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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Resenha: O Conquistador - Os Senhores do Arco de Conn Iggulden - volume 2



"Tem-se a impressão de estar diante de um grande filme... Leia antes de Hollywood levá-lo às telas." - Daily Express


Sinopse:

Temugin dos lobos se tornou Gêngis Khan, um homem que deve unir as tribos divididas pela guerra no Oriente. Seu objetivo é criar uma nova nação das planícies e montanhas ermas da Mongólia. Um nascimento sangrento que deixará de joelhos um continente. 

Durante milhares de anos seu povo foi mantido isolado pelo império jin, uma terra de enorme riqueza e numerosos exércitos. Seus guerreiros têm apenas o arco, o cavalo e a disciplina férrea, nascida de uma terra de gelo, fome e morte. Muralhas de pedra se erguem acima dos cavaleiros mongóis, e Gêngis  deve derrotar o antigo inimigo ou ver seu povo ser disperso e seus sonhos despedaçados.

Além de conhecer o inimigo ancestral, ele deve reconciliar os grupos descontentes com seus generais, mediar entre seus irmãos ambiciosos e lidar com as próprias emoções ao ver os filhos crescendo. O jovem guerreiro se tornou um comandante militar vitorioso: agora deve elevar seu povo à grandeza.


Opinião:

Os Senhores do Arco, de autoria de Conn Iggulden, é o segundo volume da série O Conquistador, publicado originalmente em 2008 e foi lançado por aqui  pela editora Record.

As qualidades de Os Senhores do Arco são muitas, mas a maior a meu ver, assim como o primeiro livro da série, é o quanto a obra é envolvente. A história de Gengis é fantástica, e nas obras de Conn Iggulden podemos ter uma ideia próxima dos feitos deste conquistador que em Os Senhores do Arco continua tão impiedoso para com seus inimigos, mas que para com seus comandados sempre tenta ser o mais justo possível. 

Em muitos momentos da obra temos a visão de personagens secundários, evidenciando a importância deles na trama, tornando assim o livro ainda mais impressionante. As batalhas são muito bem descritas, possuindo várias cenas impactantes. 

O relacionamento de Gengis com seu povo e principalmente com sua família é muito interessante de se acompanhar, sendo que para o próximo volume provavelmente seus filhos terão maior ênfase, me deixando muito curioso para ver a evolução deles. 

Os momentos finais finais da obra é diferente do que eu imaginava, e foi muito bom ter sido surpreendido. 

Por enquanto o livro anterior, O Lobo das Planícies, é o meu preferido da saga desta Gengis Khan, por eu ter achado ainda mais marcante que este, questão de gosto mesmo, pois são do mesmo altíssimo nível.

A série O Conquistador é uma leitura obrigatória aos fãs de ficção histórica. E que venha o terceiro volume da série, Os Ossos das Colinas, que provavelmente será tão bom quanto os livros anteriores. Nota máxima para Os Senhores do Arco.


Minha nota: 10

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Resenha: Crônicas Saxônicas - O Último Reino de Bernard Cornwell - volume 1



Contém spoilers na sinopse.


Sinopse:

Uhtred nasceu na aristocracia do reino da Nortúmbria. Órfão aos 10 anos, o menino é capturado pelos dinamarqueses, que lhe ensinam o modo de vida viking. Só que o destino de Uhtred está inevitavelmente ligado a Alfredo, rei de Wessex, governante do único reino inglês a não se dobrar perante a fúria dos guerreiros do norte.

A luta ferrenha entre ingleses e dinamarqueses e o embate entre cristianismo e paganismo compõem o cenário desta obra de Bernard Cornwell. Aos 11 anos, Uhtred está em dúvida quanto à sua lealdade, mas uma matança em uma fria manhã de inverno o leva ou o mantém para o lado dos ...


Opinião:


O Último Reino, do autor Bernard Cornwell, é o primeiro volume da série Crônicas Saxônicas, lançado originalmente em 2004, e por aqui é uma publicação da editora Record, com o total de 362 páginas.  

Este é o primeiro livro do Bernard Cornwell que leio, e segundo do gênero ficção histórica, e digo desde já que as minhas altas expectativas foram totalmente correspondidas. 

O autor conseguiu prender a minha atenção na leitura da primeira a última página, em razão da história impressionante, a narrativa não ser nada cansativa, os diálogos são memoráveis, e ainda tem o bônus de que tenho muito interesse pela cultura nórdica. Muitos personagens e fatos ocorridos realmente existiram, tornando assim a obra ainda mais impressionante.


Se não bastasse as qualidades mencionadas, o melhor mesmo da obra ao meu ver foram as batalhas, pois o realismo é tão grande que podemos nos imaginar em batalha juntamente com a parede de escudos. 

De ponto negativo confesso que não consegui encontrar nenhum, somente que talvez para alguns leitores poderá incomodar a violência sanguinária das batalhas, que para mim isto é algo positivo, pois é retratado pelo autor o mais próximo possível da realidade da época. 

O Último Reino é uma leitura obrigatória aos fãs do gênero, e aos que nunca leram livros de ficção histórica mas gostam do tema abordado e não se importam com confrontos sangrentos, também é altamente recomendado.


Minha nota: 10

domingo, 3 de maio de 2015

Resenha: O Conquistador - O Lobo das Planícies de Conn Iggulden - livro 1


"Tem-se a impressão de estar diante de um blockbuster... Leia antes de Hollyood levá-lo às telas." - Daily Express

Sinopse:
  Temugin tinha apenas  11 anos quando o pai foi morto em uma emboscada. Filho do cã, líder da tribo, após a perda do pai, o menino, sua mãe e irmãos foram abandonados por seu povo. Em pouco tempo, Temugin passou a dominar o arco-e-flecha, demonstrando grande habilidade com armas. Reunindo outros excluídos como ele, logo ganhou o domínio sobre diversas tribos. A grande jornada apenas começava, um novo imperador estava nascendo: Gêngis Khan.

Opinião: 
  O Lobo das Planícies, primeiro da série O Cosquistador que contém cinco volumes,  foi o primeiro livro de ficção histórica que li, e assim nasce um interesse enorme por este gênero literário que até então eu tinha um pé atrás, achando que poderia não gostar, por talvez ser massante e com pouquíssimos diálogos, resultando em uma leitura cansativa e desinteressante.     
  Eu esperava que este primeiro livro da série seria uma introdução que apenas apresentaria os personagens e o universo contido na trama, não havendo muitas cenas de ação, que gosto muito. E eis que eu estava completamente enganado, pois possui várias batalhas emocionantes e muitas cenas de tirar o fôlego, não sendo a narrativa massante e enfadonha em momento algum, resultando em um livro espetacular. 
  Conn Iggulden escreve muito bem, resultando em uma leitura fluída e de fácil entendimento da trama, dando um grande dinamismo a obra. Me chamou muito a atenção positivamente o quanto o autor conseguiu transferir a história do conquistador de uma maneira realista ao extremo, resultando em uma imersão na obra tão grande a ponto de o leitor sentir que está fazendo parte das batalhas ao lado de Gêngis Khan.   
  Grande parte do brilho da obra são os excelentes personagens, ficando muito difícil citar os que mais gostei. Além de Temugin, destaque para o cruel e ganancioso Eeluk, que é mais temido pelos integrantes de seu clã do que respeitado.
   Vale salientar a dedicação de Iggulden para escrever a série, pois ele foi até o país de origem de Gengis e viveu um tempo entre eles, sendo assim, se aprofundou mais sobre a vida do conquistador e os costumes do povo mongol,  povo este que até hoje tem Gêngis como herói. Após o término do livro, o autor explica o que é verdade e ficção, e diz também o motivo de ter mudado nomes de alguns personagens. 
  O Lobo das Planícies ainda possui um ótimo final, deixando um expectativa alta para com os próximos volumes que provavelmente serão do mesmo nível deste ou até melhores. Leitura obrigatória para os fãs de ficção histórica e nota máxima para esta obra sensacional. 

Minha nota: 10 - Favoritado