"Ame ou odeie Libby Day, mas você não vai conseguir esquecê-la." - The New York Times
"Perturbador e original. Flynn criou uma protagonista mordaz, desagradável e sem amor-próprio, mas que vai fazer você torcer por ela." - New York Magazine
"Uma história de horror arrebatadora." - Chicago Tribune
Sinopse:
Libby tinha sete anos quando a mãe e as duas irmãs foram assassinadas no "Sacrifício a Satanás de Kinnakee, no Kansas". Enquanto a família jazia agonizante, Libby fugiu da pequena casa onde viviam e mergulhou na neve gelada de janeiro. Perdeu alguns dedos das mãos e dos pés, mas sobreviveu e ficou célebre por testemunhar contra Ben, o irmão de quinze anos, que acusou de ser o assassino. Passados vinte cinco anos, Ben encontra-se na prisão e Libby vive com o pouco dinheiro de um fundo criado por pessoas caridosas que há muito se esqueceram dela.
O Kill Club é uma macabra sociedade secreta obcecada por crimes extraordinários. Quando localizam Libby e lhe tentam sacar os pormenores do crime (provas que esperam vir a libertar Ben), Libby engendra um plano para lucrar com sua história trágica. Por uma determinada maquinação, estabelecerá contato com os intervenientes daquela noite e contará as suas descobertas ao clube... e talvez venha a admitir que afinal o seu testemunho não era assim tão sólido.
À medida que a busca de Libby a leva de clubes de striptease no Missouri a vilas turísticas de Oklahoma agora abandonadas, a narrativa vai voltando atrás à noite de 2 de janeiro de 1985. Os acontecimentos desse dia são recontados através de Libby, sua mãe, e Ben, um menino solitário e aparentemente assassino.
Peça a peça, a verdade inimaginável começa a vir.
Opinião:
E assim começa esta macabra história:
Os Day eram um clã que poderia viver à beça
Mas Ben Day perdeu a cabeça
O poder de Satanás o garoto queria
E matou a família em meio a uma gritaria
Da pequena Michelle torceu o pescocinho
Depois de Debby fez picadinho
A mãe, Patty, guardou para o final
E, sem piedade, em sua cabeça deu um tiro fatal
A bebê Libby conseguiu viva permanecer
Mas passar por aquilo de modo algum é viver
- Cantiga de roda nas escolas em 1985
Lugares Escuros é um lançamento deste mês de maio da editora Intrínseca.
Mais uma vez a autora Gillian Flynn conseguiu me impactar, pois depois da excelente leitura de Objetos Cortantes, Lugares Escuros o supera em ser chocante e perturbador. Méritos para a autora que por sua maneira de escrever, a história é tão verossímil que grande parte de mim acredita que os fatos narrados na obra realmente aconteceram com alguma família em algum lugar do planeta. Desde o início da leitura me veio a cabeça a semelhança com Escuridão Total Sem Estrelas de Estephen King, pois a escrita de ambos achei semelhante.
A autora criou um mistério complexo e muito bem desenvolvido, e utilizou do recurso narrativo de alternar entre presente e passado, prendendo o leitor de uma maneira ímpar. Esta história é daquelas que quanto mais avançamos e fazemos descobertas, mais queremos ler, e quando percebemos o livro acabou.
Os personagens são muito interessantes, destacando a sobrevivente Libby, que é cleptomaníaca, preguiçosa e que segundo ela mesma possui uma maldade dentro de si; e mesmo com todos estes "defeitos" é muito difícil não nos simpatizar e torcer por ela. Seu irmão Ben é um tanto misterioso e sombrio, e no decorrer de todo o livro ficamos em dúvida se foi ele mesmo o autor do massacre de sua família.
As últimas páginas é o que há de melhor no livro, pois a conclusão é surpreendente e muito bem desenvolvida. Apesar de estar cheio de negativismo, Lugares Escuros é uma excelente obra que provavelmente ficará na mente dos leitores por muito tempo. Livro com certeza recomendado para os que apreciam leituras pesadas e impactantes. Nota máxima para Lugares Escuros.
Minha nota: 10
