposital, Joyland é, em última análise, uma história contundente, o que faz deste um dos trabalhos mais pessoais e comovente de King." - Time Out London

"Um livro imperdível para os fãs de King." - Library Journal

Sinopse:

    Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. 
   Linda Gray foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado.
    O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer, e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

Opinião:

    Joyland, do escritor Stephen King, foi lançado este mês de julho por aqui pela editora Suma de letras.



    O mestre King presenteou os leitores com uma história muito bem escrita, comovente, um realismo bem acima da média, e ainda contém um mistério em torno dos assassinatos que prende o leitor do início ao fim da história. O livro possui apenas 240 páginas, e talvez por isso não foi possível se aprofundar no assassino e nos crimes cometidos, resultando assim em pouco terror e suspense, mas os momentos que possuem estes elementos são excelentes.

     Talvez por ser um livro bem curto, em se tratando do King, os personagens em sua maioria não foram muito aprofundados, mas não significa que são desinteressantes, pois muitos para mim serão inesquecíveis, como por exemplo o protagonista e narrador da história, Devin Jones; e o menino Mike, que possui uma doença grave e um dom especial, que já se encontra entre os personagens mais marcantes e carismáticos do autor que tive conhecimento até agora.

     Os momentos finais do livro são excelentes, talvez não muito surpreendentes, mas sim plausíveis e muito bem escritos, e claro... bem tristes. 

    Com certeza Joyland é leitura obrigatória para os fãs de Stephen King, e para os leitores que curtem histórias comoventes, com um pouco de terror/suspense, e um toque do gênero policial.

Minha nota: 9

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Resenha: A Casa do Mal de Dean Koontz


Sinopse:

    Frank Pollard desperta em uma vila, sem lembrar-se de nada além de seu nome. Mas ele sabe perfeitamente que está correndo um enorme perigo. Refugia-se num hotel e, mais de uma vez, acorda com as mãos manchadas de sangue. E, a cada noite que passa, encontra nas mãos e nos bolsos estranhos objetos aterrorizantes...
    A ajuda a Frank vem da dupla de detetives Bobby e Julie Dakota, que, por compaixão e curiosidade, concordam em ir até o fundo e desvendar essas misteriosas e amnésicas fugas. Mas, à medida que os Dakota começam a descobrir para onde se dirige seu cliente, eles são atraídos a reinos sombrios, onde uma sinistra figura...

Opinião:

    A Casa do Mal do autor americano Dean Koontz, foi publicado em terras brasileiras há mais de duas décadas pela editora Record.

   O autor criou uma história assustadora que prende o leitor da primeira a última página, e o mistério em torno do vilão que desde o início da narrativa desperta uma curiosidade e ansiedade imensa é genial. Este é o segundo livro do autor que leio, e confesso que achei superior a Fantasmas, que teve um início espetacular, porém, quando houve a descoberta do "ser" que estava assassinando as pessoas fiquei decepcionado. Diferentemente de A Casa do Mal, que possui um bom início, e conforme o decorrer das páginas o livro só melhora, resultando nas últimas dezenas de páginas frenéticas deliciosas de se ler.

    A escrita de Koontz  é fluída, possibilitando assim ler o livro rapidamente se possível. Tenho vários livros do autor que ainda não li, e depois deste estou ansioso para devorá-los.

   Os personagens, que não são muitos, são muito bem construídos. Destaque para o carismático casal de protagonistas, os detetives Bobby e Julie Dakota, que se completam tanto no relacionamento pessoal quanto no profissional. São eles os responsáveis pelos diálogos mais bem humorados da narrativa. Thomas, irmão de Julie, que é deficiente mental,  é um personagem sensacional. Me lembrou muito um personagem do livro Dança da Morte do escritor Stephen King. O vilão, que é A Casa do Mal, com suma mente extremamente perturbada e doentia é fascinante. O mais impressionante é que o autor conseguiu criar uma personalidade muito convincente para ele, que imagina com total certeza que suas atrocidades são o certo a se fazer. Com certeza é um dos vilões mais assustadores e bem construídos que tive conhecimento até agora. 

    Aconselho aos leitores a lerem as últimas dezenas de páginas de uma só vez para um melhor aproveitamento do ponto alto do livro, pois é desvendado todo o mistério do passado do cruel vilão. E que passado ! A Casa do Mal é altamente recomendado para os fãs do gênero.

Minha nota: 9

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Resenha: Millennium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres de Stieg Larsson - volume 1


"Em Os homens que não amavam as mulheres a riqueza dos personagens, a narrativa ágil e inteligente e os surpreendentes desdobramentos da história formam um conjunto magnífico que revela Stieg Larsson com um grande mestre da literatura de suspense." - Luiz Alfredo Garcia-Roza

"O problema com Larsson é que, se a gente se aventura e entra na história, está perdido: não tem como largar o livro. Talvez seja porque os protagonistas são animados por uma paixão parecida com a que motiva a curiosidade de todos nós: os dois, o jornalista bem-sucedido e a adorável jovem hacker (punk de corpo e espírito), são indivíduos sem família (ou quase), decididos a desvendar, justamente, um segredo de família." - Contardo Calligaris

Sinopse:

   Os homens que não amavam as mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvendam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca.
    Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e os diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henriq Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henriq está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.
   Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henriq lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger. E que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois .... até um momento presente, desconfortavelmente presente.

Opinião:

   Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, de autoria do sueco Stieg Larsson, é o primeiro livro da série Millennium, série esta lançada em terras brasileiras pela editora Companhia Das Letras. Está previsto o lançamento aqui no Brasil do quarto livro da série para o mês de agosto deste ano, intitulado A Garota Na Teia De Aranha, e que devido a morte de Stieg Larsson, foi escrito por David Lagercrantz. 
    
   Faz tempo que esta série estava na minha lista de leituras, e tendo como base várias resenhas que li deste primeiro livro, minhas expectativas estavam altas, e confesso que foram totalmente correspondidas.

    Mesmo o livro sendo um calhamaço de mais de quinhentas páginas, que não é muito comum no gênero policial, e ainda possuir uma história densa e detalhista, a leitura não foi cansativa em momento algum. Méritos para o autor Stieg Larsson, que escreve de uma maneira simples e agradável. 
   
    Senti falta de mais ação no decorrer do livro, porém, na falta deste elemento o leitor é recompensado com uma excelente história, que é convincente e contém muito suspense e mistério que gira em torno da família Vanger. E que família excepcional !

    Os personagens, que não são poucos, são o ponto forte da obra, pois eles são bem descritos e carismáticos, com uma personalidade muito bem definida. Fica até difícil de destacar alguns, sendo os mais importantes para a narrativa os protagonistas Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander; o mais poderoso da família Vanger, Henriq Vanger; e a assassinada ou desaparecida Harriet Vanger.

   O final é fechado e muito satisfatório, e confesso que já estou com saudade dos personagens marcantes da obra. Em breve lerei e postarei a resenha aqui no blog do segundo livro da série, A Menina Que Brincava Com Fogo, que para muitos leitores é o melhor dos três primeiros livros. Os Homens Que Não Amavam As Mulheres é totalmente recomendado para os fãs do gênero !

Minha nota: 9

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Resenha: Trilogia das Joias Negras - A Filha do Sangue de Anne Bishop - volume 1


"A Filha do Sangue de Anne Bishop é como uma xícara de café: forte, escuro e implacável com os estômagos mais delicados."  -  The Times

"A Trilogia das Joias Negras é uma das leituras mais originais e espetaculares que fiz nos últimos tempos. Mesmo não sendo um grande fã de fantasia, fui fisgado desde o primeiro volume." -  Luc Duplessis

"Tremendamente sensual, rico em detalhes, um mundo em que se subvertem todos os clichês do gênero fantástico. Simplesmente genial." - Library Journal

Sinopse:

   O Reino Distorcido se prepara para o cumprimento de uma antiga profecia: a chegada de uma nova Rainha, a Feiticeira que tem mais poder que o próprio Senhor do Inferno. Mas ela ainda é jovem, e por isso pode ser influenciada e corrompida. Quem a controlar terá domínio sobre o mundo. Três homens poderosos - inimigos viscerais - sabem disso. Saetan, Lucivar e Daemon logo percebem o poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. Assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, no qual as armas são o ódio e o amor. E cujo preço pode ser terrível e inimaginável.
  
Opinião:

   A Filha do Sangue da escritora Anne Bishop é o primeiro volume da Trilogia das Joias Negras, lançado em terras brasileiras pela editora Saída de Emergência.

   Este é mais um livro que eu estava muito empolgado para iniciá-lo, com a expectativa muito alta, e terminada a leitura não foi bem o que eu esperava. Acontece !

    A autora criou um universo muito criativo e original, diferente de tudo o que eu tinha lido até agora, contendo muito erotismo, que me deixou um tanto desconfortável, e um clima um tanto sombrio. Anne Bishop escreve de uma maneira muito fluída, e que mesmo eu não gostando muito do livro, foi possível concluí-lo rapidamente. 

   O meu problema com a obra foi que ao meu ver a autora não soube aproveitar o fantástico universo criado, resultando em uma trama que conforme ia chegando ao fim, a história não desenrolava,  e somente nas últimas dezenas de páginas o livro melhorou, com boas cenas de ação e um bom final. Mas por se tratar de uma trilogia, muito pouco deste mundo complexo foi demonstrado, sendo bem provável que já no segundo volume a história melhore, e muito.

    Os personagens foram muito bem construídos, com destaque para a protagonista Jaenelle Angelline, uma menina de apenas doze anos que está destinada a ser a Rainha das Trevas; Daemon Sadi, escravo sexual da Sacerdotisa Suprema Dorothea e de outras rainhas, que é responsável pelos maiores momentos eróticos do livro; e por último temos Saetan Daemon SaDiablo, pai de Daemon Sadi e Senhor Supremo do Inferno, que se torna uma espécie de mentor de Jaenelle.

    Todas as resenhas que li desta obra foram muito positivas, sendo assim, eu é que sou a exceção por ter achado A Filha do Sangue apenas mediano, porém, com toda a certeza é uma saga que só tem a evoluir nos demais volumes. Talvez eu mude de ideia, mas por enquanto não pretendo continuar a leitura dos próximos livros da série. 

Minha nota: 7

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Resenha: Fúria Lupina Brasil de Alfer Medeiros - volume 1


Sinopse:
     A natureza lupina liberta. A natureza humvana destrói.
    Qual é a origem do mito do lobisomem ? Maldição, doença, dom, herança ou eventos aleatórios ? Ou será que todas essas hipóteses são aplicáveis ?
    Em Fúria Lupina Brasil, as peças do quebra-cabeça são apresentadas no decorrer de algumas décadas. Quando, no ano de 2009, essas peças começam a se encaixar para formar a imagem final, homens e feras aparentemente desconexos entram em uma alucinada rota de colisão, que resultará em sangue, violência e morte.
  Uma organização secreta, um grupo ecoterrorista, mercenários, lobisomens com variações de raça e conflitos de natureza humana permeiam toda a trama, que passa por Estados Unidos, México, Noruega, São Paulo e Mato Grosso, finalmente desembarcando na Amazônia brasileira, onde muitos destinos serão traçados.

Opinião:
   Fúria Lupina Brasil foi publicado por aqui pela Madio Editorial, e é o primeiro livro de uma série, que não sei ao certo de quantos serão.

  Metade do ano já se foi e de repente percebi que ainda não tinha lido nenhum livro nacional este ano, sendo assim, dando uma olhada em minha estante nos títulos nacionais que possuo, o escolhido da vez foi Fúria Lupina Brasil, do escritor Alfer Medeiros, que até então eu não tinha lido obra alguma do autor.


   A obra tem como foco lobisomens, ou homens-lobos como são mais denominados no livro. A história é original, bem diferente das que conhecemos através de outros livros e filmes. A narrativa se passa paralelamente nos Estados Unidos, México, Noruega e no Brasil, sendo que quando a história se passa em nossas terras, o autor incutiu com maestria personagens do folclore brasileiro. Contém ainda no livro muita violência, sendo estas cenas bem descritas pelo autor, e visualizadas pelo leitor com facilidade as cenas de decapitações e desmembramentos, sentindo assim em nossa pele a tensão e sofrimento das vítimas. A escrita de Alfer Medeiros flui com muita facilidade, e em razão dos acontecimentos que são narrados começarem em 1977 e terminarem em 2010, facilitou ao meu ver incutir cenas de ação quase a todo momento, resultando assim em uma história frenética, não sendo massante e monótona em momento algum. Se eu pudesse teria devorado o livro em um único dia, pois a história é muito envolvente e cativante.

   Nota-se que o autor utilizou várias referências na obra, sendo que algumas são identificadas com mais facilidade pelo leitor, outras nem tanto.  Gosto muito de referências em livros quando bem utilizadas e encaixadas no contexto da história, como foi o caso deste livro.
   Os personagens, que não são poucos, são bem verossímeis, pois possuem uma personalidade própria sólida. Muitos personagens são de grande importância para a história, ficando até difícil dar destaque para alguns. Gostei muito do caçador mercenário Joe Hell Vansing, que é muito habilidoso e determinado no que faz. A participação do casal carismático de lobisomens Dante e Caroline são essenciais nos momentos finais da narrativa. Espero vê-los no próximo volume da série. 

   A conclusão do livro sangrenta e com muita ação  foi muito bem executada e descrita, ficando um ótimo gancho para o próximo volume, Fúria Lupina América Central, que provavelmente será tão bom quanto este, e continuação esta que já está na minha estante esperando para ser lida. Ainda este ano, pretendo ler e postar a resenha aqui no blog. Com certeza recomendo Fúria Lupina Brasil, que se encontra entre os melhores livros nacionais que li em minha opinião. 

Minha nota: 9

terça-feira, 30 de junho de 2015

Resenha: Duna de Frank Herbert - volume 1


"Não conheço nada que se compare a este livro, a não ser O Senhor dos Anéis." - Arthur C. Clarke

Sinopse:
  Arrakis é um dos planetas mais importantes do Imperium. De paisagem estéril e sem expressão política, seu prestígio se resume a uma única riqueza: mélange - uma prodigiosa e disputada especiaria, somente produzida em seu território. Graças a um decreto oficial, o controle desse planeta deserto é concedido a um dos clãs mais poderosos da galáxia, a Casa Atreides. Mas o privilégio, conferido pelo próprio imperador, revela-se uma armadilha, fazendo de Arrakis o palco de um dos maiores golpes da história. Em meio à instabilidade política, o jovem Paul Atreides é preparado para liderar seus pares enquanto se inicia nos mistérios das Bene Gesserit, uma antiga irmandade que vê no rapaz a personificação de seu mais secreto ideal, o futuro da raça humana.

Opinião:
  Duna, publicado por aqui pela editora Aleph, é o primeiro livro de uma série de seis volumes. O filho de Frank Herbert, Brian Herbert, em parceria com o escritor Kevin J. Anderson, lançaram novos livros da série Duna, que até o momento não foram publicados em nossas terras.

  Pode-se dizer que Duna é um livro de ficção científica com traços de fantasia, que se difere da maioria dos livros do gênero, possuindo um mundo original muito criativo, contendo um enredo político e religioso denso, exigindo assim muito esforço e atenção do leitor. Embora o autor escreva muito bem, para um melhor aproveitamento da história a leitura deve ser mais lenta.

  Até por volta de um terço da obra, confesso que achei a história desinteressante, não me prendendo nem um pouco. Lá por volta da página 170 a história melhorou, despertando assim meu interesse e atenção até o fim.

  A narrativa se passa em um mundo futurístico, que possui uma tecnologia muito avançada - viagens interplanetárias em um curtíssimo tempo por exemplo - , mas mesmo assim a raça humana está com a água escassa, obrigando assim as pessoas a preservar o máximo possível a umidade corporal. 

  Os personagens em sua maioria são bem interessantes, sendo o de maior destaque o determinado Paul Atreides, que não mede esforços para a raça humana ter um futuro melhor. 
   
  O meu problema com a obra é que inciei a leitura com a expectativa muito alta, achando que seria um dos melhores livros que li na vida. E mesmo eu não gostando tanto assim da obra, e ainda não sendo quase surpreendido pelos acontecimentos, com certeza se trata de um livro no mínimo muito bom. Duna, com seu universo rico e original é recomendo para os fãs de ficção científica e fantasia que apreciam uma trama inteligente e uma leitura mais densa. Em breve farei a resenha da continuação da série, O Messias de Duna.

Minha nota: 9

terça-feira, 23 de junho de 2015

Resenha: Jogadas de Abertura de Steven James - volume 0.5


Sinopse:
   Milwaukee, 1997. Em uma cidade ainda assombrada pelos crimes de Jeffrey Dahmer, uma série de terríveis sequestros e mutilações leva as autoridades para um caso nunca antes visto. A polícia acredita que um imitador de Dahmer está à solta. 
   Mas Patrick Bowers, então um investigador de homicídios da polícia, suspeita de que exista algo além do que apenas uma homenagem ao infame canibal. Quando descobre que os crimes assombrosos fazem referência a alguns dos assassinos mais macabros e notórios dos Estados Unidos, a investigação se desenrola em uma espiral de pesadelos, manipulações, brutalidade e terror.
   Valendo-se de avançadas técnicas de investigação, Bowers precisa desmascarar um assassino que não irá parar até que sua mensagem seja ouvida pelo mundo. 

Opinião:
   Jogadas de Abertura é um lançamento deste primeiro semestre da Companhia Editora Nacional, e é o sexto volume lançado por aqui da série Os Arquivos Bowers, porém, em ordem cronológica dos acontecimentos este volume é anterior ao primeiro da série.
   Este é o primeiro livro de Steven James que leio, e nele já conheci sua habilidade incrível para criar tramas complexas e muito convincentes, e ainda em Jogadas de Abertura os policiais trabalham na investigação de vários crimes, sendo assim, sempre tem algo importante acontecendo, dando ao leitor muitas cenas de ação. A genial trama criada pelo autor me prendeu de tal maneira que se eu tivesse tempo teria lido o livro em um único dia. Esta obra me lembrou um pouco os livros que li do meu autor favorito do gênero, Donato Carrisi, com o diferencial que os livros de Steven James a leitura é mais acelerada.
  Os personagens são convincentes e bem descritos, tendo como destaque além do competente detetive Bowers, seu parceiro de trabalho Radar e o detetive Ralph, pertencente ao FBI, que foi designado para ajudar Bowers em relação aos crimes de um possível serial killer. Falando em assassino em série, no início do livro não fica claro se é apenas um assassino, ou se são dois, ou ainda três. Os crimes cometidos são violentos e cruéis ao extremo, e são reservadas várias páginas para mostrar ao leitor a visão do assassino, aprofundando o leitor em sua mente, em sua maneira de pensar, tornando o livro ainda mais impactante, semelhante ao livro O Canto das Sereias de Val McDermid.
  As ultimas dezenas de páginas o ritmo da narrativa que já era acelerado aumenta ainda mais, tendo como resultado um final excelente. Com certeza recomendo esta obra espetacular para os fãs do gênero que gostam de histórias violentas e chocantes.

Minha nota: 10 - Favoritado

sábado, 20 de junho de 2015

Resenha: Nobres Vigaristas - República de Ladrões de Scott Lynch - livro 3


Pode conter alguns spoilers dos livros anteriores

"Frenético, divertido e impossível parar de ler... Locke e companhia mantêm-se entre os protagonistas mais cativantes da fantasia e Lynch esgueira-se para uma paródia política incisiva sem nunca exagerar na comédia." - Publishers Weekly

"Um verdadeiro marco entre as publicações de fantasia." - Booklist

"República de ladrões tem toda a ação vívida, diálogos mordazes e tramas tortuosas que os fãs esperam da série dos Nobres Vigaristas." - Wired

Sinopse: 
   Envenenado e à beira da morte, Locke Lamora segue para o norte com seu parceiro, Jean Tannen, em busca de refúgio e de um alquimista pra curá-lo. Porém, a verdade é que ninguém pode salvá-lo. Com a sorte, o dinheiro e a esperança esgotados, os Nobres Vigaristas recebem uma oferta de seus arquirrivais, os Magos-Servidores.
   As eleições do conselho dos magos se aproximam e as facções precisam de alguém para fazer o trabalho sujo, manipulando votos. Se Locke aceitar, o veneno será purgado de seu corpo com uso de magia - mas o processo será tão excruciante que ele vai desejar morrer.
   Locke acaba cedendo ao saber que o partido da oposição contará com uma mulher do seu passado: Sabeta Belacoros, a única pessoa capaz de se igualar a ele nas habilidades criminosas e mandar em seu coração. Novamente em uma disputa para ver quem é o mais inteligente, Locke precisa se decidir entre enfrentar Sabeta ou cortejá-la, e a vida dos dois pode depender dessa decisão.
   República de Ladrões leva o leitor ao início da vida de Locke enquanto flerta com seu fim, revelando todos os matizes de Sabeta e de seu relacionamento com o líder dos Nobres Vigaristas.

Opinião:
   República de Ladrões, terceiro volume da série Nobres Vigaristas, é um lançamento do mês de maio da editora Arqueiro.


  Neste livro da saga conhecemos a até então misteriosa Sabeta, que é a única pessoa capaz de se equiparar com Locke no quesito golpes e trapaças. Acredito eu até que Sabeta seria superior a Lamora se não houvesse Jean Tannen sempre ao seu lado o protegendo e apoiando. 

   Os Magos Servidores que estão entre os personagens mais interessantes da série estão presentes em grande parte do livro.

   A ótima escrita de Scott Lynch com seus diálogos bem humorados e bem construídos continuam presentes. A narrativa alterna entre passado e presente. Os Interlúdios, capítulos reservados para quando os Nobres vigaristas eram ainda crianças e pré-adolescentes, que se encontravam aos cuidados e ensinamentos do Padre Correntes, tem como foco quando Locke conhece Sabeta, sendo explorado o complicado relacionamento entre os dois, que para mim, esta primeira metade dos Interlúdios foram a melhor parte do livro. A segunda metade é sobre a peça de teatro que os jovens Nobres Vigaristas fazem o possível para ser apresentada impecavelmente, denominada República de Ladrões, que até certo ponto são passagens monótonas e massantes. Nos acontecimentos dos jovens ladrões quando adultos; depois de vários anos sem contato com Locke e Jean, Sabeta retorna com rival de ambos em razão da eleição do conselho dos magos-servidores. 

   Em relação aos dois volumes anteriores, este possui menos cenas de ação, além de ser no geral o menos surpreendente também.

    Além dos personagens citados, destaque para Calo e Galdo, que garantiram alguns bons momentos muito engraçados. Fiquei muito curioso com o surgimento de um e outro comentário sobre os Ancenstres, que segundo dizem podem utilizar magia e são muito poderosos.

   República de Ladrões está um pouco abaixo dos outros dois volumes da saga, mas sua conclusão é magistralmente impactante e macabra. Me arrisco a dizer que é o melhor final dos três livros até agora, pois o autor conseguiu me surpreender de tal maneria que li duas vezes para ter certeza de que aquilo estava mesmo acontecendo. Tomara que Lynch utilize já no próximo volume da série o gancho deixado desta conclusão, que sendo assim, será tão bom quanto As Mentiras de Locke Lamora ou até melhor, primeiro volume este que por enquanto acredito ser o melhor da saga até agora.

    Com certeza recomendo não só República de Ladrões como a saga Nobres Vigaristas para os fãs da série, e também para os leitores que apreciam histórias convincentes muito bem construídas e bem humoradas, e ainda com diálogos mordazes e personagens super carismáticos. 

Minha nota: 9


domingo, 14 de junho de 2015

Resenha: Que Falta Você Me Faz de Harlan Coben


"Mais uma vez, Coben utiliza um tema atual de forma brilhante para criar um thriller que você não vai conseguir parar de ler." - Publishers Weekly 

"Coben é um dos melhores autores de todos os tempos. Pegue qualquer um dos seus livros e você encontrará uma história surpreendente, excitante e cheia de reviravoltas com um grande coração pulsante." - Gillian Flynn, autora de Garota Exemplar

Sinopse:
  Dezoito anos se passaram desde que a detetive Kat Donovan sofreu as maiores perdas de sua vida: a morte do pai e o fim do relacionamento com o noivo. Foram dois acontecimentos muito bruscos que ela não conseguiu superar totalmente, mas, no dia a dia prefere não pensar muito nisso. 
  Contudo, de uma só vez, essas duas feridas voltam a se abrir. Ao saber que o assassino do seu pai será executado, Kat resolve ter uma conversa com ela para esclarecer o caso. Mas o homem nega a autoria, dizendo que foi obrigado a confessar o crime, e ela acaba ficando com mais dúvidas. 
  Ao mesmo tempo, a detetive é procurada por um garoto que acredita que mãe está desaparecida. Sem entender por que o adolescente insiste que ela, e não um outro policial, investigue o caso, Kat descobre que o sumiço está relacionado a seu ex noivo e a um site de relacionamentos.
  Lidando com dois casos simultâneos, ela decide seguir em frente com as investigações, mesmo que todos a seu redor, tentem dissuadi-la disso. Determinada, Kat trabalha segundo suas emoções, e a intuição lhe diz que ela não deve desistir.

Opinião:
  Que Falta Você Me Faz do escritor Harlan Coben foi lançado neste mês de maio pela editora arqueiro, e diferente de muitos livros do autor, este é independente. Com tantas séries no mercado, sempre estou a procura mais e mais por bons livros únicos, caso contrário não terei onde guardar tantos livros se eu não acabar resistindo a algumas boas séries, como por exemplo as do próprio autor.
   Logo ao iniciar a leitura, a história estava se encaminhando para um romance meloso, o qual não gosto, mas conforme a história foi se desenvolvendo foi se revelando uma onda de crimes muito bem arquitetados ligados a internet, e mesmo o romance continuando, a história me prendeu do início ao fim. Méritos para o autor, que com seus diálogos soberbos e uma leitura rápida, conseguirá agradar os leitores que apreciam muita ação e violência (meu caso),  e agradará também os que gostam de um romance até certo ponto meloso, mas que não chega a prejudicar a obra, pois pelos moldes da história os momentos românticos se encaixaram perfeitamente.
  Os personagens são muito bem construídos e convincentes, com destaque para a protagonista Kat Donovan, que é  forte, corajosa, implacável, bondosa, competente, etc etc... Sendo este modelo de mulher certinha, tinha tudo para ser uma personagem chata e nada interessante, mas Coben conseguiu que Kat cative o leitor e que ele torça por ela. Temos também o cruel, frio e calculista Titus, chefe de um grupo muito organizado e difícil de ser rastreado. Coben definitivamente está entre os autores que melhor constrói diálogos. O esquizofrênico Aqua que  muitas vezes está bem paranoico e outras consegue manter uma conversa inteligente e coerente mostra a genialidade do autor.
   As últimas setenta páginas o ritmo da narrativa acelera e prende o leitor ainda mais, e após o final um pouco morno e aparentemente concluído, tem-se uma surpresa chocante ligando as pontas soltas que parecia que iria ficar sem explicação. Recomendo para os leitores fãs do autor e os que apreciam uma leitura rápida, personagens críveis e uma história convincente com um tema atual muito interessante. O meu livro preferido de Coben continua sendo Não Conte a Ninguém, devido a conter mais cenas de ação e um final contendo muito mais revelações, mas mesmo assim não consigo dar outra nota que não seja a máxima para Que Falta Você Me Faz.

Minha nota: 10