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sábado, 20 de junho de 2015

Resenha: Nobres Vigaristas - República de Ladrões de Scott Lynch - livro 3


Pode conter alguns spoilers dos livros anteriores

"Frenético, divertido e impossível parar de ler... Locke e companhia mantêm-se entre os protagonistas mais cativantes da fantasia e Lynch esgueira-se para uma paródia política incisiva sem nunca exagerar na comédia." - Publishers Weekly

"Um verdadeiro marco entre as publicações de fantasia." - Booklist

"República de ladrões tem toda a ação vívida, diálogos mordazes e tramas tortuosas que os fãs esperam da série dos Nobres Vigaristas." - Wired

Sinopse: 
   Envenenado e à beira da morte, Locke Lamora segue para o norte com seu parceiro, Jean Tannen, em busca de refúgio e de um alquimista pra curá-lo. Porém, a verdade é que ninguém pode salvá-lo. Com a sorte, o dinheiro e a esperança esgotados, os Nobres Vigaristas recebem uma oferta de seus arquirrivais, os Magos-Servidores.
   As eleições do conselho dos magos se aproximam e as facções precisam de alguém para fazer o trabalho sujo, manipulando votos. Se Locke aceitar, o veneno será purgado de seu corpo com uso de magia - mas o processo será tão excruciante que ele vai desejar morrer.
   Locke acaba cedendo ao saber que o partido da oposição contará com uma mulher do seu passado: Sabeta Belacoros, a única pessoa capaz de se igualar a ele nas habilidades criminosas e mandar em seu coração. Novamente em uma disputa para ver quem é o mais inteligente, Locke precisa se decidir entre enfrentar Sabeta ou cortejá-la, e a vida dos dois pode depender dessa decisão.
   República de Ladrões leva o leitor ao início da vida de Locke enquanto flerta com seu fim, revelando todos os matizes de Sabeta e de seu relacionamento com o líder dos Nobres Vigaristas.

Opinião:
   República de Ladrões, terceiro volume da série Nobres Vigaristas, é um lançamento do mês de maio da editora Arqueiro.


  Neste livro da saga conhecemos a até então misteriosa Sabeta, que é a única pessoa capaz de se equiparar com Locke no quesito golpes e trapaças. Acredito eu até que Sabeta seria superior a Lamora se não houvesse Jean Tannen sempre ao seu lado o protegendo e apoiando. 

   Os Magos Servidores que estão entre os personagens mais interessantes da série estão presentes em grande parte do livro.

   A ótima escrita de Scott Lynch com seus diálogos bem humorados e bem construídos continuam presentes. A narrativa alterna entre passado e presente. Os Interlúdios, capítulos reservados para quando os Nobres vigaristas eram ainda crianças e pré-adolescentes, que se encontravam aos cuidados e ensinamentos do Padre Correntes, tem como foco quando Locke conhece Sabeta, sendo explorado o complicado relacionamento entre os dois, que para mim, esta primeira metade dos Interlúdios foram a melhor parte do livro. A segunda metade é sobre a peça de teatro que os jovens Nobres Vigaristas fazem o possível para ser apresentada impecavelmente, denominada República de Ladrões, que até certo ponto são passagens monótonas e massantes. Nos acontecimentos dos jovens ladrões quando adultos; depois de vários anos sem contato com Locke e Jean, Sabeta retorna com rival de ambos em razão da eleição do conselho dos magos-servidores. 

   Em relação aos dois volumes anteriores, este possui menos cenas de ação, além de ser no geral o menos surpreendente também.

    Além dos personagens citados, destaque para Calo e Galdo, que garantiram alguns bons momentos muito engraçados. Fiquei muito curioso com o surgimento de um e outro comentário sobre os Ancenstres, que segundo dizem podem utilizar magia e são muito poderosos.

   República de Ladrões está um pouco abaixo dos outros dois volumes da saga, mas sua conclusão é magistralmente impactante e macabra. Me arrisco a dizer que é o melhor final dos três livros até agora, pois o autor conseguiu me surpreender de tal maneria que li duas vezes para ter certeza de que aquilo estava mesmo acontecendo. Tomara que Lynch utilize já no próximo volume da série o gancho deixado desta conclusão, que sendo assim, será tão bom quanto As Mentiras de Locke Lamora ou até melhor, primeiro volume este que por enquanto acredito ser o melhor da saga até agora.

    Com certeza recomendo não só República de Ladrões como a saga Nobres Vigaristas para os fãs da série, e também para os leitores que apreciam histórias convincentes muito bem construídas e bem humoradas, e ainda com diálogos mordazes e personagens super carismáticos. 

Minha nota: 9


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Resenha: O Príncipe de Westeros e Outras Histórias de George R. R. Martin e outros autores.


"Todas as histórias são extraordinárias. Só o sumário já é o suficiente para deixar os fãs de todos os gêneros literários com água na boca." - Library Journal

"Você não ficará desapontado com as histórias reunidas neste livro. Não consegui escolher minha favorita ! Altamente recomendado." - Adventures In Sci-fi Publishing

"Turbulento, pouco civilizado e nem sempre recomendado para menores. Diversão garantida, que passa facilmente de espadas e magias para o mais puro noir." - Kirkus Review

Opinião:
  O Príncipe de Westeros e outras histórias, organizado por George R.R. Martin e Gardner Dozois, que contém escritores renomados como o próprio George Martin, Patrick Rothfuss, Neil Gaiman, Gillian Flynn e Scott Lynch, e ainda outros escritores desconhecidos (ao menos para mim), é um livro de contos publicado por aqui recentemente pela editora saída de emergência. 



   A obra tem início com a introdução de George Martin, com o título Todo Mundo Ama Um Canalha, introdução esta que Martin diz que não foi pedido para os escritores criarem contos de um gênero específico para este livro, e sim histórias com foco em "canalhas", que segundo Martin, ele acha que são personagens mais interessantes por serem "cinzentos", pessoas nem totalmente ruins ou boas. Eu particularmente concordo com ele, pois os personagens sendo imperfeitos, acho que contribui para histórias mais verossímeis.
   Não são raras as vezes eu tenho problemas com contos. O que acontece é que muitas vezes a história não me prende, resultando em uma leitura um pouco desinteressada, mesmo que sejam em sua maioria contos bons, o que é o caso de alguns contos presentes nesta obra, sendo eles: 
  Proveniência, do autor David W. Ball, fala sobre a proveniência de uma famosa pintura de Caravaggio, a qual esteve desaparecida por anos. É contado na história a trajetória da pintura de mão em mão durante séculos através de ladrões e malandros. É bem interessante a maneira é contada a história.
   Um Jeito Melhor De Morrer, do autor Paul Cornell, diz sobre um espião do século xix que tem como missão matar uma versão mais jovem dele mesmo. Para mim este é o conto mais fraco do livro, pois é muito confuso e cansativo. 
  A Caravana Para Lugar nenhum do escritor Phyllis Eisenstein, fala sobre uma caravana que parte rumo ao deserto, que dizem ter espíritos malignos que uivam à noite.
  Um Ano E Um Dia Na Velha Theradane do renomado Scott Lynch, se trata de uma cidade destruída em uma guerra entre magos, e que um grupo de ladrões devem roubar algo praticamente impossível de obter êxito, ainda possuindo pouco tempo se não vão acabar morrendo.
   Em Cartaz da autora Connie Willis, que acredito ser o segundo conto pior do livro, fala sobre um grupo de jovens, tendo como protagonistas um casal, que passam o dia todo e uma parte da noite no cinema e acabam por se deparar por aventuras e perigos no mínimo estranhos. Não gostei muito da história do conto, digamos ser bem estranha.



   Agora comentando um pouco dos contos que mais gostei, temos:
  A Árvore Reluzente do autor Patrick Rothfuss, do mesmo universo de A Crônica do matador do rei, que para mim é o melhor conto do livro, nos mostra um pouco mais do misterioso Bast, que percebemos o quanto ele é esperto e as vezes até um canalha. Não aconselho a leitura deste conto sem ter lido os dois primeiros volumes da trilogia do Matador do rei. Este conto achei muito superior ao livro A Música do Silêncio que fala um pouco mais sobre a personagem Auri, também do mesmo universo criado pelo autor.
  Qual É A Sua Profissão ? da escritora Gillian Flynn, que acho a segunda melhor história da obra, se trata de uma garota de programa com uma especialidade um tanto estranha e que por ter adquirido uma lesão no punho, ela acaba conseguindo um emprego de médium que é pura enganação. Sua cliente diz estar tendo um sério problema com o enteado e parece ter algo sobrenatural na história também, que mesmo no final sendo elucidado algumas coisas, fica outras em aberto. Geralmente não gosto de finais em aberto, mas este que a autora nos deixa para tirarmos nossas próprias conclusões foi espetacular. 
  Como O Marquês Recuperou Seu Casaco do conceituado autor Neil Gailman, se trata do mesmo universo de sua obra Lugar nenhum, que ainda não li mas não tive problemas para a compreensão da história. A história fala sobre o Marquês, que em razão da sua "morte", seu casaco e outros pertences foram vendidos, e para recuperar seu casaco, o Marquês passa por aventuras perigosas. Assim como outros livros de Neil Gailman que li, é uma história muito gostosa e divertida de se ler, com destaque para a escrita de Gailman que para mim está entre as melhores.
  Galho Envergado do autor Joe R. Lansdale, conta a história de dois inseparáveis amigos que vão tentar resgatar uma donzela em perigo que possivelmente pode estar nas mãos de criminosos. Destaque para a dupla de protagonistas e o humor contido nos diálogos.
  O Príncipe De Westeros Ou O Irmão Do Rei do escritor George R.R. Martin, fala um pouco mais da casa Targaryen das Crônicas de Gelo e Fogo, tendo como foco o príncipe Daemon Targaryen, que tinha por ambição ser rei mas não conseguiu, mas ambição esta que traz muitos problemas e desavenças. 
   Os cinco contos que mais gostei já valem a compra do livro, pois são histórias de alta qualidade e muito agradáveis de se ler. E por ser contos de gêneros variados, a leitura quase não se torna massante em momento algum. 

Minha nota: 9

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Resenha: Nobres Vigaristas - Mares de Sangue de Scott Lynch - livro 2


"Lynch não apenas imaginou um mundo como o construiu em todos os seus detalhes: os cheiros, os sons, as pessoas, a atmosfera. Este romance é uma obra soberba e os fãs de fantasia irão devorá-lo." - Booklist

"Como seus maliciosos protagonistas, Mares de sangue é cativante, imprevisível e muito veloz." - Publishers Weekly

"Uma obra grandiosa. Nenhum crítico pode deixar de admitir as qualidades inesgotáveis de Lynch: sua inventividade, sua audaciosa construção de mundos, sua caracterização cativante." - Locus Magazine

"Lynch está na vanguarda dos escritores de fantasia que combinam detalhes minuciosos e grandiosidade épica com astúcia, imprevisibilidade e moral ambígua. Ele tem uma destreza para diálogos e uma escrita exuberante." - Joe Abercrombie, autor de O poder da espada e Antes da forca

Sinopse:
  Passaram-se mais de dois anos desde que Locke e Jean deixaram Camorr após enganar seu inimigos e efetuar vinganças pendentes. Mas alguns rivais antigos ainda acreditam que é possível atravessar impunemente seu caminho. Inconscientes da ameaça que paira sobre ele, os dois ladrões orquestram em Tal Verrar um novo plano grandioso que promete fazê-los ricos. Por meio dos mais diversos truques de carteado, eles sobem andar por andar da maior casa de jogos da cidade, em busca de acesso a Requim, Senhor da Agulha do Pecado, e seu indevassável cofre. De uma hora para outra, porém, Locke e Jean veem-se enredados em uma confusa trama política. Uma das autoridades de Tal Verrar é informada sobre o passado dos criminosos e arquiteta um projeto insano de poder que tem como principal trunfo as habilidades dos Nobres Vigaristas. Ameaçados de morte, os dois ladrões são obrigados a partir em uma perigosa viagem em alto-mar. Nesta intrincada aventura, a dupla mais ardilosa da fantasia está sozinha em uma cidade inóspita e passará pelo maior teste de sua vida ao ser confrontada por inimigos e ver sua amizade em perigo.

Opinião:
  Mares de Sangue é o segundo volume da série Nobres Vigaristas, ainda inacabada, que terá em torno de sete livros. Foi lançado por aqui dias atrás o terceiro livro da saga, República dos Ladrões, que nos próximos dias também será resenhado aqui no blog. Um conselho que dou ao leitores que se perguntam se daria para ler os livros fora de ordem, eu digo que por ter uma história fechada poderia até ler, mas em decorrer do desenvolvimento e vida pessoal dos personagens, e também por conter spoilers do livro anterior eu não aconselho.
  Desta vez as aventuras perigosas dos golpistas Nobres Vigaristas não se passam em Camorr, e sim em Tal Verrar, um mundo igualmente muito bem construído pelo autor, que se nota os costumes e tradições diferentes do povo. O foco continua sendo os golpes e mentiras dos nossos protagonistas, sendo muito interessante observar que nesta obra Locke e Jean são obrigados a se virarem fora da zona de conforto, pois foram enviados em um missão praticamente suicida em um navio em alto mar durante muitos dias, com direito a Locke como capitão, e para piorar ambos não entendem nada de navios. É neste volume da série que vi que o potencial da dupla é imenso, pois no primeiro livro da saga os Nobres Vigaristas treinam e praticam seus golpes nos mesmos moldes á muito tempo, e em Mares de Sangue eles dependem muito do improviso. Muito importante observar que o humor exuberante, muito sarcasmo, a excelente escrita e os diálogos inteligentes continuam presentes.  
  A narrativa de Lynch é bem detalhada, nos permitindo conhecer ainda melhor o magnífico mundo criado. Senti falta das aventuras e aprendizado dos Nobres Vigaristas quando crianças, que foi um ponto muito positivo em As Mentiras de Locke Lamora.  
  Em relação aos personagens, que não são poucos, é muito explorada a relação de amizade entre Locke e Jean, sendo deixando bem evidente suas divergências de opiniões e a maneira como são obrigados a lidar com isso. Temos também a esperta e competente capitã  do navio Orquídea Venenosa Zamira Drakasha e sua tenente e braço direito Ezri Dalmastro, que por ser tão durona fiquei surpreso de acabar entrando em um romance. Os misteriosos Magos servidores que imaginei que descobriríamos mais sobre eles, quase nem são mencionados, com exceção de uma passagem sinistra da história que é uma das melhores do livro. Os riquíssimo Requin, que Locke e Jean tentam passar para trás e o implacável e poderoso Arconte que não dá moleza para a dupla também merecem destaque. 
   A obra possui uma conclusão fechada muito boa, e por muito pouco minha preferência fica com o primeiro volume da série, em razão de que fui surpreendido mais vezes durante a leitura. Livro totalmente recomendado para os fãs de fantasia que apreciam uma obra muito bem escrita e convincente. Estou na expectativa para logo logo devorar o terceiro volume da saga, República dos Ladrões. Nota máxima para Mares de Sangue. 

Minha nota: 10

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Resenha: Nobres Vigaristas - As Mentiras de Locke Lamora de Scott Lynch - livro 1


"Uma história original, vigorosa e arrebatadora de uma nova e brilhante voz da ficção fantástica." - George R. R. Martin

"Eu fiquei totalmente atordoado pela qualidade da obra: a linguagem e a construção de mundo e da trama, a perspicácia e a destreza de Scott Lynch. Provavelmente é um dos cinco melhores livros que li na vida." - Patrick Rothfuss, autor de O Nome do Vento e O Temor do Sábio

Sinopse:
  Camorr é uma cidade dividida entre a rica nobreza que vive em suntuosas chácaras e as gangues de ladrões que coalham as ruas. Para estabelecer a ordem, é firmado um acordo entre os dois maiores governadores, intitulado a Paz Secreta, para proibir que qualquer um da elite seja roubado. Só que os Nobres Vigaristas não gostam de seguir as regras. Liderados pelo Padre Correntes, seus integrantes são treinados para se infiltrar entre os nobres e dar golpes desconcertantes, sem conhecimento de seus superiores.
  Ao receber um novo órfão para cuidar, o sacerdote enxerga nele um potencial enorme para a vida no submundo. Com apenas 5 anos, Locke Lamora já conseguiu feitos que ladrões bem mais experientes ainda não alcançaram. Arduamente preparado para a carreira na pilantragem, ele dá prosseguimento às elaboradas armações que fizeram sua fortuna, sempre se valendo do humor e da audácia.
  Porém uma série de mortes aterroriza os ladrões de Camorr. Elas são atribuídas ao sanguinário e ambicioso Rei Cinza, que visa derrubar o mafioso Capa Barsavi e eliminar qualquer um que tente impedir sua escalada de poder - especialmente uma gangue que já conseguiu ludibriar toda a cidade. De repente, o grupo de Locke se vê ameaçado por um rival que parece ser indestrutível e saber tudo sobre suas vidas. Mais do que nunca, Locke Lamora precisa pôr em ação suas mentiras para que nenhum deles morra.

Opinião:
  As Mentiras de Locke Lamora é o primeiro livro da série Nobre Vigaristas, ainda inacabada. Em terras brasileiras foi publicado ano passado o segundo volume, Mares de Sangue, e nestes próximos dias será lançado por aqui a sequência República de Ladrões. Ambas as continuações serão resenhadas aqui no blog em um futuro próximo.
  O foco da trama deste primeiro livro da série, e que provavelmente será também nos próximos volumes, se trata de aplicações de golpes dos ladrões com mentiras e disfarces impressionantes. O mundo fantástico apresentado por Scott Lynch é magnífico e original, contendo cenários fascinantes e um alto realismo. 
  A narrativa é alternada entre presente e passado, nos apresentando Locke ainda criança com suas habilidades de ladrão bem acima da média, sendo ensinado e aprimorado pelo Padre Correntes, e também nos mostra como Lamora conhece os futuros integrantes da gangue Nobres Vigaristas. É muito interessante acompanhar a amizade crescendo entre eles, tornando-os como irmãos inseparáveis. No tempo presente, Locke Lamora  já se encontra com mais de 25 anos, e é aqui que se passa a maioria das páginas do livro, que contém  seus golpes audaciosos e perigosos ao extremo. 
  A história possui um humor sarcástico que aprecio muito, proporcionando vários momentos de diversão ao leitor com os personagens apresentados que são interessantíssimos, a ponto de que alguns merecem livros de contos para conhecermos mais sobre eles, assim como Patrick Rothfuss fez com alguns personagens de A Crônica do Matador do Rei. 
  Comentando ainda sobre os personagens, temos os integrantes da gangue de Lamora, o grandalhão e exímio lutador Jean; os irmãos gêmeos Calo e Galdo, que são bons em tudo que fazem, mas não excepcionais; e o mais novo da turma, Pulga, que por ser pequeno tem facilidade para cometer roubos específicos e se esgueirar sem que ninguém perceba. Temos ainda Capa Barsavi, uma espécie de chefe da gangue de Lamora e de muitas outras, tendo elas que pagar impostos e ainda seguir certas regras. Os mais interessantes de todos personagens que achei, sendo os maiores responsáveis por eu querer devorar o livro, de tanto que eu queria saber mais sobre eles, são os misteriosos  Rei Cinza, o Aranha, e os quase invencíveis Magos Servidores, estes últimos responsáveis pela pouca, mas impressionante, magia contida na história.  .
   O autor escreve de forma detalhada em muitas vezes mas muito bem, pois mesmo  a história sendo complexa são poucos os momentos massantes. A trama ainda possui reviravoltas inesperadas e convincentes, sendo que algumas passagens fui bem surpreendido. A história possui um final fechado concluindo muito bem. Enfim, livro mais que recomendado para os fãs do gênero. Nota máxima para As Mentiras de Locke Lamora.

Minha nota: 10